França rejeita a construção de gasoduto que liga Península Ibérica ao resto da Europa

38 comments
  1. Quando se é soberano é assim, protege-se os seus interessantes. Cá no burgo é uma coisa que não existe desde 92… obrigado UE.

  2. > Mesmo enumerando as objeções, a ministra não fecha, por completo, a porta ao tema, salientando que a construção de um novo gasoduto “deve ser objeto de um diálogo entre os Estados-membros afetados para ter em conta o que está em jogo e o que é essencial no que diz respeito à solidariedade e nossos objetivos climáticos”.
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    > A alternativa, sugere Paris, seria a construção de terminais para navios que transportem gás natural liquefeito (GNL) de países do Golfo Pérsico ou dos Estados Unidos. A vantagem, segundo a mesma fonte, é que os chamados terminais de GNL exigem “investimentos menores e mais rápidos”.

    Faço a questão genuinamente, os navios são melhores para o ambiente que o gasoduto?

  3. Não estou muito dentro do assunto mas é preciso ser idiota para pensar que isto é uma crise de agora, como diz o Macron. Claro que as soluções têm que ser para ter independência no futuro e evitar que isto aconteça outra vez.

  4. This is the best tl;dr I could make, [original](https://eco.sapo.pt/2022/08/18/franca-rejeita-a-construcao-de-gasoduto-que-liga-peninsula-iberica-a-europa/) reduced by 78%. (I’m a bot)
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    > Mesmo enumerando as objeções, a ministra não fecha, por completo, a porta ao tema, salientando que a construção de um novo gasoduto "Deve ser objeto de um diálogo entre os Estados-membros afetados para ter em conta o que está em jogo e o que essencial no que diz respeito solidariedade e nossos objetivos climáticos".

    > A ideia da construção de um novo gasoduto que atravessa os Pirenéus entre Espanha e França voltou a ser tema de debate depois de o chanceler alemão ter lançado o apelo a fim de libertar a Europa da dependência energética da Rússia.

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  5. Já me estou completamente a cagar para esse gadosuto. Até agora vivemos bem (vá, assim-assim) sem ele, podemos continuar.

    A França quer (e provavelmente vai conseguir) ser a “powerhouse” da Europa com a sua industria nuclear. Com a capacidade nuclear que a França pretende instalar, daqui a uns anos a industria alemâ vai depender de electricidade Francesa em vez de gás Russo.

    Só não percebo porque é que aceitamos (nós e Espanha) reduzir não sei quantos por cento no consumo de gás, para os outros os poderem ir lá comprar mais barato.

  6. Porque haveria de aceitar um gaseduto com interesses alemães? Fartos da influência alemã na Europa já estão eles. Não precisam de ter um gaseduto na França como se fosse um cão alemão a mijar para marcar território. Portugal e Espanha vergam-se muito fácil aos interesses geopolíticos da alemanha, e só se lembraram de nós quando ficaram aflitos.
    Como europeus não queríamos bombardear a Rússia a torto e a direito com sanções? Não havia um plano de resolução para a energia e gás na possibilidade de um corte da Rússia? Fodasse e ainda nos mais a debater um gaseduto que só termina daqui a 3 ou 4 anos.
    Provavelmente, está história termina em 2023 e vamos andar com um gaseduto empatado.
    A Rússia também tinha o nord stream 2 que deu asneira, agora vamos ter um gaseduto alemão para dar asneira tb. Já agora porque o gaseduto tem que vir para Portugal se fica mais barato usar metaneiros em Bilbao ou Barcelona e onde já têm infraestruturas preparadas?
    Parece que estão a jogar ao Monopólio mas este é do gás.

    Nem a opinião do povo de cada nação quiserem requesitar quando é o povo que paga por todas as decisões feitas. E dizem isto ser uma democracia.

  7. Portugal e Espanha têm de ter mão de ferro com os Franceses. Usem o veto. Sem infra-estrutra europeia não há mercado europeu.

  8. Devem estar com gases.

    Mas falando a sério: acho estes temas muito interessantes e adoro ler o máximo de comentários com pontos de vista diferentes, mas quanto mais conheço e quanto mais investigo – sobre este ou qualquer outro tema político – mais me apercebo que há tantas, tantas incógnitas… que é quase impossível que todas as pessoas que de boa vontade e com todo o seu bom senso elaboram as suas opiniões, estejam sequer a conseguir ver a ponta do iceberg sequer…

    Eu nunca sei o que pensar sobre nada, e cada vez menos. Há sempre mais motivos escondidos e parece que já nem sequer adianta tentar calcular quais são os possíveis interesses em termos de dinheiro, ou poder, ou de “marcar território” – porque muitas vezes o ser humano é tão mesquinho e imprevisível que toda a gente sai a perder. Por outras palavras: somos egoístas ao ponto de darmos cabo de nós próprios.

    Incógnitas, e mais incógnitas ……

  9. França mantém a sua posição isolacionista: se não é do interesse da França, não se faz. Tudo bem. Numa coisa têm razão: construir terminais GNL é mais barato. Mas há uma coisa que Portugal e Espanha podem fazer, e é do interesse da Europa. Aproveitando a sua posição geográfica (quanto mais longe da Rússia e centro da Europa, melhor), serem a reserva estratégica de gás natural da Europa: subterrânea, na forma gasosa, e em depósitos, como GNL. Isso é ainda mais barato, e poderia servir de tampão para os preços, criando uma estabilidade à prova de crise, pelo menos por alguns meses…

  10. Ora aí está uma das razões pela qual os nossos antepassados resolveram ir em frente, pelo mar adrento à procura de outras bandas. Graças a isso chegamos a ser uma potência mundial e fizemos história.

    Hoje em dia passamos a vida a chorar que nada se faz porque o Macron isto, a Merkel aquilo, o xunga de Espanha aqueloutro, que a UE reduziu os fundos, yada, yada.

    Enquanto andarmos sempre no miserabilismo e à mercê da caridade alheia nunca seremos respeitados nem nunca evoluiremos. O nosso caminho continua a ser para frente, em direção ao mar, a outros continentes, pois por detrás temos só a mer..a do costume.

    Fico a aguardar pelas cenas do próximo capitulo.

    Entretanto deixo uma frase do Camões que defini o que temos sido nas ultimas décadas (ou séculos):

    “Fraco Rei, faz fraca a forte gente”

  11. A França a fazer forcing para rentabilizar a energia nuclear, e a Alemanha a desligar os seus reactores…e pronto, uma Europa de paneleiros em que não há ninguém que dê um murro na mesa e diga ao baixote para ir para o caralho com os seus saltos altos. O Shulz também parece um panão..ora foda-se.

  12. Isto é um negócio de ENORMES proporções, terão de ser dadas contrapartidas seguramente.

    Além disso nunca se diz que sim à primeira nestas coisas.

  13. A França nunca gosta de ficar para trás. Juntando ao que já foi dito aí por um companheiro sobre a energia nuclear, diria que aqui é mais um exemplo de xenofobia e falta de união na Europa porque este gás seria bem benéfico para a economia portuguesa. Isto se não houvesse um Xico esperto metido ao barulho…

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