Shhh. O comité já decidiu que a culpa é do siresp, podemos passar à frente sff.
Desde há uns anos para cá que ouço falar em “época de incêndios”, um termo que compreendo como algo que se sabe que vai acontecer mas que não se sabe bem o que vai acontecer.
Há anos que vejo hectares serem ardidos constantemente sem tréguas por aquilo que tem vindo a ser classificado como um negócio. O negócio dos incêndios. Empresas de aviação ligadas aos fogos, madeireiros, empresas ligadas à transformação da madeira, autarquias, políticos, particulares, um polvo de interesse e corrupção que não tem fim, mesmo quando o limite é alcançado, como o incêndio em Pedrogão Grande, onde morreram quase uma centena de pessoas.
O que vejo é uma conivência política em facilitar isto tudo, desde a extinguir uma profissão essencial neste ramo, o guarda florestal, até à insistência em manter os bombeiros em regime de voluntariado, passando pelas leis que não são aplicadas e até mesmo desrespeitadas sem qualquer consequência.
Há também a desresponsabilização dos donos dos terrenos. Eles, mais do que ninguém, devem ser responsabilizados pela forma como deixam ao abandono milhares de hectares de floresta, sem qualquer cuidado e que acabam por se tornar focos explosivos em alturas como esta. A quantidade de floresta descuidada em torno de casas, aldeias e vilas é assustador. Olha-se para esse cenário e espera-se que o fogo nunca chegue ali.
Para piorar, temos demasiados canais de noticias sem material para encher as 24h em que estão constantemente ligados. Esta situação torna toda a época dos incêndios crucial para manter as “audiências” em alturas em que pouco ou nada acontece.
O que fazer? Algo extremamente eficaz implicaria movimentar as pessoas para que que esta época dr incêndios terminasse de vez, com acções que permitissem ver ao governo que já chega. Uma pequena revolução, tal como muitas outras em diversas áreas deveriam de acontecer. Mas para isso teria de haver união entre todos.
Outra medida seria criar condições para que isto nao volte a acontecer e isso tem de vir da classe politica, alguém competente que consiga aplicar a lei e terminar de vez com estas queimadas nacionais.
Porém , como temos visto, ainda está para nascer quem irá conseguir isso, um grupo de pessoas capazes que queiram proteger o país e as pessoas, sem interesses economicos, com o objectivo seja erradicar esta praga. Até lá, muito mato vai arder e espera-se que não haja tragédias, causadas pela incompetência de um punhado de pessoas, que nos envergonhem perante o resto do mundo.
2 comments
Shhh. O comité já decidiu que a culpa é do siresp, podemos passar à frente sff.
Desde há uns anos para cá que ouço falar em “época de incêndios”, um termo que compreendo como algo que se sabe que vai acontecer mas que não se sabe bem o que vai acontecer.
Há anos que vejo hectares serem ardidos constantemente sem tréguas por aquilo que tem vindo a ser classificado como um negócio. O negócio dos incêndios. Empresas de aviação ligadas aos fogos, madeireiros, empresas ligadas à transformação da madeira, autarquias, políticos, particulares, um polvo de interesse e corrupção que não tem fim, mesmo quando o limite é alcançado, como o incêndio em Pedrogão Grande, onde morreram quase uma centena de pessoas.
O que vejo é uma conivência política em facilitar isto tudo, desde a extinguir uma profissão essencial neste ramo, o guarda florestal, até à insistência em manter os bombeiros em regime de voluntariado, passando pelas leis que não são aplicadas e até mesmo desrespeitadas sem qualquer consequência.
Há também a desresponsabilização dos donos dos terrenos. Eles, mais do que ninguém, devem ser responsabilizados pela forma como deixam ao abandono milhares de hectares de floresta, sem qualquer cuidado e que acabam por se tornar focos explosivos em alturas como esta. A quantidade de floresta descuidada em torno de casas, aldeias e vilas é assustador. Olha-se para esse cenário e espera-se que o fogo nunca chegue ali.
Para piorar, temos demasiados canais de noticias sem material para encher as 24h em que estão constantemente ligados. Esta situação torna toda a época dos incêndios crucial para manter as “audiências” em alturas em que pouco ou nada acontece.
O que fazer? Algo extremamente eficaz implicaria movimentar as pessoas para que que esta época dr incêndios terminasse de vez, com acções que permitissem ver ao governo que já chega. Uma pequena revolução, tal como muitas outras em diversas áreas deveriam de acontecer. Mas para isso teria de haver união entre todos.
Outra medida seria criar condições para que isto nao volte a acontecer e isso tem de vir da classe politica, alguém competente que consiga aplicar a lei e terminar de vez com estas queimadas nacionais.
Porém , como temos visto, ainda está para nascer quem irá conseguir isso, um grupo de pessoas capazes que queiram proteger o país e as pessoas, sem interesses economicos, com o objectivo seja erradicar esta praga. Até lá, muito mato vai arder e espera-se que não haja tragédias, causadas pela incompetência de um punhado de pessoas, que nos envergonhem perante o resto do mundo.