Ricardo Araújo Pereira: Abolir termos sem verificar etimologia é enforcar os dicionários à cautela

3 comments
  1. Este artigo prova que o liberalismo nunca pára. O liberal de ontem sera o fascista de amanhã.

  2. O problema é autoalimentativo.

    Os algoritmos das redes sociais encarregaram-se de criar um ativista em cada pessoa que não tem pachorra para ler um livro. Estão muito ocupados a procurar a próxima razão para se sentirem indignados e já só lêem as primeiras três palavras das pessoas que concordam com eles, ou pior, o que eles próprios escrevem (vezes sem conta à espera do like).

    O problema cresce porque esta maralha, cheia de síndrome da papoila alta, que não deixa de sentir alguma inveja por aqueles que trabalham sem alarido, se cultivam sem andarem a mostrar as capas dos livros que lêem, depois acaba por conseguir infiltrar-se em locais com bastante exposição, blindando-os. Para dar um pequeno exemplo, neste momento não é possível sonhar com uma carreira académica em determinados cursos de determinadas universidades públicas portuguesas sem se ter o discurso alinhado por estes soundbytes ou até o *género* certo.

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