O que seria fundamental é proibir o uso de empresas de prestação de serviços, que são umas sanguessugas e não produzem qualquer valor acrescentado.
Se demoraram este tempo todo a incluir isso na negociação não sei se o resultado vai ser positivo.
Dão uns amendoins e podem vir dizer à CS que já deram um aumento salarial aos médicos, que agora vão ser bilionários, e só não vêm para o SNS porque o privado vai sempre dar mais e nem vale a pena pensar mais em aumentar os ordenados pois é ineficaz….
Obviamente este raciocínio não tem lógica mas estamos a falar de políticos (e do PS), que já fizeram associações bem piores…
Isto vai ser assim:
1. Vão propor um aumento de 1 % que na cabeça destes retardados compensa a perda de poder de compra de 40% resultante da estagnação salarial nos últimos 10 anos.
2. Os sindicatos (frouxos) anunciam 2 dias de greve para mostrar trabalho aos seus associados.
3. O governo encomenda umas peças jornalísticas sobre casos de médicos a braços com a justiça que aconteceram há 10 anos. O povão diz que os médicos são uns merdas e que deviam trabalhar de graça.
4. Nova negociação em que o governo, desta vez, ameaça acabar com as USF modelo B que têm um regime de remuneração própria, onde muitos dirigentes sindicais trabalham. Estes cagados de medo aceitam o ponto percentual e ainda uma alteração ao contrato coletivo de trabalho com a obrigatoriedade de 250 horas extra anuais.
5. Sindicatos anunciam vitoria e os médicos chupam na quinta pata do cavalo.
Se acham que isto tem alguma semelhança com a realidade, é porque foi exactamente o que aconteceu nas últimas negociações de há um punhado de anos.
Mas não estava incluida de início? Então o que é negociavam?
As outras classes queixam-se dos sindicatos serem um braço armado do PCP, mas a classe médica gostava que o problema dos sindicatos médicos fosse esse.
Apenas dois sindicatos, com dirigentes a cheirar a mofo, com fortes ligações a PS e PSD, anti-greve (fizeram um inquérito em que mais de 95% dos médicos queriam greve há cerca de 1 mês, e não foi convocada) e que aceitam qualquer migalha como uma vitória desde que as contrapartidas negociadas salvaguardem os interesses dos dirigentes sindicais.
E não há alternativa.
O quão eles se esforçam e contorcem para não contratar as pessoas.
Será que é desta que os funcionários públicos incluindo médicos, enfermeiros, técnicos do INEM, policias ou bombeiros, vão ter os aumentos de 20 ou 30% no salário que precisam para compensar os salários congelados dos ultimos 13 anos e o aumento do custo de vida?
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O que seria fundamental é proibir o uso de empresas de prestação de serviços, que são umas sanguessugas e não produzem qualquer valor acrescentado.
Se demoraram este tempo todo a incluir isso na negociação não sei se o resultado vai ser positivo.
Dão uns amendoins e podem vir dizer à CS que já deram um aumento salarial aos médicos, que agora vão ser bilionários, e só não vêm para o SNS porque o privado vai sempre dar mais e nem vale a pena pensar mais em aumentar os ordenados pois é ineficaz….
Obviamente este raciocínio não tem lógica mas estamos a falar de políticos (e do PS), que já fizeram associações bem piores…
Isto vai ser assim:
1. Vão propor um aumento de 1 % que na cabeça destes retardados compensa a perda de poder de compra de 40% resultante da estagnação salarial nos últimos 10 anos.
2. Os sindicatos (frouxos) anunciam 2 dias de greve para mostrar trabalho aos seus associados.
3. O governo encomenda umas peças jornalísticas sobre casos de médicos a braços com a justiça que aconteceram há 10 anos. O povão diz que os médicos são uns merdas e que deviam trabalhar de graça.
4. Nova negociação em que o governo, desta vez, ameaça acabar com as USF modelo B que têm um regime de remuneração própria, onde muitos dirigentes sindicais trabalham. Estes cagados de medo aceitam o ponto percentual e ainda uma alteração ao contrato coletivo de trabalho com a obrigatoriedade de 250 horas extra anuais.
5. Sindicatos anunciam vitoria e os médicos chupam na quinta pata do cavalo.
Se acham que isto tem alguma semelhança com a realidade, é porque foi exactamente o que aconteceu nas últimas negociações de há um punhado de anos.
Mas não estava incluida de início? Então o que é negociavam?
As outras classes queixam-se dos sindicatos serem um braço armado do PCP, mas a classe médica gostava que o problema dos sindicatos médicos fosse esse.
Apenas dois sindicatos, com dirigentes a cheirar a mofo, com fortes ligações a PS e PSD, anti-greve (fizeram um inquérito em que mais de 95% dos médicos queriam greve há cerca de 1 mês, e não foi convocada) e que aceitam qualquer migalha como uma vitória desde que as contrapartidas negociadas salvaguardem os interesses dos dirigentes sindicais.
E não há alternativa.
O quão eles se esforçam e contorcem para não contratar as pessoas.
Será que é desta que os funcionários públicos incluindo médicos, enfermeiros, técnicos do INEM, policias ou bombeiros, vão ter os aumentos de 20 ou 30% no salário que precisam para compensar os salários congelados dos ultimos 13 anos e o aumento do custo de vida?