O Jornal de Notícias noticiou recentemente que:

“Portugal terá daqui a um ano cerca de 2 milhões de obesos e estima-se que sejam necessários 1,4 mil milhões de euros para combater a doença, segundo um estudo apresentado pela seguradora Allianz.
O documento revela também que o setor da saúde necessitará de 23 mil milhões de euros, correspondente a 9,8% do Produto Interno Bruto (PIB). Numa visão mais alargada, até 2032, são estimadas 2,1 milhões de pessoas sofredoras da doença, sendo que despesas com a saúde aumentarão para 32,8 mil milhões de euros”

https://www.jn.pt/nacional/previstos-dois-milhoes-de-obesos-em-portugal-ate-ao-proximo-ano-15071842.html?utm_source=push&utm_medium=mas&utm_term=15071842

Há quem diga que o peso e gordura de uma pessoa é uma problema pessoal que só a ela lhe diz respeito, mas se tal implica um aumento dos gastos na saúde devido às suas escolhas pessoais, pode se dizer que quando demasiada gente é obesa tal torna se um problema de saúde pública?

O que pensam, obesidade é um problema público ou privado?

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20 comments
  1. Claro que é um problema público. Que eu saiba são os nossos impostos que pagam muitas das consultas e medicamentos que são usadas para combater a irresponsabilidade dos outros (desculpem se ofendi alguém, mas é a minha opinião).

    Sinceramente nem sei se, mesmo com tanta informação, caminhamos no sentido de melhorar estes números.

  2. Na minha opinião é um problema privado.

    Porque considerando a obesidade um problema público então é necessário alargar o leque a bastantes doenças causadas pelos maus hábitos que muitas pessoas têm.

  3. É muito bonito considerarmos isto como um problema exclusivamente privado.

    Mas isso cai por terra quando se tem em conta a quantidade de comorbilidades associadas à obesidade e o custo das mesmas para o SNS.

    É, tal como muitas outras coisas (alcoolismo, tabagismo, etc.) um problema inicialmente privado mas que tem inevitavelmente várias consequências para a população em geral.

  4. Mais uma vez, começa na escola.

    Esperem pelo regresso às aulas, vão a um qualquer café ou supermercado e deliciem-se com jovens a comprar donuts e coca cola para o almoço.

  5. Problema privado uma vez que o SNS n dá resposta.

    SNS colapsou no início do ano.

    Espero que estas pessoas tenham um plano alternativo ao SNS.

  6. Se for um problema público onde está a fronteira? tabaco, canabis, relações sexuais desprotegidas, atravessar fora da passadeira. Onde vamos delimitar o que é público ou privado?

  7. Público, pois pessoas obesas são mais propensas a doenças, vão entupir os hospitais, que são públicos, pagos por todos, que não fogem aos impostos.

  8. É privado, mas causado por muita merda feita pelo público. Educação é a mais importante.

  9. Desde quando é que comer menos e mexer custa alguma coisa?

    Edit: claro que é um problema pessoal, quem diz que não está apenas à procura de uma desculpa fácil… Sim sou gordo por causa do “outro”. Fds

  10. Deixem-se parvoíces por favor. Querem ver que agora um gajo não poder ser obeso se quiser e o Estado tem de se meter. Um gajo não se pode endividar se quiser, não pode fumar, não pode andar em excesso de velocidade. Está tudo apanhadinho com o Covid? O Estado deve meter-se em tudo, querem ver?

    ​

    Queres comer à bruta, beber à bruta, fumar à bruta, endividar-te para ires de férias para Armação de Pêra, força! Arcas com as consequência e não chateies. Mas não quero o Estado a “forçar-me” a fazer o que a malta acha que é “melhor para mim”.

  11. Um pouco dos dois:

    Foro privado porque individualmente deveríamos zelar pela nossa saúde e bem estar, nomeadamente com boa alimentação, exercício, bom convívio e pouco stresse.

    Foro público porque uma pessoa num sistema capitalista não consegue tratar de si se não tiver tempo e energia para isso. Além disso, há poucos incentivos monetários á boa alimentação, com merdas de comida congelada/rápida e bebidas cheias de açúcar e mais nada a ficarem mais baratas do que comida fresca, já para não falar de as pessoas terem tempo e energia para cozinhar.

    Quanto ao exercício, temos um país quase completamente virado para o uso do carro, aliado a empregos que são feitos em frente a um computador, o que tira uma grande parte do exercício natural que se fazia antigamente, ao ir a pé ou bicicleta para todo o lado.

  12. Não sei se está muito bem colocada a questão. É obviamente uma questão de saúde pública tal como qualquer condição que afecte uma parte significativa da população.

    E como tal o Estado deve intervir com medidas preventivas, não só de promoção de hábitos saudáveis mas de dissuasão do consumo de certos produtos (como já o faz), assim como contribuir para os tratamentos quando necessários.

    Aquilo que o estado não pode fazer é impedir ou até proibir as pessoas de se tornarem obesas. Seria aliás inexequível e indesejável.

  13. Vamos imaginar um cidadão que fuma dois maços de tabaco, bebe mais que um carro americano e adora entremeada.

    O cidadão andou a descontar para a segurança social a vida toda. Aos 64 anos tem um treco e fica-se por ai.

    O cidadão descontou a vida toda e não usufruiu da sua reforma.

    Isso não é bom?

  14. Que discussão absurda… Tendo em conta que a obesidade é factor determinante numa carrada de outras doençasve problemas de saúde que irão desnecessariamente sobrecarregar o SNS, é necessariamente um problema público.

    Mas a divisão dicotomica do assunto entre estas duas esferas é por si só completamente absurda..

  15. Era fascismo para resolver já, estado a controlar a vida pessoal das pessoas e exercício obrigatório todos os dias. Podia ser tudo tão simples se as pessoas não fossem todas indignadas com ser ordenadas a fazer as coisas

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