É impossível. A paciência que é preciso ter para aceitar cookies, ignorar publicidades que nada têm a ver e muitas são claras scams, ler duas frases e ser notificado que para ler as últimas duas frases do artigo é preciso pagar um valor mensalmente… porque em 2022 todos os artigos, até aqueles que não valem absolutamente nada, estão por detrás de uma paywall.
Já para não falar do clickbait que muitas vezes está ao nível de Youtubers de fortnite.
Não percebo qual é o debate, OP.
Queres ler notícias de borla? De borla só anúncios.
As notícias (no sentido literal) são textos jornalísticos criados por profissionais que precisam de ser pagos (bem pagos, na minha opinião, porque são um dos pilares da democracia).
Agora, se a discussão é: vale a pena pagar para ler notícias portuguesas? Depende. Ainda existem jornais em Portugal? Talvez o Público e o Expresso ainda não tenham sucumbido totalmente à tentação de adaptar os seus conteúdos à iliteracia e alheamento que continuam a crescer no país.
Mesmo os noticiários das tv’s privadas estão a migrar para um modelo de “publicidade disfarçada de jornalismo” na versão gratuita, oferecendo depois conteúdos curados, documentais, jornalísticos, de investigação, na sua versão paga.
No final do dia o dilema é sempre entre pagar para ler informação processada por jornalistas, ou ler fait-divers de borla escritos por estagiários.
EDIT: Só por curiosidade fui ver preços. O Público custa 68 euros/ano e o Expresso custa 78 euros/ano. Como termo de comparação, o NY Times custa neste momento 20 USD / ano (preço promocional, o regular é 60 USD/ ano).
Deixei de ver tv e ler apps de noticias. Se nao estivesse a sentir a inflação na pele andava numa boa.
Oh não, outro tópico de “coisas que acontecem em todo o lado mas que há quem ache que é só em Portugal”. Mas há alguma coisa com os posts de “em Portugal”? As pessoas andam a ver as coisas nos outros países para ter algum rigor antes de comentar como se coisas fossem específicas de Portugal?
Não. É assim em quase todo o lado. E vá lá que o Público não te espeta um Mega mosaico no fim cheio de artigos clickbait e de mulheres milionárias boazonas e loiras em {location} que ficaram ricas com um simples truque.
Está tudo cheio de publicidade em todo o lado, é nas notícias, é no futebol, é na rua, é na rádio, é no oxigénio. É em Portugal? Sim. Mas é também no resto do mundo? Também.
Ou seja….é o mesmo que ler notícias online noutro país qualquer.
Podemos discutir se o preço que eles estão a pedir vale a pena ou não….mas o jornal está no seu direito em dizer que quer ser pago x.
Olhando para a situação com olhos de ver e da posição dos senhores dos jornais que muitas das vezes ainda percebem pouco da internet.
Percebo que a massificação do online seja complicada de gerir de forma a não alienar quem não pode/quer ainda pagar mas também rentabilizar o conteudo.
O resultado é conteudo de merda na sua maioria porque não vão por alguém caro a fazer notícias grátis.
Depois além das páginas ainda há as redes sociais que destruiram o consumo de notícias com o clickbait.
Ironicamente acho que a forma de resolver seria se houvessem mais pessoas a pagar o conteúdo pois com essa massificação teoricamente ficava mais barato e seguro fazer notícias de qualidade e não interessava tanto o clickbait e as publicidades intrujonas.
O problema é que o tuga é pé rapado, na carteira, na cultura e na cabeça logo pagar por notícias é algo que vai demorar.
Como solução o que me vem à cabeça é: 1 alienar menos os gratuitos (oferecer tipo 1 artigo e noticias copy paste dado que é estupido o jornal A ter a noticias cortada pelo premium e o B ter a mesma exatamente igual gratis)
2 ajustar precos. Como outro used disse, não faz sentido o público custar o mesmo que o NYT.
3 juntar essas subscrições a outros pacotes de servicos. Como os stream fizeram com os ISPs. Se assim não fosse tenho a certeza que muita gente não experimentava Netflix e companhia e acabava por aderir a pagar. Nem sei porque não o fazem.
Acho engraçado este fórum. Chora-se pelos salários de merda.
Ao mesmo tempo, reclama-se por um jornal não vender de graça o seu produto. Vendas essas que pagam os tais salários..
O the guardian parece me ter, atualmente, o modelo de negócio mais a favor do utilizador. Contudo, não sei se seria viável implementar esse modelo em jornais portuguesas, dada a fraca tiragem, baixo valor do espaço publicitário (em Portugal ainda se paga mais por spots em televisão) e ainda há que contar com a profunda dispersão que as redes sociais vieram trazer.
O pestana esfola-te com histórias.
Para quem quer bom jornalismo , bons preços e sem publicidade em Portugal recomendo o
15 comments
É impossível. A paciência que é preciso ter para aceitar cookies, ignorar publicidades que nada têm a ver e muitas são claras scams, ler duas frases e ser notificado que para ler as últimas duas frases do artigo é preciso pagar um valor mensalmente… porque em 2022 todos os artigos, até aqueles que não valem absolutamente nada, estão por detrás de uma paywall.
