Nasci em 96 e dou 85% de razão. E tu ?

35 comments
  1. Eu diria 50%.

    Ao mesmo tempo tem jovens que sim, nao sabem gerir prioridades mas também tem outros que trabalham e apenas compram o necessário e na mesma não é possível comprar casa.

  2. Típico comentário básico e generalizador sobre os outros. Só faltava acrescentar ali no meio “os jovens hoje em dia” e “no meu tempo”.

  3. Eu vivo com os meus pais tenho mais de 30, não compro roupa da moda, não tenho carro novo, nem ando com telefones de 1000€ tenho um de 400 com quase 4 anos.
    Compro a minha comida, ajudo nas contas se for necessário.

    Por outro lado tenho um irmão que tem casa própria e se não fossem os meus velhos a ajudar as tantas já não a tinha…

  4. 0% os que vivem à mama dos pais ou gastam em materialismo já o faziam noutras gerações inclusive na do senhor Joaquim.

    Maior parte só consegue sair de casa dos pais com vida de casal. Gostava de saber quão independentes acham que seriam se todas as contas fossem pagas exclusivamente por vocês (não venham dizer que é fácil a contar com ordenados de IT)? Quão conseguiam poupar para entradas com taxas de enforço ridículas duma renda vs ordenados (que já não é só em Lisboa)? Um acidente com um carro em que precisam de um novo, uma baixa médica, um infortúnio qualquer e já foram.

    Pra muitos até alugar já é impossível. Para ir viver para um quarto com roleta russa de estranhos mais vale ficar em casa dos pais a poupar o que se gastaria em rendas e poupar lhes o “fardo” de ajudaram com a entrada.

  5. No outro dia realmente vi uma casa pelo preço de um iPhone e obviamente optei pelo iPhone.

    Puta que pariu estes boomers com acesso à internet.

    Ele que saia do buraco dele e que venha viver com um salário de um jovem a tentar comprar uma casa.

    0% de razão a este ser vivo.

  6. Épa, ele que partilhe mas é onde fica essas casas a esses preços, aqui há muita gente a precisar.

  7. Se tem reformas de miséria é porque os nossos pais não trabalharam.

    Vou só ali gritar á minha mãe que ela é uma preguiçosa e que vá mas é trabalhar para ter uma reforma decente.

  8. Enquanto uns têm de poupar na comida, outros ****** (anti ban) vão para as redes sociais fazer generalizações ainda piores que as do chega e dos ciganos.

    #Parabéns geração de Abril 🔗

    Os nossos boomers

  9. Por um lado o sr tem toda a razão. Por outro lado porque devemos trabalhar 40 horas semanais se nao for para ter aquilo que gostamos e que hoje em dia é normal? Eu como sou de uma geração intermedia consigo compreender os dois lados.os meus pais viveram o tempo de 1 sardinha para 15. O meu pai teve o primeiro carro aos 40 anos. Só começou a gozar a vida (viajar etc ) com quase 60. Faz sentido andar a vida toda a amealhar e se calhar nem lá chegamos? Tambem não digo que todos os luxos que se tem hoje em dia sejam realmente necesarios mas… andar a trabalhar só para o patrao ir de ferias não…

  10. Obviamente não tem razão. Mas por outro lado também não está errado. Eu vejo muito jovem e outros menos jovens que enfiaram o mantra do “não vale a pena poupar”. E não poupam. Gastam tudo o que têm e chegam a meio do mês com 5 euros na conta (trabalho com alguns destes). Mas claro, têm o tal telefone de topo, BMW e roupa cara. São escolhas acho eu. Eu prefiro investir o meu dinheiro em outras áreas. E ter sempre algum de parte para poder trocar a porra do volante bimassa (nem sequer sabia que isso existia até ter avariado).

  11. Eu acho o Sr. Joaquim foi enganado no OLX e comprou um ipode quando queria um ifone e não consegue tirar da cabeça as gargalhadas do estagiário a quem pediu ajuda para colocar o cartão SIM.

