Cursos de engenharia sem alunos preocupam a Ordem dos Engenheiros

33 comments
  1. A história repete-se. Em comparação com o ano passado, que houve 38 cursos do ensino superior sem nenhum aluno colocado, este ano (falando apenas da primeira fase), foram apenas 26. Vamos ver até onde isto vai dar

  2. Por que é que tenho a sensação que o senhor está mais preocupado em a ordem não vir a ter mais “engenheiros/as”💸 do que propriamente com o país.
    Vai faltar pessoal para assinar papéis com carimbo da ordem, é isso.

  3. Quando a ordem perde, é quase como o pzp, é porque ficamos todos a ganhar, estes parasitas já não são necessários.

  4. Tadiiiinhos, não têm candidatos para a mama. Relevante para o par de engenharias que não se está a cagar para a Ordem (porque não podem), só.

  5. Pois preocupa. É menos dinheiro em exames, inscrições, cotas, que lhes entram no bolso. Cambada de sanguessugas, não se preocupam nem querem saber de imensas áreas de engenharia que (como não assinam projetos, não precisam estar na Ordem, não dão dinheiro, que se fodam) mas com o dinheiro que esses engenheiros não deixam lá, preocupam-se 😅

  6. E não esquecer, os que se formam, muitos vão para fora.
    Só ainda não fui porque não encontrei emprego e não quero ir às cegas.

    Mas com a situação do nosso país, não me vejo a ficar cá. Nórdicos, Alemanha e Espanha são países para onde tenho mandado currículos.

    Eng. Materiais, 1 ano de experiência.

    Não pertenço a ordem porque, sinceramente, vale 0.

  7. Há muito pessoal que se forma que vai para o estrangeiro ou basicamente vai para IT e não é preciso estar na ordem para estas duas coisas.

  8. Uma coisa que nunca me passou pela cabeça: o que acontece se se inscreverem poucos alunos no curso? Estilo 3 ou 4 para um dado curso? O curso abre na mesma só para estes?

  9. Se calhar é porque um engenheiro esta ganhado o mesmo ou até menos que na restauração. Pura e simples lei da oferta e procura, quem sabe com menos engs se formando aumenta um bocado os salários.

  10. Vejo aqui a malta toda a berrar contra a Ordem porque só querem sacar quotas, mas, não sendo mentira, a questão é mais profunda: um país sem engenheiros e com uma economia cada vez mais baseada no turismo, está destinado a ser não mais que uma colónia de férias.

    Querem ver os vossos filhos e netos emigrados ou por cá a servir cafés e tostas a americanos?

  11. Todo o pessoal que se formou em civil foi chacota, reconverteram se ou emigraram. Agora há falta.
    Pena.
    Pagam quanto? Estágio IEFP? Ah, chacota. Isso é chacota. Reconverter ou emigrar.

  12. Secalhar porque andamos a foder a cabeça durante pelo menos 5 anos e não recebemos um crl para aquilo que fazemos, e acabamos por fazer as malas e ir receber o que merecemos para outros países

  13. Não me parece que haja falta de engenheiros… Não há é interesse dos Engenheiros de estar a pagar as cotas para estar na ordem. Como o outro diz, é lidar irmoum

  14. Estou numa empresa de engenharia (projeto e fiscalização, apesar de eu ser de eng. do ambiente), e só ouço o meu patrão a dizer que não encontra ninguém para trabalhar (em eng. civil). Mas logo a seguir diz que anda à procura em sites de emprego, IEFP, nas universidades, malta nova, etc…
    Aposto que se ele pusesse um anúncio a oferecer 2000 euros por um engenheiro, tinha a caixa cheia de propostas de bons engenheiros, 2500/3000 euros e escolhia quem queria. Mas em vez disso, os meus colegas de civil recebem 1000 e poucos euros (alguns com décadas de serviço), e estão sempre de olho no LinkedIn e sites de emprego. Não os julgo, eu faço o mesmo…

    Com tão pouca oferta de engenheiros civis e tanta obra a decorrer e a arrancar agora e no futuro (devido ao PRR), os salários já deviam ter disparado em flecha. Eu sei que o mercado é muito competitivo, e que há sete cães a um osso em cada obra, mas temos de deixar o mercado filtrar as boas e as más empresas, para diminuir a competitividade e deixar os salários aumentar naturalmente.