Já para não falar do clickbait que muitas vezes está ao nível de Youtubers de fortnite.
Não percebo qual é o debate, OP.
Queres ler notícias de borla? De borla só anúncios.
As notícias (no sentido literal) são textos jornalísticos criados por profissionais que precisam de ser pagos (bem pagos, na minha opinião, porque são um dos pilares da democracia).
Agora, se a discussão é: vale a pena pagar para ler notícias portuguesas? Depende. Ainda existem jornais em Portugal? Talvez o Público e o Expresso ainda não tenham sucumbido totalmente à tentação de adaptar os seus conteúdos à iliteracia e alheamento que continuam a crescer no país.
Mesmo os noticiários das tv’s privadas estão a migrar para um modelo de “publicidade disfarçada de jornalismo” na versão gratuita, oferecendo depois conteúdos curados, documentais, jornalísticos, de investigação, na sua versão paga.
No final do dia o dilema é sempre entre pagar para ler informação processada por jornalistas, ou ler fait-divers de borla escritos por estagiários.
EDIT: Só por curiosidade fui ver preços. O Público custa 68 euros/ano e o Expresso custa 78 euros/ano. Como termo de comparação, o NY Times custa neste momento 20 USD / ano (preço promocional, o regular é 60 USD/ ano).
https://12ft.io
De nada.
Deixei de ver tv e ler apps de noticias. Se nao estivesse a sentir a inflação na pele andava numa boa.
Oh não, outro tópico de “coisas que acontecem em todo o lado mas que há quem ache que é só em Portugal”. Mas há alguma coisa com os posts de “em Portugal”? As pessoas andam a ver as coisas nos outros países para ter algum rigor antes de comentar como se coisas fossem específicas de Portugal?
Não. É assim em quase todo o lado. E vá lá que o Público não te espeta um Mega mosaico no fim cheio de artigos clickbait e de mulheres milionárias boazonas e loiras em {location} que ficaram ricas com um simples truque.
Está tudo cheio de publicidade em todo o lado, é nas notícias, é no futebol, é na rua, é na rádio, é no oxigénio. É em Portugal? Sim. Mas é também no resto do mundo? Também.
Ou seja….é o mesmo que ler notícias online noutro país qualquer.
Podemos discutir se o preço que eles estão a pedir vale a pena ou não….mas o jornal está no seu direito em dizer que quer ser pago x.
Olhando para a situação com olhos de ver e da posição dos senhores dos jornais que muitas das vezes ainda percebem pouco da internet.
Percebo que a massificação do online seja complicada de gerir de forma a não alienar quem não pode/quer ainda pagar mas também rentabilizar o conteudo.
O resultado é conteudo de merda na sua maioria porque não vão por alguém caro a fazer notícias grátis.
Depois além das páginas ainda há as redes sociais que destruiram o consumo de notícias com o clickbait.
Ironicamente acho que a forma de resolver seria se houvessem mais pessoas a pagar o conteúdo pois com essa massificação teoricamente ficava mais barato e seguro fazer notícias de qualidade e não interessava tanto o clickbait e as publicidades intrujonas.
O problema é que o tuga é pé rapado, na carteira, na cultura e na cabeça logo pagar por notícias é algo que vai demorar.
Como solução o que me vem à cabeça é: 1 alienar menos os gratuitos (oferecer tipo 1 artigo e noticias copy paste dado que é estupido o jornal A ter a noticias cortada pelo premium e o B ter a mesma exatamente igual gratis)
2 ajustar precos. Como outro used disse, não faz sentido o público custar o mesmo que o NYT.
3 juntar essas subscrições a outros pacotes de servicos. Como os stream fizeram com os ISPs. Se assim não fosse tenho a certeza que muita gente não experimentava Netflix e companhia e acabava por aderir a pagar. Nem sei porque não o fazem.
4 melhorar conteudo pago.
São 5€ obrigado.
um gajo le cada merda… queres tudo de borla è?
Procura por paywall remover, deve te ajudar.
[Ou como ja dito por outro user](https://www.reddit.com/r/portugal/comments/wx9o7v/comment/ilpozzj/?utm_source=reddit&utm_medium=web2x&context=3), https://12ft.io
Acho engraçado este fórum. Chora-se pelos salários de merda.
Ao mesmo tempo, reclama-se por um jornal não vender de graça o seu produto. Vendas essas que pagam os tais salários..
O the guardian parece me ter, atualmente, o modelo de negócio mais a favor do utilizador. Contudo, não sei se seria viável implementar esse modelo em jornais portuguesas, dada a fraca tiragem, baixo valor do espaço publicitário (em Portugal ainda se paga mais por spots em televisão) e ainda há que contar com a profunda dispersão que as redes sociais vieram trazer.
O pestana esfola-te com histórias.
Para quem quer bom jornalismo , bons preços e sem publicidade em Portugal recomendo o
[https://paginaum.pt](https://paginaum.pt)
Desativa o JavaScript e tá feito
Há jornais estrangeiros a custar menos que os nossos jornais, não entendo. Os jornalistas são assim tão bem pagos?