87% das vagas abertas no retalho continuam por preencher

24 comments
  1. Caramba, ninguém quer quer trabalhar que nem um cão pelo salário minimo! Há cada coisa mais estranha.

  2. Quando tentei trabalhar em shoopings ias as entrevistas e faziam entrevistas em grupo sempre

    Uma das entrevistas foi literalmente “quem aqui tem carro” a unica pessoa que tinha carro levanto a mao e a entrevista acabo

    O homem deve se esquecer que ha autocarros ate a meia noite mas enfim

  3. Trabalho num estabelecimento do género. Ao início esforçava-me para “agradar”, agora o meu esforço é correspondente ao meu ordenado: o mínimo. Abri os olhos e ainda bem. Menos preocupações, menos erros e menos gente a foder-me a cabeça

  4. Trabalho numa superfície semelhante com 150 pessoas e das novas contratações poucos ficam lá mais de 1 mês, não estão para trabalhar aquele ritmo a receber 700€ mensais.

    Tanto que nem temos pessoas para fazer caixa, e todos os departamentos estão com pelo menos duas ou três pessoas a menos.

    Quem se vai aguentando faz o mínimo indispensável e não se chateia muito. É quem lá está há anos começa finamente a perceber que tem é de fazer o mesmo, eu nunca vi a produtividade num nível tão baixo.

  5. Aqui há uns anos trabalhei durante 2 meses numas férias de verão numa Worten. Uma das colegas que entrou comigo tinha problemas nas costas e nos momentos que a loja não tinha movimento queria poder sentar-se para aliviar as costas. Ela não era pessoa para entrar em confrontos e nunca disse nada mas passado uns dias fui falar com o chefe de loja e pedi se havia hipótese de se arranjar um banco para a miúda se sentar fora da vista dos clientes a descansar enquanto não estava nenhum cliente na loja. O chefe de loja nem me respondeu, simplesmente apontou para uma pilha de folhas A4 e disse muito arrogantemente: “Isto são CVs de gente que quer fazer o mesmo que vós e se nós quisermos por menos dinheiro, se a tua colega quer estar sentada vai já hoje para casa, e tu com ela.”

    Dá-me gozo ver estas notícias.

  6. Anseio pelo dia em que uma estirpe de uma doença vil qualquer que só afeta os cultistas do dinheiro infete o cu desta gente.

    E isto sou eu a ser politicamente correto.

  7. Houve uma fase da minha vida em que acreditava mesmo que esforçar-me, dedicar-me, ser dinâmico e pró-activo, me iria levar longe na Vida. Era mesmo a pessoa perfeita para os chefes, fazia, não reclamava, aceitava, cumpria religiosamente, dizia aos outros coisas como “tem de ser…”, e “pelo menos ao fim do mês é certinho…” ou ainda “lá fora é muito pior…”. Cheguei a ir trabalhar doente, cheio de dores, porque enfim, era o que acreditava. O meu chefe, entretanto, mudava de casa e comprava um carro maior e melhor, e eu continuava num quartinho, sem condições, nem futuro.

    Estranhamente, ou não, quanto mais comecei a mudar a minha mentalidade, ou como a malta dos RH adoooooora dizer, o meu mindset, mais as coisas foram melhorando. Agora só me preocupo em fazer o que tenho de fazer, digo a toda a gente para não se preocupar com mais do que é o seu trabalho, e aleluia!, nunca mais fui dinâmico nem pró-activo. E o mais estranho é que dizendo as coisas abertamente, até os chefes respeitam mais isso do que tentar ser o melhor.

  8. Boa. Aumentem salários. Especialmente lojas de grandes empresas. Subam os salários ou fechem a porcaria das lojas.

  9. E não param de ter lucros milionários, o governo com tanta taxas devia de obrigar que x% dos lucros sejam repartidos entre os trabalhadores.

  10. Péssimos salários, clientes que só nos faltava baterem, horas extra que nunca eram pagas, “promoções” que não envolviam aumento no salário mas nas responsabilidades, colegas seniores que se recusavam a fazer o trabalho e mandavam os mais novos fazer enquanto estavam sentadinhas. Falta de contratos com efectividade, falta de oportunidades full-time. Condições de trabalho altamente questionáveis, falta de formação prática e eficiente não só no desempenho das funções como na forma de lidar com pessoas. Enfim.

    Isto assim de repente parecem-me excelentes razões que justifiquem este acontecimento. E estou a falar de ser caixa de supermercado.

    Paguem mais, exijam menos e aceitem que as pessoas não são escravos mas trabalhadores que merecem condições.

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