Agora é que tu baralhaste a cabeça ao Tuguinhus ordinarius
Está aqui a principal diferença:
“…uma jovem enfermeira de 26 anos que se mudou para os Países Baixos há seis meses. “A diferença maior é mesmo a qualidade de vida: dão muita importância à vida privada, há um bom equilíbrio. Não vivem para trabalhar como nós. À hora que é para sair do trabalho, sai-se e pronto. Eu, por exemplo, trabalho 32 horas (quatro dias por semana) e, portanto, não tem nada a ver com aquilo que trabalhava”, explica a rapariga que vive em Alphen aan den Rijn, uma cidade localizada entre Leiden e Utrecht.
“O ordenado é claramente superior e o custo de vida é um bocadinho mais elevado. A carga horária não tem nada a ver, nem sequer é permitido fazer turnos duplos no mesmo sítio. Aí fazemos horas extraordinárias e nem nos pagam. Em Portugal, o ordenado inicial dos recém-licenciados não é mau, mas olhava para colegas com 20 anos de experiência e ganhavam mais 10 euros do que eu. Por mais que sejamos bons, há uma estagnação e isto desmotiva por mais que gostemos daquilo que fazemos”, admite a enfermeira que trabalhou no Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil (IPO) antes de ter decidido emigrar.
“Os holandeses são muito organizados, é a principal característica deles, e ao nível de recursos têm os melhores equipamentos. O sistema de saúde é diferente, mas têm acesso aos melhores cuidados. A nível teórico, os portugueses são muito melhores: por vezes, os holandeses nem sabem usar os recursos materiais que têm. É por isto que gostam de nós em todo o lado”, reflete a jovem que estudou na Escola Superior de Enfermagem de Lisboa.
“A língua é sempre um desafio apesar de achar que seria pior do que realmente foi. Nunca me julgaram, havia margem para o erro…”
Baixos Ordenados.
Fraca qualidade de vida.
Não me surpreende nada tudo o que ela diz na entrevista e casa em alguns pontos com a experiencia que tenho vivido em Inglaterra durante os últimos 9 anos. Algo que sempre ouvi dizer por ca foi que gostam muito dos trabalhadores portugueses, trabalhamos duro temos muito boa cultura de trabalho e mostramos sempre vontade de aprender e inovar.
Como emigrado, não a culpo pela decisão que tomou. Cada um tem que fazer o que for preciso para si e para a sua família. Mas sempre que penso em Portugal deixa-me triste, ainda mais por andarem a tentar fazer o mesmo por aqui.
Ora claro que se o problema começa tão cedo, a classe política em Portugal vai ser inepta para governar. Não há ideias, não há organização, estabilidade; enfim…
Deixo-vos com umas palavras dolorosas, cintando em parte o ficcional Marco Inaros
Portugal e um pais pequeno, certo, mas desde o estado novo o povo ficou pequeno também. “Ate os nossos sonhos são pequenos.”
> No entanto, é curioso perceber que, na maioria dos rankings europeus, Portugal encontra-se num lugar cimeiro e é elogiado. Contudo, quando passamos para as listas feitas mundialmente, o país já não é tão vitorioso. Mas o pior é mesmo a perspetiva que os turistas têm daquilo que se passa em Portugal.
“Porque é que o SNS português é tão mau?” é uma das perguntas que mais surgem online em fóruns como o Reddit.
Porque o reddit vive numa bolha.
“… mas profissionais ~~de sáude~~ continuam a emigrar”
Isto não é especifico do SNS, nem sequer da função publica, é especifico de qualquer país que não esteja na camada de topo da economia mundial. A pandemia mostrou que não é assim tão dificil emigrar.
Nós emigramos para países com melhores condições, imigrantes vêm para cá à procura de melhores condições que nos países de origem.
Temos condições para fazer parte de grupo de países que as pessoas estão confortáveis mas para isso era preciso mudar muita coisa, começando pelas politicas e acabando na mentalidade generalizada do povo português.
Só depois de emigrares é que entendes porque é que tanta gente emigra e aconselha a emigrar.
Até acredito, temos um SNS bastante bem equipado, bons profissionais, oferecemos tratamentos topo de gama a custo 0 para os utentes, e tratamos todo o tipo de comunidades internacionais “no questions asked”.
So ha um pequeno problema, o que devia ser o maior custo, que é a mao de obra altamente qualificada, nao o é, graças aos nossos governantes acharem que os profissionais de saúde tem de trabalhar por amor camisola.
Boa sorte a manter as coisas a funcionar quando o pessoal estiver todo no privado ou no estrangeiro.