  12. Opinião pouco popular para pessoas da minha geração e mais novas: as pessoas da geração do Sr. Joaquim passaram dificuldades (embora diferentes) na aquisição de casa.

    Exemplo que conheço bem: os meus pais devem ter a mesma idade do Sr. Joaquim. Jovens apaixonados decidiram casar e comprar casa. A sua primeira casa era na periferia de Lisboa, um apartamento T2 com um preço mediano para a época. Ambos tinham empregos bem pagos para a época e famílias com capacidade de ajudar financeiramente, e ainda assim mal conseguiram pagar pela sua casa.

    O problema na altura das pessoas do Sr. Joaquim era que as casas eram a preços acessíveis, mas os empréstimos bancários eram extraordinariamente difíceis de serem adquiridos. Quando eram autorizados, as taxas de juro e entrada para pagamento eram muito superiores às actuais. O que justificava o preço reduzido dos imóveis era o facto de poucos conseguirem sustentar as prestações bancarias, portanto a procura era razoavelmente baixa pela parte de quem não conseguia pagar um imóvel a pronto (i.e. a maioria da população nos anos 80). O meu pai refere que as taxas de juro aproximavam-se dos 30%. Não haviam empréstimos a 35-40 anos como agora existem (e que é a razão pela qual muita gente da minha geração ainda conseguiu adquirir imóvel).

    O aluguer de imóveis estava a passar por uma fase difícil onde a procura cada vez maior levava a preços mais altos, mas penso que não havia a ganância de incrementar rendas de forma anual como se vê em alguns locais do país.

    Por outro lado, o custo de vida parecia ser globalmente mais caro. O meu pai refere que um terço do vencimento conjunto deles era para pagar renda, um terço para pagar os meus cuidados (leite em pó, roupas, saúde), e um terço para pagar despesas domésticas. Ambos tinham que trabalhar horas extra para conseguir poupar algum, o que implicou ver poucas vezes o meu pai até aos 5-6 anos. Isto, mais uma vez, com ambos os pais a terem vencimentos acima da média para a época.

    Não pretendo menosprezar os desafios da minha geração ou seguintes. Pretendo sim reforçar que todas as gerações tiveram os seus desafios, bem como as suas vantagens face as anteriores.

    Por último, acho que algumas das críticas que vejo a ser constantemente utilizadas contra as gerações mais antigas são fruto de realidades que não são portuguesas. Vejo consecutivamente paralelismos da nossa população com os baby boomers e generation X americana, que não são nada equiparáveis às vantagens/desafios geracionais que as pessoas com idade idêntica do nosso país sofreram.

  13. 50%

    Isso existe mas os preços das casas e dificuldade de acesso ao crédito não ajudam. E muito menos as rendas.

    Quando 750€ der para ter uma casa que seja, nem que seja um T0 no meio de nenhures, e que o restante dê para sobreviver, dá-me um toque.

    Fico á espera.

  14. Eu tenho mais de 30 anos, vivo na casa do meu falecido pai, vivo com a minha mãe, pago varias contas que se a minha mãe vivesse sozinha ia ter mais dificuldades, isto significa que sou um xulo? É que conheço muitos casais que compram casa mas depois vao pedir aos “velhos” guito quase todos os meses…

    Ah e outra coisa, alem dos preços das casas hoje em dia estarem uma loucura para a merda de ordenados que a maioria recebe, hoje em dia ter um filho por exemplo fica absurdamente mais caro que há 20, 30 anos atrás, é que eu falo por mim que na minha infância não tinha telemóveis, nao tinha roupas de marca, não tinha Internet, nao tinha PCs e mais coisas que hoje em dia os putos têm, tinha de vez em quando uma bola de futebol das mais baratas e já era uma loucura entre todos os vizinhos, hoje em dia uma bola para um puto não significa nada!!

