Telejornal RTP1 demonstra o efeito positivo das vacinas: 1 de Dezembro de 2021 vs 1 de Dezembro de 2020

18 comments
  1. Acho muito importante que haja um esforço da parte dos principais jornais mostrarem isto. Houve uma infeliz e desnecessária quantidade de pânico criado porque houve um enorme foco durante demasiado tempo em apenas olhar para o número de casos.

    E neste clip não é referido mas é importante também deixar claro que foi a vacinação, e em particular a nossa alta taxa de vacinados, que permitiu esta diferença de situação.

  2. A comparação é ilustrativa do efeito das vacinas apesar de não ser exactamente a mesma coisa pq n basta comprar o dia 1 com o dia 1, estamos em pontos diferentes das vagas e os internamentos e UCI têm um atraso em relação aos casos. Mas n deixa de ilustrar bem essa realidade.

    Agora q raio de casaco é aquele? curto os sapatos e as calças mas o casaco é estranho, ou está curto demais ou mt apertado, está mt esquisito.

  3. Sendo certo que a vacinação é FUNDAMENTAL, esta comparação feita pelo RS não está correcta. Os internados, e em especial os internados nas UCIs e mortos, têm um desfasamento de 15 dias, em média. Ora os 15 dias anteriores a 1 de dezembro de 2020 foram bastante piores que os 15 dias anteriores a 1 de Dezembro de 2021.

  4. Acho bem que haja notícias destas. Ultimamente, nos telejornais só se vê notícias alarmantes. Parece que vai ser o fim do mundo. O problema disto é que muitas pessoas, facilmente influenciáveis, só ligam ao número de casos e depois vêm com o “isto vai ser lindo”. Fds… calma! É certo que está a piorar, mas não tem nada a ver com o que foi antes da vacinação.

  5. Sim, é tudo muito bonito, mas então eu questiono-me o porquê de voltarmos a ter medidas restritivas quando temos praticamente 88% da população completamente vacinada (mais precisamente 87,78%, segundo dados oficiais) e estamos a um bom ritmo para darmos a dose de reforço aos grupos que mais necessitam. Isto não significa descredibilizar a vacina? Então a vacina serve para quê mesmo? Obviamente que vamos continuar a ter infetados durante muitos anos porque já se percebeu que esta pandemia já se tornou numa endemia (e vem por ciclos, como a gripe) e vai continuar a circular pela comunidade por muito tempo, para além de que a vacina não impede totalmente a transmissão do vírus, apenas previne casos graves de doença e, por sua vez, a morte. Vão continuar, infelizmente, a haver internamentos, como também há com a gripe todos os anos. E, por fim, irão haver, eventualmente, mortos (uns dias mais, outros menos), como também existem cerca de 300-400 mortos por dia (!) em Portugal vítimas de outras doenças, mas disso já ninguém quer saber porque o que importa é somente quem morre de covid. Só agora é que os media se lembraram que morrem diariamente pessoas? Pois, infelizmente morrem pessoas todos os dias em Portugal e em todo o mundo…Convinha nunca esquecer isso.

    No outro dia li uma notícia que tinha um dado curioso e que parece que passou ao lado de muita comunicação social. Celebrou-se no passado dia 17 de Novembro o Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada, cuja notícia que assinalava esta data dava conta de que entre janeiro e agosto deste ano tinham morrido cerca de 240 pessoas nas estradas portuguesas. Ora desde o início da pandemia (março de 2020) morreram mais ou menos o mesmo número de pessoas por covid-19 com idade abaixo dos 50 anos (ou seja, também cerca de 240-250 pessoas). Dá que pensar ou não? Ou seja, em mais de 1 ano e meio morreram por covid-19 (e em idades abaixo dos 50 anos) mais ou menos o mesmo número de pessoas que nas estradas portuguesas em apenas 8 meses. No entanto, não vejo ninguém a falar disso. Mas claro, agora encontrou-se uma nova variante e o pessoal volta todo a entrar em modo pânico com receio de que as vacinas possam não ser tão eficazes. Vamos andar nisto durante anos e anos com novas variantes…

  6. Resumindo: Vacinação reduz cerca de 10x casos graves, muito graves e mortes. Mas mesmo assim há malta que não se quer vacinar.

