Começar um post com a frase “Sou um defensor da democracia, mas…” é uma excelente forma de revelar o posicionamento de quem o escreveu. Aliás, a fórmula “sou X, mas…” ou “não sou X, mas…” é geralmente um bom barómetro do que se segue.
Toda a gente reclama (e com alguma razão) mas nunca vejo ninguém a apresentar soluções
O artigo demonstra um grande dramatismo fatalista e faz-me pensar o que o autor deseja? Outra revolução?
Ou o fim de todas as ajudas que o Estado dá?
Será isto sequer viável para o nosso país ou realidade?
São 4 da manhã tou a morrer de sono nem sei se isto faz sentido, boa noite
Mas quer chegar aonde com este texto exactamente?
>Sou um defensor da democracia mas, no caso, Português é a causa **directa e concreta** dos nossos males: conseguimos aliar um Estado demasiado grande, ineficiente e castrador do progresso ( legitimado pela maioria), com um processo democrático inquinado, em que as maiorias exploram as minorias ( o que é ilegítimo).
por vezes as sinapses neuronais criam coisas que são de admirar, isto não pertence a essa categoria.
pela ordem de ideias do autor, se a democracia é a causa dos nossos males então a solução é acabar com ela. ora, se o processo democrático não é o utilizado para a governação de portugal, qual seria então o processo?
Apesar do artigo ser um amontoado de disparates, eu até concordo que o crescimento dos extremismos chegófilos não é tanto por mérito dos extremistas, mas sim dos políticos ditos *mainstream* que não respondem aos problemas de cada vez maior parte da população.
TL;DR; O mérito do crescimento do Chega não é do Venturinha, é do Sócrates, do Passos Coelho, do Paulinho das Feiras, do António Costa e do irrelevante que estava no PSD antes do Luis Montenegro (do Luis Montenegro não espero grande coisa também, mas ainda não teve tempo para grande coisa) e dos outros antes que nos trouxeram aqui.
Impostos são roubo, economia não se influência com canetas, sou democrata mas…
É isto a nova direita ?
Desculpa lá, mas recuso-me a ler este texto. Por mais razão que o autor eventualmente tenha, três calinadas é o meu limite para sequer me dar ao trabalho de ler a opinião de alguém que nem teve a paciência de fazer uma revisão do texto.
Gosto particularmente da crítica aos 50% que vão votar, na cabeça desta gente são pensionistas, função pública e pouco mais… Mas sobre os outros 50% que não metem lá o cú nem uma palavrinha?! Amigos, querem mudança? è ir lá e votar… A ideia que o problema é o sistema democrático e que quem se abstem está isento de culpas por omissão é maquiavélica e perniciosa.
Que texto de merda de mais um neoliberal CEO. Claro que não gosta de democracia, sobretudo a verdadeira [que não é a liberal, a que vivemos].
É chorar, facho!
“Sou um defensor da democracia, mas”
O problema não é a democracia! O problema é termos um mundo político mais preocupado em aplicar medidas que seguem as respetivas ideologias do que propriamente em aplicar soluções inteligentes e eficazes (mesmo que não estejam de acordo com a ideologia política). Deste modo, parece que andamos sempre com meias medidas que a longo-prazo só agravam os problemas.
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Começar um post com a frase “Sou um defensor da democracia, mas…” é uma excelente forma de revelar o posicionamento de quem o escreveu. Aliás, a fórmula “sou X, mas…” ou “não sou X, mas…” é geralmente um bom barómetro do que se segue.
Toda a gente reclama (e com alguma razão) mas nunca vejo ninguém a apresentar soluções
O artigo demonstra um grande dramatismo fatalista e faz-me pensar o que o autor deseja? Outra revolução?
Ou o fim de todas as ajudas que o Estado dá?
Será isto sequer viável para o nosso país ou realidade?
São 4 da manhã tou a morrer de sono nem sei se isto faz sentido, boa noite
Mas quer chegar aonde com este texto exactamente?
>Sou um defensor da democracia mas, no caso, Português é a causa **directa e concreta** dos nossos males: conseguimos aliar um Estado demasiado grande, ineficiente e castrador do progresso ( legitimado pela maioria), com um processo democrático inquinado, em que as maiorias exploram as minorias ( o que é ilegítimo).
por vezes as sinapses neuronais criam coisas que são de admirar, isto não pertence a essa categoria.
pela ordem de ideias do autor, se a democracia é a causa dos nossos males então a solução é acabar com ela. ora, se o processo democrático não é o utilizado para a governação de portugal, qual seria então o processo?
Apesar do artigo ser um amontoado de disparates, eu até concordo que o crescimento dos extremismos chegófilos não é tanto por mérito dos extremistas, mas sim dos políticos ditos *mainstream* que não respondem aos problemas de cada vez maior parte da população.
TL;DR; O mérito do crescimento do Chega não é do Venturinha, é do Sócrates, do Passos Coelho, do Paulinho das Feiras, do António Costa e do irrelevante que estava no PSD antes do Luis Montenegro (do Luis Montenegro não espero grande coisa também, mas ainda não teve tempo para grande coisa) e dos outros antes que nos trouxeram aqui.
Impostos são roubo, economia não se influência com canetas, sou democrata mas…
É isto a nova direita ?
Desculpa lá, mas recuso-me a ler este texto. Por mais razão que o autor eventualmente tenha, três calinadas é o meu limite para sequer me dar ao trabalho de ler a opinião de alguém que nem teve a paciência de fazer uma revisão do texto.
Gosto particularmente da crítica aos 50% que vão votar, na cabeça desta gente são pensionistas, função pública e pouco mais… Mas sobre os outros 50% que não metem lá o cú nem uma palavrinha?! Amigos, querem mudança? è ir lá e votar… A ideia que o problema é o sistema democrático e que quem se abstem está isento de culpas por omissão é maquiavélica e perniciosa.
Que texto de merda de mais um neoliberal CEO. Claro que não gosta de democracia, sobretudo a verdadeira [que não é a liberal, a que vivemos].
É chorar, facho!
“Sou um defensor da democracia, mas”
O problema não é a democracia! O problema é termos um mundo político mais preocupado em aplicar medidas que seguem as respetivas ideologias do que propriamente em aplicar soluções inteligentes e eficazes (mesmo que não estejam de acordo com a ideologia política). Deste modo, parece que andamos sempre com meias medidas que a longo-prazo só agravam os problemas.
Com tantos analistas de bancada…