  15. quanto tempo demora um jovem que ganha o 1k por mes juntar 40k com 700 euro de despesas por mes?

  16. Sim realmente se a economia está a merda que está a culpa é sem dúvida das pessoas que estão agora a entrar no mercado de trabalho. Fodem as coisas e ainda têm a lata de vir culpar as próximas gerações.

  17. 70%. Ainda ontem apareceu um tipo a querer “investir’ e a maioria dos comentários sugeriam que voltasse a viver com os pais durante uns anos para poupar dinheiro.

  18. Não estará completamente errado, porém entra no domínio muito perigoso da generalização, pondo na mesma taça todos os jovens. É verdade que muitos se endividam para comprar artigos completamente desnecessários, mas esses, na sua maioria, não serão aqueles que sofrem por não poderem comprar um apartamento ou uma casa. Esses serão aqueles que ficam em casa dos pais até tarde, apenas para poderem ter uma vida mais “tranquila” em relação a muitas responsabilidades.

  19. Eu considero-me uma pessoa privilegiada, sempre ganhei bem (1k-1.5k€ líquidos) e sempre partilhei casa com a namorada. Após 8 anos a receber, tínhamos 100k-120k€ poupados e compramos casa própria o ano passado sem dificuldades, enquanto tenho colegas com o mesmo perfil salarial que se queixam da dificuldade de conseguir comprar casa.

    As principais diferenças? Alguns têm mais despesas por não partilharem casa, mas muitas vezes tem a ver com o gasto do dia a dia, em que nós somos bastante poupados (compramos pouca roupa, compramos mercearia de marca branca, evitamos compras impulsivas extra). Portanto, o sr. Joaquim estando longe de estar 100% certo, também não está 100% errado, as nossas despesas do dia-a-dia somam bastante ao final de 8-10 anos.

  20. Obviamente o gajo é um pacóvio.

    Dito isto…não está 0% certo.

    De uma forma generalizada, a nossa geração não tem bons hábitos de poupança. E a poupança é a primeira e maior ferramenta do investidor.

    Num longo período de baixos juros (como o que atravessámos e ainda estamos), os benefícios de poupar bem são diminuídos, face a períodos de juros altíssimos, como atravessou quem nasceu entre os anos 30 e 60. Daí a motivação para poupar ser ainda menor.

    Não admira que no tópico das rendas tanta gente chore que os proprietários são todos herdeiros. Ganham bem e nem sabem para onde vai o seu dinheiro…mas sabem que não conseguem comprar uma casa….portanto quem tem casa é porque herdou ou roubou. 🤷

    Obviamente não é o iPhone ou a tosta de abacate a 10€. É um somatório de tudo em que as pessoas nem contabilizam…
    Ainda há dias, um post aqui no Reddit pedia ajuda para acertar as suas finanças pessoais…mas entre os gastos estava meia semana de comida entregue em casa…

  21. Bem o meu pai fazia 500 contos de salário como contabilista em 1980 e tal mais o salário do BES onde trabalhava. Se fizermos as contas…os meus quase 1000 limpos a fazer turnos são uma vergonha. Ainda me dissem que sou um sortudo. E estive 20 e poucos anos como temporário da Ranstad. Ilegalmente. Agora o senhor que me explique isso. Tive de largar a droga e tudo pois o dinheiro não chegava.

  22. Não sei onde ele foi buscar essa dos carrinhos novos mas acho engraçado a maneira de ele projetar os filhos dele no resto da geração.

  23. Errado ele não está e tenho por minha experiência própria que até têm um fundo de razão. Sou solteiro, comprei casa há uns 5 anos sem qualquer ajuda. Claro que me privei de muitas coisas pelo caminho. Acabei a faculdade com 24 anos e comecei a trabalhar. Hoje em dia tenho 31 anos e muita qualidade de vida. Tudo o que os jovens têm logo de princípio eu começo a ter agora e acho que não vou tarde.
    É tudo o uma questão de prioridades, ambições , propósitos de vida.

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