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Agora é que tu baralhaste a cabeça ao Tuguinhus ordinarius
Está aqui a principal diferença:
“…uma jovem enfermeira de 26 anos que se mudou para os Países Baixos há seis meses. “A diferença maior é mesmo a qualidade de vida: dão muita importância à vida privada, há um bom equilíbrio. Não vivem para trabalhar como nós. À hora que é para sair do trabalho, sai-se e pronto. Eu, por exemplo, trabalho 32 horas (quatro dias por semana) e, portanto, não tem nada a ver com aquilo que trabalhava”, explica a rapariga que vive em Alphen aan den Rijn, uma cidade localizada entre Leiden e Utrecht.
“O ordenado é claramente superior e o custo de vida é um bocadinho mais elevado. A carga horária não tem nada a ver, nem sequer é permitido fazer turnos duplos no mesmo sítio. Aí fazemos horas extraordinárias e nem nos pagam. Em Portugal, o ordenado inicial dos recém-licenciados não é mau, mas olhava para colegas com 20 anos de experiência e ganhavam mais 10 euros do que eu. Por mais que sejamos bons, há uma estagnação e isto desmotiva por mais que gostemos daquilo que fazemos”, admite a enfermeira que trabalhou no Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil (IPO) antes de ter decidido emigrar.
“Os holandeses são muito organizados, é a principal característica deles, e ao nível de recursos têm os melhores equipamentos. O sistema de saúde é diferente, mas têm acesso aos melhores cuidados. A nível teórico, os portugueses são muito melhores: por vezes, os holandeses nem sabem usar os recursos materiais que têm. É por isto que gostam de nós em todo o lado”, reflete a jovem que estudou na Escola Superior de Enfermagem de Lisboa.
“A língua é sempre um desafio apesar de achar que seria pior do que realmente foi. Nunca me julgaram, havia margem para o erro…”
Baixos Ordenados.
Fraca qualidade de vida.
Não me surpreende nada tudo o que ela diz na entrevista e casa em alguns pontos com a experiencia que tenho vivido em Inglaterra durante os últimos 9 anos. Algo que sempre ouvi dizer por ca foi que gostam muito dos trabalhadores portugueses, trabalhamos duro temos muito boa cultura de trabalho e mostramos sempre vontade de aprender e inovar.
Os problemas laborais em Portugal começam no momento em que começámos a analisar as chefias. Não precisamos de ir muito longe ou ir buscar um CEO, e só ver os pequenos tiranos que algumas pessoas têm como chefe de turno etc. Gente altamente incompetente para os cargos que tem. Exemplo : https://sicnoticias.pt/pais/2020-10-19-Portugal-e-pouco-poupador-e-tem-patroes-e-trabalhadores-com-baixa-escolaridade
Como emigrado, não a culpo pela decisão que tomou. Cada um tem que fazer o que for preciso para si e para a sua família. Mas sempre que penso em Portugal deixa-me triste, ainda mais por andarem a tentar fazer o mesmo por aqui.
Ora claro que se o problema começa tão cedo, a classe política em Portugal vai ser inepta para governar. Não há ideias, não há organização, estabilidade; enfim…
Deixo-vos com umas palavras dolorosas, cintando em parte o ficcional Marco Inaros
Portugal e um pais pequeno, certo, mas desde o estado novo o povo ficou pequeno também. “Ate os nossos sonhos são pequenos.”
> No entanto, é curioso perceber que, na maioria dos rankings europeus, Portugal encontra-se num lugar cimeiro e é elogiado. Contudo, quando passamos para as listas feitas mundialmente, o país já não é tão vitorioso. Mas o pior é mesmo a perspetiva que os turistas têm daquilo que se passa em Portugal.
“Porque é que o SNS português é tão mau?” é uma das perguntas que mais surgem online em fóruns como o Reddit.
Porque o reddit vive numa bolha.
“… mas profissionais ~~de sáude~~ continuam a emigrar”
Isto não é especifico do SNS, nem sequer da função publica, é especifico de qualquer país que não esteja na camada de topo da economia mundial. A pandemia mostrou que não é assim tão dificil emigrar.
Nós emigramos para países com melhores condições, imigrantes vêm para cá à procura de melhores condições que nos países de origem.
Temos condições para fazer parte de grupo de países que as pessoas estão confortáveis mas para isso era preciso mudar muita coisa, começando pelas politicas e acabando na mentalidade generalizada do povo português.
Só depois de emigrares é que entendes porque é que tanta gente emigra e aconselha a emigrar.
Até acredito, temos um SNS bastante bem equipado, bons profissionais, oferecemos tratamentos topo de gama a custo 0 para os utentes, e tratamos todo o tipo de comunidades internacionais “no questions asked”.
So ha um pequeno problema, o que devia ser o maior custo, que é a mao de obra altamente qualificada, nao o é, graças aos nossos governantes acharem que os profissionais de saúde tem de trabalhar por amor camisola.
Boa sorte a manter as coisas a funcionar quando o pessoal estiver todo no privado ou no estrangeiro.