  7. Alguém quer ir ao arquivo da RTP encontrar todo os clipes onde alguém diz que as mortes por COVID estão a baixar?

    Já ninguém se lembra de antes do verão de 2020 deixar de haver estado de emergência quando “Só morriam 4 pessoas por dia de COVID”.

  8. Isto aqui n é por causa da vacina n ter efeito, mas porque as pessoas tomam a vacina, e ignoram as regras logo a seguir. Se estivéssemos como estamos (em termo de comprimento de regras) á 1 ano, 16 mil era uma piada de mau gosto.

  9. Nada contra OP, mas vou ser mesquinho contigo porque vejo este erro muitas vezes. O título deste tópico é impreciso. O Telejornal da RTP1 compara o número de infecções, hospitalizações, e óbitos na actualidade com o seu período homólogo de 2020. O Telejornal não “demonstra o efeito positivo das vacinas” – que tipo de intervenção é aprovada ou demonstrada com “estudos observacionais”?

    Bem, nesta pandemia houve umas quantas, e talvez por isso o título me faça um pouco de comichão, mas isso é outra conversa.

    O efeito positivo das vacinas demonstra-se em estudos com grupos de controlo – e esses estudos existem e corroboram a ideia de que as vacinas contra a covid-19 protegem com elevada eficácia a necessidade de hospitalização e morte.

    Mas não se pode tirar a mesma ilação sobre períodos homólogos porque isso pressupõe que as restantes variáveis são idênticas – o que, manifestamente, não é o caso. As variantes já não são as mesmas, podendo ser +/- transmissíveis, +/- letais; a população não é a mesma, nem os seus hábitos; a seroprevalência não é idêntica – pelo contrário, uma porção não desprezável de pessoas foram entretanto infectadas e já têm uma protecção contra a reinfecção e respectivas consequências.

    Imaginemos um cenário hipotético – em vez de se administrar uma vacina, decidiu-se dar um placebo à população. Ora, como nenhuma pandemia é eterna, os seus impactos acabariam por abrandar. Quem tiver de morrer, morre. Quem sobreviver, fica com determinado nível de imunidade contra reinfecção (e hospitalização e morte).

    Dado tempo suficiente, poder-se-ia apresentar um gráfico nestes mesmos moldes e apontar, “bem, como podem ver, o placebo funciona. Evidentemente que já não se morre como se morria antes, nem tão pouco se vai ao hospital como se ia no início da pandemia”.

    Por isso, sim, as vacinas contra a covid-19 são fixes. Não, este tipo de gráficos não demonstram os efeitos positivos das vacinas *(podem reflectir um conhecimento alheio mas, por si só, não demonstra coisa alguma), nem tão pouco é essa a função da RTP ou de um jornalista (como se fez crer para outras intervenções que não serão nomeadas).

    No entanto, estes gráficos podem dizer-nos qualquer coisa sobre a lucidez de quem declarou um “Estado de Calamidade”.

    *Edit

  10. Como já se falou aqui das comparações não serem equivalentes para as alturas do ano:

    Fiz uma comparação rápida com Outubro de 2020, quando Portugal estava no inicio de uma nova subida do numero de casos, como acontece agora.

    Nos dados do google, o dia mais semelhante que encontrei foi 29 outubro de 2020, onde tivemos 4224 infetados, (media a 7 dias de 3296, sendo hoje +- 3112). Nesse dia morreram de Covid 33 pessoas, i.e. aproximadamente o dobro das mortes de hoje. Infelizmente não mostra a taxa de internamento.
    (fonte: escrever covid cases Portugal no google)

    TLDR: as coisas estão melhores mas não de uma forma tao exagerada como no vídeo

  11. Para os que não percebem a razão das restrições atuais dada a situação atual:

    Porque mais vale jogar pelo seguro do que andar a correr atrás do prejuízo.

    Em princípio com a taxa de vacinação que temos podíamos ter medidas ainda mais relaxadas. Mas como não há certezas, é preferível prevenir.

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