O moço soja teve 14 minutos a dizer aquilo que outros programas sobre história conseguem resumir em 5 e ainda conseguen providenciar mais detalhe. Não conhecia e não fiquei fã.
Os mapas eram bonitos, dou-lhe isso.
Edit: até admito que para um americano com menos conhecimento desta parte da história isto seja interessante, mas para mim foi uma perda de tempo.
Se percebi bem, o mundo era um paraíso até os Portugueses começar a navegar em navios. Eram todos melhores que os Europeus em tudo, e os pobres europeus queriam rouba-los lmao. Eram tão melhores que eram derrotados por nós com 1 milhão de cidadãos.
Para não falar que diz que não eramos bons com muçulmanos e judeus, mas não refere que fomos ocupados por muçulmanos durante séculos.
​
É só mais um vídeo woke.
Iamos ficar chateados se não fossemos abordados, não?
Devemos ainda estar presentes no segundo episódio quando nos lembramos de traficar pessoas para o Brasil.
Bem esperto, mais um que encontrou um publico alvo com mais dinheiro que inteligencia que papa as tretas todas que lhe mandam. Quem me dera…
Como alguém que percebe um pouco de história, parece-me uma tentativa um pouco infeliz de visualizar os acontecimentos por um prisma atual e apenas cultural.
Sem falar, claro de todas as contradições óbvias. A Europa era pobre na altura (falso), mas conseguia trocar com nações ricas e construir impérios. A China e a Índia estavam sossegados a desfrutar das especiarias e de tecidos (a China e Índia têm das histórias mais conturbadas da história). No Mundo Novo não havia guerras (lol).
Que eu saiba, ainda é possível falar de história sem glorificar nenhuma das partes. Não é preciso estabelecer heróis e vilões simplórios como se fosse um filme da Marvel.
5 minutos e não vi mais. Bela merda.
Este gajo tem tanto de historiador como eu de dançarino contemporâneo.
Quem?
Já agora para quem não sabe quem é, para quem me está a dar downvotes (peps não fui eu que fiz o video):Johnny Harris: Ex jornalista da Vox tornado independente que tem como nicho abordar a história geo politica de fronteiras. Daí a maluquice por mapas. Eu gosto porque ele dá sempre um twist engraçado às peças. E pensei que fosse disso que ele ia falar porque realmente a europa redesenhou os continentes. Mas oh well nada disso.
No entanto esta primeira parte caiu-me ligeiramente mal porque não foi nada imparcial e tem um discurso um bocado “baity” quase dando a entender que “somos” assim.
Oh well fica a partilha pq o gajo tem alguma tração neste tipo de jornalismo independente. E neste vídeo ficou a falar como os outros todos.
Há muita coisa errada no vídeo, obviamente. A começar quando diz no início que não vai falar de História, pois não serão mencionados nomes ou datas – que, na verdade, acabou por fazer. Isso não é História, o decorar nomes ou datas. É o menos importante, na verdade. História é apresentar interpretações do passado com base em metodologias validadas pela comunidade académica desta disciplina.
Há outros inúmeros erros que nem vale a pena mencionar, porque são fáceis de assinalar e matizar por qualquer pessoa minimamente informada.
Todavia, chama-me à atenção a ideia apresentada de que os europeus saíram da Europa por curiosidade e com a vontade de encetar contactos comerciais, mas a montante acabaram corrompidos pela ganância. Nada mais falso. A expansão pela força das armas esteve sempre em cima da mesa. Na verdade, não era mais que a exportação para um espaço mais vasto, possível também devido a um desenvolvimento tecnológico e o alinhar de outras condições, daquilo que os Europeus e outros já faziam, mas para com os seus vizinhos, embora, claro, com outra escala e protagonistas: colonização. Logicamente que existem muitíssimas diferenças que se agudizam com o desenrolar destas acções, pois cronologias e espaços diferentes apresentam problemas distintos, logo as soluções apresentadas também o serão. Mas, independentemente disso, tenho muitas dificuldades em processar a ideia apresentada que a ordem do mundo era aceitável até os europeus colocarem os pés em barcos, e que foi aí – ou pouco depois – que se ultrapassou a linha, não passível de relativização histórica.
A descrição que ele faz do Colombo é risível, bizarra e profundamente errada. Ele já vai com a expectativa de reclamar as terras, e chega à Hispaniola e não vai encontrar grandes e ricos impérios. Bem pelo contrário, encontra uma sociedade pouco diferenciada que não teria mais que uma economia de subsistência. Não encontra metais preciosos ou grandes oportunidades de comércio. Bem pelo contrário, o que também ajuda a perceber a brutalidade com que ele e os seus homens agiram. Os grandes impérios das Américas só serão contactados trinta a quarenta anos mais tarde pelos espanhóis.
Em suma, ideia porventura interessante, a de divulgar para um público mais indiferenciado a expansão europeia e a sua construção de Impérios, mas profundamente mal executada.
Mais um gajo qualquer a tentar atrair visualizações para o seu canal do youtube através de rage bait e conteúdo medíocre.
