Na minha experiência, só vai para a política quem tem como objetivo melhorar a sua situação pessoal e não quem tem interesse em melhorar a situação dos seus concidadãos. Enganem-se se pensarem que em qualquer outro país do mundo seja diferente, porque não é, a única variação é o quão visível é a corrupção.
É o espelho da satisfacao popular com a politica.
Também não ajuda que os primeiros-ministros se tenham tornado ministros das finanças. Ou estão a discutir matérias de economia e finanças, ou estão a comentar escândalos ou estão calados. Se já não se discute filosofia política, porque é que alguém se há de envolver num partido, com motivações nobres?!
Os pouco jovens recentemente interessados por política situam-se numa corrente política que serve interesses capitalistas que no fundo nada têm a ver com política (mas que os conseguem convencer que eles são capitalistas ou capitalistas em potência): não querem ouvir falar de Bem Comum, não querem ouvir falar de comunidade, impostos, solidariedade ou serviço público e apenas se interessam pela sua sobrevivência no jogo do darwinismo social.
O consumo (e o constante crescimento económico) são vistos como as forças motrizes de uma sociedade e não vale a pena sequer discutir o resto. Os PM’m fazem contas, mexem em taxas de retenção e as pessoas dentro da AR discutem + ou – 0,2% do OE para a sua causa de estimação.
Os políticos os único números que entendem são os das suas contas bancárias
Partidos políticos nem sequer deviam existir
Gostava da percentagem de empregabilidade desses 2%. E tipo de emprego.
É para um amigo.
Já são 2% a mais IMO…
Nunca percebi a ideia de pertença ao um partido político. Os líderes mudam com as marés, as suas ideias e palavras com mais frequência ainda e ainda assim os patos estão lá todos a bater mal a abanar bandeiras como se concordassem com todas as ideias defendidas pelos tais líderes.
Ou seja, ou as pessoas concordam a fundo com tudo o que é dito em nome deles, ou é um colectivo de dissonância cognitiva monumental.
Pessoalmente – porque vejo a política como demagogia e raramente como uma atitude de resolver problemas tirando partido do melhor que cada partido ou grupo de debate tenha a oferecer e sendo receptivo e humilde o suficiente para aceitar o contributo.
Em suma, passa-se mais tempo com discursos idiotas do “a culpa foi do XYZ em 2000 e troca o passo que defendeu a política 567”.
Mas a política nos seus moldes atuais interessa genuinamente a alguém? Sobretudo quando paira a suspeição no ar de que essa malta só colhe beneficios próprios à custa do erário público.
Mas mesmo assim conseguem maioria absoluta :shrug: #sad
Se os políticos fizessem alguma coisa, então valia a pena. Mas se é sempre a mema merda, para que gastar dinheiro?
Um tacho e eu torno-me militante ACTIVO!! Abano bandeira qualquer cor e até arco iris pelo valor certo. É só negociar
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Na minha experiência, só vai para a política quem tem como objetivo melhorar a sua situação pessoal e não quem tem interesse em melhorar a situação dos seus concidadãos. Enganem-se se pensarem que em qualquer outro país do mundo seja diferente, porque não é, a única variação é o quão visível é a corrupção.
É o espelho da satisfacao popular com a politica.
Também não ajuda que os primeiros-ministros se tenham tornado ministros das finanças. Ou estão a discutir matérias de economia e finanças, ou estão a comentar escândalos ou estão calados. Se já não se discute filosofia política, porque é que alguém se há de envolver num partido, com motivações nobres?!
Ainda esta semana, nos EUA, os canais de televisão escolheram não transmitir uma comunicação do Biden ao país por ser “[demasiado política](https://www.washingtonpost.com/media/2022/09/02/biden-speech-network-coverage-independence-hall/)” e nós caminhamos para esta realidade.
Os pouco jovens recentemente interessados por política situam-se numa corrente política que serve interesses capitalistas que no fundo nada têm a ver com política (mas que os conseguem convencer que eles são capitalistas ou capitalistas em potência): não querem ouvir falar de Bem Comum, não querem ouvir falar de comunidade, impostos, solidariedade ou serviço público e apenas se interessam pela sua sobrevivência no jogo do darwinismo social.
O consumo (e o constante crescimento económico) são vistos como as forças motrizes de uma sociedade e não vale a pena sequer discutir o resto. Os PM’m fazem contas, mexem em taxas de retenção e as pessoas dentro da AR discutem + ou – 0,2% do OE para a sua causa de estimação.
Os políticos os único números que entendem são os das suas contas bancárias
Partidos políticos nem sequer deviam existir
Gostava da percentagem de empregabilidade desses 2%. E tipo de emprego.
É para um amigo.
Já são 2% a mais IMO…
Nunca percebi a ideia de pertença ao um partido político. Os líderes mudam com as marés, as suas ideias e palavras com mais frequência ainda e ainda assim os patos estão lá todos a bater mal a abanar bandeiras como se concordassem com todas as ideias defendidas pelos tais líderes.
Ou seja, ou as pessoas concordam a fundo com tudo o que é dito em nome deles, ou é um colectivo de dissonância cognitiva monumental.
Pessoalmente – porque vejo a política como demagogia e raramente como uma atitude de resolver problemas tirando partido do melhor que cada partido ou grupo de debate tenha a oferecer e sendo receptivo e humilde o suficiente para aceitar o contributo.
Em suma, passa-se mais tempo com discursos idiotas do “a culpa foi do XYZ em 2000 e troca o passo que defendeu a política 567”.
Mas a política nos seus moldes atuais interessa genuinamente a alguém? Sobretudo quando paira a suspeição no ar de que essa malta só colhe beneficios próprios à custa do erário público.
Mas mesmo assim conseguem maioria absoluta :shrug: #sad
Se os políticos fizessem alguma coisa, então valia a pena. Mas se é sempre a mema merda, para que gastar dinheiro?
Um tacho e eu torno-me militante ACTIVO!! Abano bandeira qualquer cor e até arco iris pelo valor certo. É só negociar