Alojamento local rejeita culpa na falta de camas para estudantes

15 comments
  1. “…muitos desses proprietários passaram a dedicar-se aos estrangeiros, isto é, aos nómadas digitais. “O mercado dos estrangeiros com residência temporária cresceu muitíssimo em Lisboa, no Porto e em algumas zonas do Algarve. É um mercado muito interessante e muitos saíram do alojamento local”, diz.

    O responsável explica ainda que o mercado dos nómadas digitais “cresceu muito e tem uma capacidade financeira completamente diferente”. “Acabou por atrair operadores de alojamento local e é possível que também tenha atraído proprietários que estavam no arrendamento a estudantes.”

  2. Não é específico a estudantes, simplesmente retirou habitação no geral, é mais rentável / prático no geral do que aluguer de longa duração.

  3. O governo que se mexa e crie habitação para estudantes ou crie condições para o mercado criar habitação em geral.

    Os estudantes são responsabilidade do Estado, não de senhorios e dos seus bens particulares.

  4. E se o estado pegasse nos milhões que faz com o AL e criasse mais residências ou outros apoios para os estudantes? É que por muito que critiquem o AL, o estado é um dos maiores beneficiários.

  5. O estado, neste caso somos todos nós, meta-se mas é a pau. Um dia quando houver um crise social derivado ao problema da habitação, quero ver o que vão fazer.
    Fala-se sempre em concorrência desleal, mas na habitação é o que está a começar acontecer. Começou em Lisboa e Porto mas a curto/médio prazo irá se espalhar pelo resto do país como um cancro.
    Neste momento está a dar dinheiro ao estado, está! Mas e depois, o resto da população que não consegue nem de longe competir com o que está para vir?
    É muito bonito ouvi-los falar em São Bento no largo do rato de boca cheia, pois claro, quem vem do berço de ouro não sabe nem um milímetro sobre aqueles que vieram de uma cesta esfarrapada.
    O aviso é claro, comecem agora a estancar a ferida, um dia pode já ser tarde demais.

  6. A habitação social das casas devolutas do estado, ou então podem vender as casas ou dar a quem as quiser arranjar e ocupar. Enquanto isso nem aos privados nas suas propriedades deixam construir.

    A culpa aqui é só do estado nada mais, mas é sempre mais fácil falar se praxes nesta altura do ano.

  7. Tugas: quero mandar nas regras de despejo, cobrar impostos altos a senhorios e congelar rendas.

    Also tugas: malditos senhorios que agora só querem arrendar a turistas estrangeiros e fazer da casa alojamento local.

    Ya, ninguém viu que isto ia acontecer.

  8. o pessoal culpa toda a gente menos o estado ahahahaah

    que nabos do caralho

    incentivos á construção ? 0

    incentivos para arrendamento de longa duração? 0

  9. >Ao ECO, Eduardo Miranda afirma que tanto o Porto como Lisboa perderam cerca de 2.000 casas de alojamento local durante a pandemia e que muitos desses proprietários passaram a dedicar-se aos estrangeiros, isto é, aos nómadas digitais

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    Tenho uma ideia: e se esses nómadas digitais e eXpAtS (e já agora, Portugueses que vivendo cá, trabalham remotamente para empresas estrangeiras) que usufruem dos serviços públicos em Portugal passassem a ter os seus rendimentos taxados em igualdade com os residentes? E por igualdade refiro-me a IRS, SS e uma sobretaxa de 23,5% (visto que o estado não tem poder de cobrar a TSU diretamente ao empregador visto que este está no estrangeiro). E quem tentasse dar a volta levava com uma acusação de fraude fiscal em cima.

    Depois disso, quem quisesse ficar cá porque o clima é very nice e os Portugueses são muito welcoming, por mim era bem vindo.

    Agora pelo rumo que as coisas estão a levar, estamos cada vez mais perto de ser um país tipo República Dominicana onde os estrangeiros vão lá viver à grande e os locais vivem na pobreza, tipo cidadão de segunda por estarem no seu próprio país.

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    P.S. Obviamente não me refiro a imigrantes que efectivamente vivem e trabalham cá, pois esses já são taxados como toda a gente.

  10. As universidades sempre foram vistas mais como fontes de desenvolvimento urbano e económico do que como instituições de ensino cujos estudantes deveriam ser o foco dos esforços e planeamento.

    Ou seja, os modelos usavam a oferta privada de alojamento, até bem recentemente em excesso, para alojar estudantes. Por isso é que nunca houve uma rede de residências estudantis. As universidades e politécnicos eram uma ferramenta para estimular o imobiliário.

    Porém com a crise da década passada a banca ficou entalada com milhares de imóveis e para a salvar o governo teve de abrir portas à emigração em massa sem qualquer controlo nem planeamento, dar vistos gold, incentivar o turismo e alojamento local, dar benefícios a expats e todo o raio que decidiu para cá vir “investir”.

    O resultado é a tragédia que hoje vemos. Criou-se uma gigantesca bolha especulativa que prejudica toda a gente que não seja proprietária. As novas construções acabam por ser tão inflacionadas que não servem propósito nenhum no que toca a alojar cidadãos. Não passam de bens a serem trocados de mão a preços insuportáveis para o comum dos mortais.

    Os estudantes ainda ficam mais prejudicados pois nenhum proprietário está agora minimamente interessado em arrendar desta maneira. Ou vendem ou arrendam a preços incalculáveis.

    Falem com o Costa e perguntem-lhe se vai continuar a criar leis que deixam o Brasil inteiro e os PALOPS entrarem por aí dentro sem qualquer limite. É que parece que o objetivo dele é mesmo correr com os Portugueses todos daqui para fora e encher o país de escravos estrangeiros prontos a aceitar qualquer condição de vida.

  11. E cheios de razão. Isto é o mercado amigos.

    Aonde andam as Residências para Estudantes que o Costa prometeu em 2000etrocopasso?

  12. Mas alguém neste país assume a culpa de alguma coisa? Estranho era se admitissem

    Estou há 4 dias a tentar arranjar casa em lisboa para ir estudar na FMV, e já cheguei a sair de casas completamente a desabar em lágrimas. Caves a 400 euros. Se isto não é maléfico, não sei o que é. Falem dos governos o que vocês quiserem, mas o mal está na raiz: o povo português. Esses cabrões a meterem caves a 400 euros: se o inferno existir, há um sitiozinho reservado para vocês. Depois não venham cá chorar para os facebooks a dizer que os jovens são preguiçosos e n saem de casa porque não fazem sacrifícios

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