Perícia concluiu que motorista de Eduardo Cabrita só travou o carro depois de atropelar trabalhador

4 comments
  1. Destaco:

    >Para os especialistas da Universidade do Minho, o condutor apenas se terá apercebido que ia atropelar o trabalhador já próximo dele, provavelmente porque este atravessou a estrada de forma repentina.

    Bem me parecia que a história não fazia sentido nenhum. Tudo a olhar para a velocidade do carro, mas a questão é muito mais complicada. Se uma pessoa se atravessar abruptamente à frente de um carro, mesmo cumprindo os limites não é garantido que se reaja a tempo.

  2. Se virem a notícia do JN, o trabalhador não apresentava lesões ao nível das pernas, mas apenas ao nível da anca.

    Como se estivesse a apanhar alguma coisa do chão.

    Longe de mim defender o cabrita, e os ministros mais que quaisquer um deviam cumprir os limites, mas parece-me que há ainda muito por contar nesta história. E alguém do ministério público quiz fazer carreira.

  3. A responsabilidade criminal, na minha opinião é inexistente…. Nem do cabrita nem do motorista, agora responsabilidade política ( maneira como se agiu depois, o facto de terem vários ministros sido apanhados a velocidades muito excessivas depois deste acontecimento para eventos partidários, etc) são e deviam ser elevadíssimos.

  4. A quantidade de contra informação, incompetência, arrogância, desfaçatez e nítida corrupção neste caso é gritante.

    A começar pelas primeiras notícias que davam conta que o Cabrita não estava na viatura. Depois afinal estava e nas primeiras declarações culpa exclusivamente a vítima.

    Depois, na falta de respeito e consideração pela família da vítima.

    A seguir, por se ter mantido no cargo quando era o titular da pasta responsável pelas entidades responsáveis pela segurança rodoviária e pelas forças policiais encarregadas pela investigação.

    Para piorar algo que só por si já era inacreditável, as infames declarações do PM no parlamento sobre o Cabrita, que o tornaram para além de política, moralmente cúmplice da tragédia.

    Depois, pela comédia relacionada com as perícias à viatura.

    A seguir a palhaçada do encobrimento sobre o excesso de velocidade.

    Depois, as declarações energúmenas na manhã do dia em que se soube a velocidade (mínima) a que ocorreu no acidente, em que volta a culpar a vítima, diz que era um mero passageiro, mas tem o desplante de afirmar, para cúmulo, que vivemos num estado de direito.

    No mesmo dia, passado umas horas, a tragicomédia da conferência de imprensa, onde declara que a vítima foi a viatura onde seguia, e nem uma palavra para a família da vítima mortal ou um pingo de arrependimento no sucedido. N-A-D-A…. Z-E-R-O.

    Para terminar – pelo menos para já, porque me parece que está novela tem muitos mais podres para destapar – as notícias hoje publicadas que a PGR falsificou as provas de acusação para colocar na viatura alguém que serviria de mais uma camada de responsabilidade entre o motorista e o Cabrita e que seguia numa outra viatura, contra todas as regras protocolares e de segurança, precisamente por ordem do Cabrita.

    Tudo isto já ultrapassa os limites do política, ética, social, e legalmente aceitável e é pura e simplesmente a prova que as nossas maiores instituições estão a soldo de meia dúzia de pessoas que estão literalmente acima da lei.

    Até porque, e acredite quem quiser, a pessoa que o substitui na pasta é o mesmíssimo titular da pasta responsável pela sua acusação e eventual julgamento.

    Sinceramente? Já vi países de terceiro mundo e ditaduras menos corruptas. Chamar máfia a isto é insultar os mafiosos.

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