Imobiliário engorda cofres do Estado em 523 milhões em cinco anos

5 comments
  1. Perguntamo-nos, com alguma frequência, porque não existe um plano de habitação mais arrojado por parte do estado. Independentemente do conteúdo do plano, pois a esquerda e a direita terão opções distintas, todos concordamos existir um problema grave de acesso a condições dignas na habitação (excepto um ou outro novo partido mais radical – com o qual nem devemos contar). Como razões, o excedente orçamental é um deles, claro, como diz esta notícia, mas não só. O mercado imobiliário, em Portugal, corresponde a 12% do PIB, sendo um dos sectores mais fortes portanto. Por causa destes números, que têm consequências na popularidade de um governo e no cumprimento de metas europeias, um dos que considero bens fundamentais transformou-se, aos poucos, num activo financeiro deixado ao Deus dará, totalmente aberto a especulação financeira e desligado das necessidades de uma população – para além de estarmos a depender ainda mais de um sector não produtivo na nossa economia. Acho que a discussão terá de ser esta. Deverá, ou não, este sector, com as correspondentes consequências no PIB e orçamentos, ser desfinanceirizado, e se sim, como se pode fazer isso.

  2. Um país que para a habitação propria

    ​

    aceita passivamente pagar IMI, Imposto de compra de imoveis e imposto de selo

    ​

    é um povo manso

Leave a Reply