“Quiet quitting” – Nova tendência ou areia para os olhos?

27 comments
  1. Ter uma carreira profissional é o maior scam da atualidade

    Eu só quero ganhar o suficiente para viver a vida tranquilamente, não quero ser rico nem ter sucesso profissional

  2. Para explicar um bocado melhor o título: “Quiet quitting” ( uma expressão que me faz bastante confusão, verdade seja dita ) é a ‘moda’ de fazer apenas o essencial no trabalho, e nada mais que isso.

    Primeiro, não vejo isso como ‘quitting’ de maneira alguma – fazer o trabalho para que somos pagos é isso mesmo, fazer o aquilo para o que fomos contratados. Não estar a fazer horas extras ou pegar em mais tarefas nunca devia ser visto como estarmos a “despedirmo-nos silenciosamente”.

    Em segundo lugar, há cada vez mais artigos e notícias sobre este “novo fenomeno” – quase como se quisessem vilificar as pessoas que não fazem aquele jeitinho extra, que não se entregam corpo e alma à empresa, acumulam responsabilidades e fazem o trabalho de dois ou três, e no fim ainda ficam mais uma horinha para acabar aquela coisa super importante. Tudo isso é sinal de uma cultura tóxica na empresa, e se cada vez mais pessoas estão a comportar-se de acordo com o salário e fazer as horas para que são pagas, então melhor. Acho que está na altura de acabar com o “viver para trabalhar”.

     

    Opiniões?

  3. Antes de “quiet quitting” recomendo a todos o “active cagating” que passa por fazer menos ainda, para compensar ANOS de fazer/entegra acima da compensação devida.

  4. É uma nova tendência no sentido em que a maior parte das pessoas fica sempre 10, 15, 20 minutos depois da hora a terminar qualquer coisa ou para enviar aquele email. É areia para os olhos porque as pessoas já não estão para isso e a CS pinta isso como se fosse algo por qual as pessoas se devessem sentir mal.

  5. Ainda bem que o paradigma esta a mudar pelo mundo. E felizmente que a geração que esta a tomar as rédeas agora entende que, o trabalho serve para nos servirmos dele, e nao para ele se servir de nós.

    Eu nao tenho amor nenhum à minha empresa. Eu tenho amor ao meu ordenado , enquanto ele me for sustentavel para ter uma vida pelo menos confortável. Assim que deixar de me ser confortável trabalhar neste sitio. Outro irá ser.

    Cada vez há menos tansos a aceitar tudo o que lhes vem à mão, e matarem se a trabalhar por isso. E quanto mais depressa aprenderem isso as empresas, melhor.

  6. Quando trabalhar já não basta para ter casa, carro e (veja-se o escândalo!) alguns luxos como jantar fora, é normal que as pessoas estejam desmotivadas com o trabalho. Alguém reparou na mudança do que é visto como o melhor trabalho e o mais admirado? Antes glorificava-se trabalhos como arquiteto e engenheiro, hoje em dia é “cria a tua própria empresa” “faz o teu próprio dinheiro”. Querem todos fugir da “corrida de ratos” porque esta só piorou com os anos.

  7. Eu estou à frente do meu tempo há anos e anos. Os colegas a dizerem que não faço nada. Não amigos, vocês é que gostam de mostrar.

  8. Já lá vai um ano em modo quiet quitting. Se soubesse o que sei hoje, já o teria feito há mais tempo. Menos stress, mais alegria!
    Dei tudo por tudo durante vários anos, até perceber que não ia ser compensado por isso, mas não posso trocar de trabalho neste momento de crise. Então ando-me a arrastar diariamente. É o melhor de tudo é que, tal como ninguém percebeu o meu bom trabalho, também ninguém parece estar a aperceber-se que faço quase nada.
    Quiet quitting, existe e sabe bem.

  9. Manias dos US. Lá para se receber aumentos salariais ou até ser promovido a um cargo melhor, não chega ser bom no que fazes, tens que ir além das expetativas (o tal extra mile). A verdade é que por lá esse extra mile já de nada serve, tens imensa gente a dar o litro fazer muito mais do que lhes compete e depois são despedidos de igual forma.

    O pessoal por lá está a abrir a pestana e a ver que não vale a pena, quem sofre com isto são sobretudo chefes de equipas / patrões porque deixaram de ter esse trabalho extra que pode ser a diferença entre ter as cenas prontas esta semana ou para o próximo mês.

    Não só nos US, pessoal jovem (e até CEOs!!) Na china estão igual. Tinhas o movimento “lying flat” que se agravou e virou bai lan (let ir rot) onde tens muita gente ativamente contra as hierarquias e funcionamento das sociedades (por exemplo ao recusarem-se a ter filhos).

    Isto do lhe chamar “quiet quitting” é apenas para tentar dissuadir o pessoal a juntar-se ao movimento, ninguém está a desistir, apenas não estão a fazer mais do que devem

  10. “Quiet quitting” … esta é nova para mim..

    Então fazer aquilo para que sou pago e não andar a dar horinhas à casa.. ou VeStIR a CaMiSoLa dA EmPrEsA é “quitting” ?

    Então o inverso poderá ser “Loud Slavery” ?

  11. Uma pessoa sabe o quão lixo é uma notícia (aka, roubada de outro outlet ou encomendada por alguém) quando o autor é “SIC Notícias” em vez de se por o nome de alguém e essa pessoa ficar ligada ao que está escrito.

    É só mais uma moda de partilhar em modo clickbait notícias que não só não são notícia como não têm interesse

  12. Gosto que as pessoas comecem a ver que o “amor a camisola” e dar horas ao patrao esteja errado, e espero que a mentalidade mude nos proximos tempos.

    Nao gosto é que tenha estes termos pomposos, como se isto fosse algo fora do normal. Fora do normal é a cultura toxica de trabalho que temos, sair a horas e fazer as tarefas para que formos contratados devia ser o normal.

  13. “quiet quitting” seria fazer menos que o mínimo. daí estares a tentar ser despedido e ter benefícios porque se te despedires não os tens.

    mas é um conceito à lá gen Z por isso faz puto sentido

  14. > Não estás a fazer mais do que as tuas responsabilidades/horario para as/os quais não és pago?

    ISSO É O MESMO QUE TE DEMITIRES MAS SEM TE DEMITIRES

    fds, que palhaçada…

  15. Uma conotação negativa sobre algo que deveria ser a norma da vida.. trabalhar para viver e não viver para trabalhar

  16. Pessoal aprendem uma palavra nova e tem que fazer parte do movimento… estou literalmente “quiet quitting” deste tema

  17. Lá vem o choro dos patrões… isto é literalmente fazeres o que que foste contratado para fazer. Horas extra? Paguem. Dar mais do que é pedido? Promovam ou aumentem o salário.

    Espero que toda a gente começar a quiet quitar

  18. No meu tempo chamava-se ” Enquanto o meu patrão fingir que me paga muito, eu continuo a fingir que trabalho muito”, ou algo parecido.

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