Vacinação de crianças é ″desproporcionada″, diz presidente de colégio da Ordem dos Médicos

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  1. >não aconteceria em “nenhuma outra doença” com “um terço da população já protegida”, disse esta quinta-feira o presidente do Colégio da Especialidade de Pediatria.

    Há muita coisa que não acontecia com nenhuma outra doença. Nesta pandemia foram criadas novas prioridades éticas e morais que nunca antes haviam existido. Em menos de 2 anos assistimos a uma reformulação radical das regras da vida em sociedade, e permitimos tudo aquilo que até há poucos anos seria visto como impensável.

    Podemos até fazer um pequeno exercício e imaginar como seria a vida em sociedade há 10 anos sob a perspectiva actual, e valorizando a vida humana da mesma forma(somos todos muito humanos hoje. Há 2 anos é que não):

    – Sexo casual não seria permitido pois é muito arriscado. E tens de andar com um comprovativo de exames feitos.

    – O governo criaria uma lista de alimentos permitidos, bem como as devidas proporções. Comer mal mata demasiada gente e enche hospitais. Não tens empatia? Então e se tirares a cama de hospital a alguém simplesmente porque quiseste enfardar queijo e presunto todos os dias? Não és humano!

    – Pneumonias matam milhares e milhares e milhares de pessoas anualmente, por isso qualquer pessoa com uma gripe seria impedida de sair de casa. Se com uma mortalidade de COVID baixa ainda assim não podes sair de casa infectado, com gripe também não poderias. Morreram 5 mil velhinhos de gripe. Não tens empatia? Se fosse o teu avô, gostavas?

    – Infantários fechados, pois amigdalites são perigosas para os outos. Muito mais do que COVID, na realidade. Já viste as sequelas que isto pode deixar nas criancinhas? Não tens empatia?

    – Ninguém poderia visitar um lar sem estar mascarado, vacinado e com teste de negativo da gripe, não vá a pessoa matar algum velho. Não tens empatia? Estas pessoas estão fragilizadas. Podes matá-las.

    – Restaurantes, bares, discotecas e lojas de rua deixariam de existir, pois seria prática comum fecharem portas sempre que o SNS se começasse a sentir apertado, coisa que acontece quase todos os anos. A justificação seria “é para prevenção”. Não tens empatia? Só pensas em dinheiro? Já viste que por tua causa as urgências estão a ficar apinhadas? Primeiro a saúde, depois a merda do dinheiro.

    – O foco do telejornal seria gripes, constipações, amigdalites e DST’s. Como referido anteriormente, todos os anos morrem milhares de infecções virais.

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    Não deixa de ser fascinante o poder que propaganda tem. Com os esforços certos, podemos redefinir qualquer regra, a qualquer momento.

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