Os novos abrigos da STCP com bancos anti-sem-abrigo

31 comments
  1. Soluções europeias que não se adequam a Portugal. Ou então isto significa que vamos passar a ter frequências de cinco minutos e que vai deixar de chover no Porto.

  2. Tadinhas das senhoras que trabalham nas fábricas, algumas são pequeninas e não se vão conseguir sentar em condições enquanto esperam 40-50 min

  3. Para as pessoas interessadas nos impactos colaterais deste tipo de objetos/instalações, recomendo ler [The Arsenal of Exclusion/Inclusion](http://www.interboropartners.com/projects/the-arsenal-of-exclusion-inclusion) (Arsenal de inclusão/exclusão, infelizmente não traduzido para Português que eu tenha conhecimento) ou ouvir o episódio de [99 Percent Invisible sobre o tópico](https://99percentinvisible.org/episode/episode-51-the-arsenal-of-exclusion/) (uma vez mais, desculpas mas só em inglês).

    São uma exploração sobre os efeitos colaterais positivos e/ou negativos na formação e delineação de comunidades e aspetos sociais que certas alterações como modificar bancos de um jardim ou paragens, meter cercas em sítios específicos ou construir estradas através de locais podem ter através de efeitos de inclusão e exclusão. Depois de os ouvir/ler, torna-se, no mínimo, difícil não andar por uma localização (cidade, vila, bairro, rua) sem notar pequenos detalhes desde ponto de vista.

    Neste caso, o aspeto de exclusão para com os sem-abrigo, um tema sensível já por si pois envolve também a necessidade de discutir sistemas de apoio e ajuda aos mesmos para poderem ter ao menos a possibilidade de o deixarem de ser (não estou a incluir aqui factores humanos como a personalidade e motivação de cada pessoa, pois eu próprio não sei como pensaria estando em situação de sem-abrigo que, felizmente, nunca me foi imposta, apelando pelo menos à empatia para com outras pessoas), é um dos vários fatores de exclusão deste tipo de instalações. Pessoas, por exemplo, de cariz mais idoso ou com lesões (temporárias ou permanentes) poderão ver a utilização deste tipo de encosto dificultada ou mesmo impossibilitada, isto para não mencionar pessoas que poderão não conseguir utilizar estes mesmos encostos devido ao seu perfil físico (por serem baixas ou altas demais por exemplo).

    Introduzir este tipo de modificação sem garantir que os utentes não terão de estar à espera do seu autocarro por longos períodos de tempo (leia-se mais de 10 ou 15 minutos), seria certamente a minha principal preocupação.

  4. Aaah! Finalmente percebi porque estavam a tirar as paragens todas pela cidade!

    Em qualquer dos casos essas paragens parecem um desperdício de dinheiro… Demasiado inclinadas para descansar as pernas e quanto se espera pelo autocarro e o telhado não protege contra nada mais forte que orvalho

  5. Vergonha do caralho! Projectados por quem não os usa, para ficar com o cu empanado basta entrar num 204 em hora de ponta.

  6. São assim onde o passeio é estreito. Numa rua ao lado de minha casa fizeram 2 paragens, uma igual à imagem a outra onde o passeio é mais largo tem um banco normal… Antes era só um poste a indicar a paragem, isto é uma melhoria significativa. Enfim op… E esta secção de comentários está uma vergonha…

  7. Anti-tudo e todos…

    Se fôssemos pesquisar quem esteve envolvido neste negócio iríamos acabar por saber quem ganhou… €€€€

    Isto é só roubar até estourar

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