Ministra pede para se ″combater as praxes″ e promover a integração

31 comments
  1. O governo que de dedique mas é a melhorar as condições do país e que se deixe de interferir nestas tretas.

  2. Todos os anos a mesma conversa. Só vai às praxes quem quer.

    Mas qualquer tema é bom para se tirar o foco no que realmente interessa: a situação do país.

  3. Na minha universidade já vi desde os “superiores da praxe” a fazerem as calorias beijarem-os até homofobia e fazer a vida num inferno de um rapaz gay que andava por la na praxe (isso tudo em 1 mês pq depois desisti pq não havia paciência para aquilo), se me perguntarem tem praxes divertidas? Epa deve haver mas a minha experiência foi tão horrível que só de ouvir falar em praxe já me dá nojo.

  4. Andei na universidade 9 anos(infelizmente). Conheci menos de uma mão cheia de pessoas a queixarem se de ter sofrido com a praxe(ainda que alguns dos casos que conheço sejam bastante maus), e conheci molhos de pessoas que dizem ter sido a melhor etapa da vida delas. Tudo isto depende, essencialmente, da cultura de praxe daquela instituição específica.

    Basicamente, os media gostam de ser sensacionalistas, e pintar a parte que vende mais jornais como sendo o todo.

  5. Há sempre a resposta do NaO e ObRiGaToRiO

    Bem, a minha experiência foi horrível. No entanto tenho testemunhos de colegas com experiências radicalmente diferentes.

    Eu fui duas vezes à praxe e fiquei com a impressão que onde eu andava aquilo não era pra divertir nem para integrar. Basta dizer que quando o pessoal se começava a divertir a actividade acabava logo e punham o pessoal de quatro. Também vale a pena dizer que as cabeças da praxe eram gente que no segundo ano tinham menos cadeiras feitas que eu ao fim de um semestre e muitos nunca acabaram o curso. Mas nos quatro ou cinco anos que andaram a tentar fazer um curso de 3, estavam sempre na praxe.
    Não estou a dizer que é assim em todo o lado. Foi esta a minha experiência.

    Para além além de disso assisti a várias coisas bonitas como andarem atrás do pessoal que não ia para assinarem um papel a declararem-se anti-praxe, ou cercarem uma sala de aula para apanhar as pessoas. Umaa altura um professor ficou indignado porque tiveram o descaramento de interromper uma aula pra dizer que “ahhhh nos tamos cá fora ahhhh à vossa espera para a praxe ahhhh”.


    Depois continuo.

  6. A praxe tem muitas similaridades com a prisão:
    – Em teoria é sinónimo de “integração”, na prática é bastante mais complexo.
    – Toda a gente sabe que não é obrigatório, mas há muita gente que vai dizer que és “mariquinhas” se não fores pelo menos uma vez.
    – Há sempre aqueles que estão lá todos os anos.
    – [Ligação traumática](https://pt.wikipedia.org/wiki/Liga%C3%A7%C3%A3o_traum%C3%A1tica) é uma cena, por isso os amigos que lá se fazem são para a vida.
    – Os que participam têm sempre histórias que não são tão interessantes quanto eles pensam.
    – Se fores submisso(a) e não levantares cabelo, dói menos.

  7. Para ir à praxe é necessário conseguir ter casa para ir para a faculdade Senhora Ministra. Fazia jeito saber prioritizar as merdas.

  8. Pessoalmente não fui à praxe. Não era algo em que estava particularmente interessada.

    Nunca ninguém me chateou sobre o assunto. Nem na altura que entrei me perguntaram se queria ir ou algo assim, nem sabia de nada (e a minha falta de vontade também não me fez procurar sobre o assunto, onde era, a que horas, etc)

    Nunca fui excluída por não ter ido, tenho amigos na mesma e falo com todos os meus colegas, uns mais que outros.

    Obviamente que há praxes e praxes, mas não acho que devem ser postas todas no mesmo saco desta maneira.

  9. Todos os anos, sempre a mesma conversa.

    A minha experiência da praxe na universidade da beira interior não foi positiva e declarei anti-praxe, socialmente foi difícil por causa da mentalidade “ou estás connosco ou contra nós”. Não é uma verdadeira opção e torna a experiência universitária mais pobre.

    Felizmente agora estou nos EUA numa universidade de topo, portanto a UBI pode ir para o carai.

  10. Mas … agora ela é dictadora? As praxes não têem mal nenhum intrínseco que seja para combater.

  11. 90% das praxes são idiotas.

    Poucas são aquelas que promovem a camaradagem e a integração de uma forma não ridícula e ou abusiva.

  12. A vida académica tem várias tradições sejam praxes, tunas, grupos de fados, associações, núcleos, associações de estudantes wtv. Pessoal que tem liberdade de escolher o que quer fazer e como passar os seus tempos de estudante. Quem gosta de praxe gosta quem não gosta não gosta. Aconselho a experimentar, mas se não for a vossa cena não fiquem.

  13. Parece-me que se devia preocupar em usar o dinheiro disponibilizado para fazer as residências universitárias.

  14. N fui praxado, fui lá uma vez e tive uns quantos a gritar para mim sem motivo aparente, nunca mais fui. É parvo não aconselho, acho estúpido.

  15. Eu a ver esta notícia após levar os últimos 4 dias a tentar arranjar casa em lisboa para a faculdade: 😐😐

    Prioridades foda se

    (Also, os lisboetas que andam a alugar caves a 400 euros… espero que tenham um sítiozinho reservado no inferno)

  16. Todos os anos sempre a mesma merda. Todos os anos pegam na praxe quando ha 1001 problemas com o ensino superior. Somos um pais impressionante…

  17. Acho bem. Uma praxe assenta na humilhação para estabelecer hierarquia. É retardado. E eu fui praxado voluntariamente e diverti-me. Não quer dizer que não possa ser contra o princípio da coisa. Podia haver brincadeira sem ser na base da humilhação, por muito teatralizada que seja.

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