“Encontro” com orcas afunda veleiro ao largo de Sines. Marinha coordenou resgate de cinco tripulantes

4 comments
  1. Vai acabar por morrer alguém. Quando isso acontecer, lá virão presidentes e ministros e comentadores e opinion makers perorar sobre o assunto – possivelmente papagueando factos e teorias completamente errados.

    Três anos disto. Centenas de barcos danificados. Centenas de milhares de euros de prejuízo. E mais cedo ou mais tarde, irão perder-se vidas. Se isso começar a acontecer, acabam a navegação de recreio nas costas portuguesas/sul de Espanha? Vão caçar as orcas? E se começarem a “interargir” (um estúpido eufemismo) com um kitesurfer em Tarifa?

    Três anos, a situação constantemente a agravar-se e a ficar mais anárquica (agora temos orcas na Costa da Galiza e em Sines em Agosto – o ano passado ainda havia orcas na baía da Cádiz em Novembro. Antigamente, as orcas passavam todo o verão no Estreito. E “antigamente” no sentido de há menos de 10 anos) e continuam os “estudos”.

    Isto está obviamente ligado ao excesso de stocks de atum – que está tão acima dos records históricos que literalmente deixaram de tentar medir. Há atum em todo o lado, as orcas estão em todo o lado, têm energia para gastar e começam a caçar barcos. Começou por lemes, há dias andaram a “interagir” (que eufemismo) com um bote.

    ps – Já agora, uma menção honrosa neste oceano de incompetência para a Marinha Portuguesa – após quase três anos de todos os experts e organismo oficiais, incluindo o Instituto de Conservação da Natureza e Floresta e o Museu da Baleia, elaborarem um protocolo de segurança, recomendado pelo próprio governo português, cujo ponto inicial é deixar o leme solto, a Marinha vem dizer precisamente o contrário – recomendado o engate do leme, o que é uma autêntica loucura e conduziria inevitavelmente a mais afundamentos caso os velejadores fossem idiotas. Provavelmente algum atrasado mental que nunca esteve num barco excepto navios militares feitos de aço

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