Como muita malta às vezes faz uns posts sobre as suas insatisfações profissionais, aqui fica uma humilde sugestão para quem tenha os respectivos perfis.
“Porque nasci pobre e preciso monies para sobreviver”
Sei bem o que é o Leroy, e felizmente não é por trabalhar lá. A única vantagem é ser relativamente entrar para trabalhar, tudo o resto é uma bela merda. Trabalhar fins-de-semana e feriados, receber o mínimo, levar com uma pressão estúpida para vender, vender, vender, progressão de carreira é zero, e o compadrio nas promoções, sobe quem é amiguinho, e dificilmente quem é competente.
Sempre que uma destas grandes empresas está desesperada por pessoal para trabalhar, é garantido que aparece uma “notícia” destas, que obviamente foi encomendada. Mas pensem que se o Leroy está tão desesperado, é porque quem lá está se despede para não aturar mais.
Já foi uma empresa óptima para trabalhar, e a palavra de ordem é essa minha gente “Trabalhar”.
Estive 2 anos na empresa na secção de logística, trabalhei com muita gente dedicada e profissional nas mais diversas áreas e não só aprendi imenso como me ajudou a criar bases financeiras para comprar a minha primeira casa através dos prémios de produtividade que a empresa oferecia.
Actualmente sei por amigos e ex colegas que a realidade já não é essa. Já na altura a exploração horária era abismal e senti-a bem na pele (visto que tinha uma segunda actividade), o ritmo exigente da minha secção e falta de elementos na equipa faziam daquilo um inferno. Vi colegas meus a levantar tampos de cozinha sozinhos e houve muitas noites em que ficávamos até mais tarde a contar e a arrumar a cerâmica na recepção de mercadorias, trabalhávamos desprotegidos muitas vezes, à chuva e ao sol, e havia discrepâncias salariais terríveis dentro da empresa, levando até a algumas injustiças e conflitos internos.
A chefia é uma nódoa, havia muitos a pavonear-se pela loja em regime de produtividade zero, e o modelo de gestão é profundamente atrasado, tendo apenas algumas figuras de destaque dentro da empresa.
Tenho óptimas memórias desses tempos não me interpretem mal, e sinto ainda que foi uma óptima escola que me deu bagagem, mas para quem tem mais capacidades e quer horizontes mais alargados é mesmo só de passagem.
5 comments
Como muita malta às vezes faz uns posts sobre as suas insatisfações profissionais, aqui fica uma humilde sugestão para quem tenha os respectivos perfis.
[https://recrutamento.leroymerlin.pt/oportunidades](https://recrutamento.leroymerlin.pt/oportunidades)
Quando saírem da Rússia. Até lá nojo.
“Então porque se candidata ao Leroy Merlin?”
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“Porque nasci pobre e preciso monies para sobreviver”
Sei bem o que é o Leroy, e felizmente não é por trabalhar lá. A única vantagem é ser relativamente entrar para trabalhar, tudo o resto é uma bela merda. Trabalhar fins-de-semana e feriados, receber o mínimo, levar com uma pressão estúpida para vender, vender, vender, progressão de carreira é zero, e o compadrio nas promoções, sobe quem é amiguinho, e dificilmente quem é competente.
Sempre que uma destas grandes empresas está desesperada por pessoal para trabalhar, é garantido que aparece uma “notícia” destas, que obviamente foi encomendada. Mas pensem que se o Leroy está tão desesperado, é porque quem lá está se despede para não aturar mais.
Já foi uma empresa óptima para trabalhar, e a palavra de ordem é essa minha gente “Trabalhar”.
Estive 2 anos na empresa na secção de logística, trabalhei com muita gente dedicada e profissional nas mais diversas áreas e não só aprendi imenso como me ajudou a criar bases financeiras para comprar a minha primeira casa através dos prémios de produtividade que a empresa oferecia.
Actualmente sei por amigos e ex colegas que a realidade já não é essa. Já na altura a exploração horária era abismal e senti-a bem na pele (visto que tinha uma segunda actividade), o ritmo exigente da minha secção e falta de elementos na equipa faziam daquilo um inferno. Vi colegas meus a levantar tampos de cozinha sozinhos e houve muitas noites em que ficávamos até mais tarde a contar e a arrumar a cerâmica na recepção de mercadorias, trabalhávamos desprotegidos muitas vezes, à chuva e ao sol, e havia discrepâncias salariais terríveis dentro da empresa, levando até a algumas injustiças e conflitos internos.
A chefia é uma nódoa, havia muitos a pavonear-se pela loja em regime de produtividade zero, e o modelo de gestão é profundamente atrasado, tendo apenas algumas figuras de destaque dentro da empresa.
Tenho óptimas memórias desses tempos não me interpretem mal, e sinto ainda que foi uma óptima escola que me deu bagagem, mas para quem tem mais capacidades e quer horizontes mais alargados é mesmo só de passagem.