    Eu tomei recentemente a decisão de sair deste mercado (construção civil) enquanto os salários não melhorarem. Em breve vou para a indústria. Até já construção civil, melhores tempos virão.

  15. Ainda há poucos anos um engenheiro civil recém-formado recebia o salário mínimo “com hipóteses de subir” ™️.

    É portanto com enorme surpresa que se constata que agora os jovens não querem ir para um curso que tem alguma dificuldade para ganharem o mesmo que a servir cafés.

    Entretanto as coisas mudaram, e a empregabilidade está a subir novamente, mas leva tempo até a população ter noção disso.

  16. Se a industria em PT é um oasis estão à espera do quê.. pouca oferta e mal paga o pessoal qualificado sai de PT e com toda a razão.

  17. Preocupa porque assim já não podem contratar estagiários para fazer por 800€ o trabalho que deveria ser entregue a profissionais contratados.

    Imaginem ter de pagar salários normais aos trabalhadores! O escândalo!

    Espero que esta e outras ordens acabem por pagar os abusos de décadas.

    Décadas atrás, aqui na região, haviam muita indústria de ourivesaria. Putos começavam a trabalhar sem condições nenhumas aos 16 anos. Ao 30 já o meu amigo tinha 14 anos de experiência e recebia o salário mínimo. Como ele eram centenas na região.

    Imigraram todos em espaço de poucos anos, principalmente para Paris e Suíça, onde as suas capacidades de resiliência e diversas técnicas lhes proporcionavam emprego muito bem pago garantido. Uns passaram de uma garagem a 600€ para 2500€ limpos em oficinas nos Campos Elísios.

    Resultado? Metade destas oficinas foram ao charco e as que se mantiveram passaram a ter de pagar salários muito mais altos pela falta de funcionários e pela inexistência de escolas técnicas com saída directa para um mercado de trabalho digno.

    Mesma coisa com os trolhas. Andavam ao pontapé durante décadas e agora ganham bastante bem se dominarem uma arte específica.

    Escassez = salários altos. Não admira que estejam “preocupados”.

  18. A ordem devia preocupar-se mais com os números de patentes miseráveis da engenharia portuguesa. São tão bons engenheiros, que nem precisam de praticar engenharia. tá bem abelha

  19. 5 anos a tirar engenharia e a fritar a pipoca.

    Mercado de trabalho: 40 horas por semana e oferecemos uma Sandes de leitão como remuneração. Obs:tem que trazer o leitão.

  20. Se calhar se a ordem se preocupasse em criar estatísticas dos salários do seus membros e de-se recomendações salariais consoante a experiência serviam para alguma coisa.

    Talvez fossem capazes de ajudar a defender os salários dos seus membros e pasme-se tornar os cursos de engenharia mais atractivos.

  21. O país está cada vez menos industrializado e cada vez aposta menos em grandes projetos. É difícil justificar salários mais altos.

    Portugal forma as pessoas mas depois não tem infraestrutura nem tem muitas empresas onde se pode fazer trabalho de valor acrescentado. Quase todos os meus colegas de engenharia mecânica não fazem engenharia real.

    Literalmente entreguei a carta de demissão hoje e vou para fora.

  22. Assim, eu sei que é um exemplo muito redutor mas, dos alunos dos cursos de engenharia que eu conheço, não se encontra um que não esteja deprimido constantemente. Já nao basta a dificuldade dos cursos, alguns dos professores, pelo que os meus amigos me contam já que estou num curso diferente, orgulham-se de lhes fazer a vida negra mais do que o necessário (o famoso “na minha cadeira ninguém tem mais de 12” dito com orgulho). Atenção, 12 com muito esforço e horas sem dormir.

    Isto resulta em nenhum deles a recomendar os seus respetivos cursos a ninguém.

  23. Há uns anos os eng civis tiveram de imigrar em larga escala porque simplesme te não havia emprego (conheço vários). Ele diz que há falta de membros, não que há falta no mercado

  24. É ir buscar lá fora alunos! Agora esta na moda….diz-se por ai que aqui não ha portugueses para fazer coisa alguma, ninguém quer trabalhar…e agora é ninguém quer estudar! A seguir vai ser o que? Não ha velhos suficientes para receber reformas?

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