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O moço soja teve 14 minutos a dizer aquilo que outros programas sobre história conseguem resumir em 5 e ainda conseguen providenciar mais detalhe. Não conhecia e não fiquei fã.
Os mapas eram bonitos, dou-lhe isso.
Edit: até admito que para um americano com menos conhecimento desta parte da história isto seja interessante, mas para mim foi uma perda de tempo.
Se percebi bem, o mundo era um paraíso até os Portugueses começar a navegar em navios. Eram todos melhores que os Europeus em tudo, e os pobres europeus queriam rouba-los lmao. Eram tão melhores que eram derrotados por nós com 1 milhão de cidadãos.
Para não falar que diz que não eramos bons com muçulmanos e judeus, mas não refere que fomos ocupados por muçulmanos durante séculos.
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É só mais um vídeo woke.
Iamos ficar chateados se não fossemos abordados, não?
Devemos ainda estar presentes no segundo episódio quando nos lembramos de traficar pessoas para o Brasil.
Bem esperto, mais um que encontrou um publico alvo com mais dinheiro que inteligencia que papa as tretas todas que lhe mandam. Quem me dera…
Como alguém que percebe um pouco de história, parece-me uma tentativa um pouco infeliz de visualizar os acontecimentos por um prisma atual e apenas cultural.
Sem falar, claro de todas as contradições óbvias. A Europa era pobre na altura (falso), mas conseguia trocar com nações ricas e construir impérios. A China e a Índia estavam sossegados a desfrutar das especiarias e de tecidos (a China e Índia têm das histórias mais conturbadas da história). No Mundo Novo não havia guerras (lol).
Que eu saiba, ainda é possível falar de história sem glorificar nenhuma das partes. Não é preciso estabelecer heróis e vilões simplórios como se fosse um filme da Marvel.
5 minutos e não vi mais. Bela merda.
Este gajo tem tanto de historiador como eu de dançarino contemporâneo.
Quem?
Já agora para quem não sabe quem é, para quem me está a dar downvotes (peps não fui eu que fiz o video):Johnny Harris: Ex jornalista da Vox tornado independente que tem como nicho abordar a história geo politica de fronteiras. Daí a maluquice por mapas. Eu gosto porque ele dá sempre um twist engraçado às peças. E pensei que fosse disso que ele ia falar porque realmente a europa redesenhou os continentes. Mas oh well nada disso.
No entanto esta primeira parte caiu-me ligeiramente mal porque não foi nada imparcial e tem um discurso um bocado “baity” quase dando a entender que “somos” assim.
Oh well fica a partilha pq o gajo tem alguma tração neste tipo de jornalismo independente. E neste vídeo ficou a falar como os outros todos.
Há muita coisa errada no vídeo, obviamente. A começar quando diz no início que não vai falar de História, pois não serão mencionados nomes ou datas – que, na verdade, acabou por fazer. Isso não é História, o decorar nomes ou datas. É o menos importante, na verdade. História é apresentar interpretações do passado com base em metodologias validadas pela comunidade académica desta disciplina.
Há outros inúmeros erros que nem vale a pena mencionar, porque são fáceis de assinalar e matizar por qualquer pessoa minimamente informada.
Todavia, chama-me à atenção a ideia apresentada de que os europeus saíram da Europa por curiosidade e com a vontade de encetar contactos comerciais, mas a montante acabaram corrompidos pela ganância. Nada mais falso. A expansão pela força das armas esteve sempre em cima da mesa. Na verdade, não era mais que a exportação para um espaço mais vasto, possível também devido a um desenvolvimento tecnológico e o alinhar de outras condições, daquilo que os Europeus e outros já faziam, mas para com os seus vizinhos, embora, claro, com outra escala e protagonistas: colonização. Logicamente que existem muitíssimas diferenças que se agudizam com o desenrolar destas acções, pois cronologias e espaços diferentes apresentam problemas distintos, logo as soluções apresentadas também o serão. Mas, independentemente disso, tenho muitas dificuldades em processar a ideia apresentada que a ordem do mundo era aceitável até os europeus colocarem os pés em barcos, e que foi aí – ou pouco depois – que se ultrapassou a linha, não passível de relativização histórica.
A descrição que ele faz do Colombo é risível, bizarra e profundamente errada. Ele já vai com a expectativa de reclamar as terras, e chega à Hispaniola e não vai encontrar grandes e ricos impérios. Bem pelo contrário, encontra uma sociedade pouco diferenciada que não teria mais que uma economia de subsistência. Não encontra metais preciosos ou grandes oportunidades de comércio. Bem pelo contrário, o que também ajuda a perceber a brutalidade com que ele e os seus homens agiram. Os grandes impérios das Américas só serão contactados trinta a quarenta anos mais tarde pelos espanhóis.
Em suma, ideia porventura interessante, a de divulgar para um público mais indiferenciado a expansão europeia e a sua construção de Impérios, mas profundamente mal executada.
Mais um gajo qualquer a tentar atrair visualizações para o seu canal do youtube através de rage bait e conteúdo medíocre.