A sério? Não estava à espera… Vamos a ver: Oeiras + Amadora + Odivelas = 80 km2, 480 mil pessoas, a viver lado a lado. Numa área inferior a Lisboa, que tem 100 km2. Qual é o meio de transporte que liga estes municípios e as suas dezenas de bairros? Nem uma camioneta!!! Nem 1!!! Qual é a alternativa ao carro? A estação de metro na Estrela? Enquanto continuarmos nesta comédia, Lisboa resvala para uma metrópole sul-americana segregada e disfuncional.
Esta quinta-feira assinala-se o Dia Europeu sem Carros, em que a União Europeia reforça o alerta para a necessidade de reduzir o tráfego automóvel dentro das cidades, de modo a proteger o planeta e aumentar a qualidade de vida da população. Ao longo dos últimos quatro anos, o Governo português tem tentado promover a redução do recurso à viatura individual, sobretudo através do Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos (PART). Mas o facto de os passes de transporte público estarem agora mais baratos do que há uns anos não tem chegado para as pessoas poderem deixar o carro em casa. Isto sobretudo porque a oferta dos transportes públicos portugueses continua a ser muito deficitária.
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O arquitecto e professor universitário Avelino Oliveira é particularmente crítico do PART. “O programa foi bom para quem já andava de transportes e passou a poder poupar mais, mas não foi uma boa medida de atracção. Não tem aproximado dos transportes quem habitualmente anda de carro”, considera o especialista, docente na Universidade Fernando Pessoa, no Porto (licenciatura em Arquitectura e Urbanismo), e no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, em Lisboa (licenciatura em Administração Pública e Políticas do Território).
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Avelino Oliveira lembra números do Inquérito à Mobilidade nas Áreas Metropolitanas do Porto e de Lisboa, conduzido em 2017 pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Dois gráficos mostram que, tanto na Invicta como na capital, a supremacia da viatura individual face a outros meios de transporte é clara. Na Área Metropolitana do Porto, 67,6% dos inquiridos deslocam-se fundamentalmente de automóvel, com apenas 8,2% a optarem pelo autocarro, por exemplo. Na Área Metropolitana de Lisboa, o carro é o meio de transporte predilecto de 58,9% dos inquiridos, sendo que apenas 8,8% andam regularmente de autocarro e 23,5% escolhem “modos suaves” de deslocação (andar a pé, bicicleta, trotinete, etc.).
Dados das edições de 2018 e 2019 do Anuário Estatístico da Mobilidade e dos Transportes, uma publicação do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), indicam que, em ambos esses anos, houve um aumento no número de passageiros transportados quer por modo rodoviário, quer por modo ferroviário, quer por modo fluvial. O número de passageiros transportados por modo rodoviário, por exemplo, passou de 514.832 em 2017 para 543.144 em 2018 e 565.911 em 2019.
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Mas depois veio a pandemia, que afastou muitas pessoas dos transportes públicos. Num primeiro momento, porque o primeiro confinamento geral colocou uma fatia relevante da população em teletrabalho. Numa segunda fase, porque, com a reabertura gradual dos serviços, alguns tiveram medo de regressar imediatamente aos transportes colectivos.
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Dados provisórios que foram divulgados esta terça-feira pelo Ministério do Ambiente e da Acção Climática, e que dizem respeito ao Metropolitano de Lisboa, à Metro do Porto e às empresas de transporte fluvial Transtejo e Soflusa, indicam que estas empresas estão a recuperar passageiros, mas a procura permanece aquém da verificada em 2019, quando a sua operação ainda não tinha sido afectada pela covid-19.
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Entre o início deste ano e o final de Agosto, as empresas elencadas transportaram 135.338 passageiros. Entre Janeiro e Agosto de 2019, tinham sido transportadas 175.561 pessoas. Ou seja: o número de passageiros verificado nos primeiros oito meses de 2022 representa apenas 77% da procura registada no período homólogo de 2019.
Por outro lado, dados da Associação Portuguesa das Sociedades Concessionárias de Auto-estradas ou Pontes com Portagens indicam que, em 2021, o tráfego nas auto-estradas nacionais ficou a somente 2% dos níveis registados em 2019.
O facto de o carro ser muito mais popular do que os transportes públicos tem várias explicações, algumas das quais são relativamente evidentes. Há muitas regiões do país que, em termos de transportes públicos, estão muito mal servidas, contando apenas com autocarros ou comboios que não são frequentes. Para aqueles que trabalham num centro urbano, porém vivem numa zona porventura mais periférica da respectiva cidade, ir para o trabalho de transportes pode ser demorado, envolvendo um ou mais transbordos.
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“Neste momento, já estamos num ponto em que os passes de transporte público são relativamente baratos — embora possamos dizer que não são tão baratos quanto isso, se olharmos para aquele que é o poder de compra do cidadão português —, mas não é por isso que os cidadãos não andam de transportes. É porque falta qualidade, tanto em termos de frequência como em termos de pontualidade, densidade e interconectividade”, repara Pedro Nunes, da associação ambientalista Zero.
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Avelino Oliveira é da mesma opinião — e é em parte por isso que é tão crítico do PART. “Imagine que é alguém que, de segunda a sexta, tem de se deslocar entre os Carvalhos [em Vila Nova de Gaia] e o centro do Porto. Sem o PART, o passe mensal poderia ficar-lhe por 80 ou 90 euros. Como o programa não deixa que os passes custem mais do que 40 euros nas áreas metropolitanas, o PART paga a diferença às empresas de transporte público. O que é que isto quer dizer? Quer dizer que o Estado está a usar o PART para pagar os transportes públicos e manter o sistema actual. Só isso.”
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“Como é óbvio”, sublinha o arquitecto e professor universitário, o facto de as pessoas não precisarem de pagar tanto pelos seus passes mensais não é um ponto negativo. “O problema é que o PART está a ser vendido como um programa de incentivo à mobilidade verde, quando é apenas uma ferramenta de financiamento. O Governo não está a ser capaz de ter um documento estratégico para reforçar a adesão aos transportes públicos”, frisa, defendendo que deveria existir “uma lei de bases da mobilidade” e descrevendo o PART como meramente “um programa que lava consciências”.
Países como a Estónia têm comprovado que o preço reduzido (ou até inexistente) dos passes não é suficiente para, por si só, fazer com que a população passe do carro para soluções menos poluentes. Em 2013, a capital Tallinn implementou um sistema no âmbito do qual começou a permitir que os cidadãos pudessem aceder aos transportes públicos gratuitamente. Nove anos depois, os especialistas questionam o aparente insucesso da medida. “Aquilo a que realmente assistimos em Tallinn foi que, em nove anos, o salto dos transportes públicos para os carros aumentou”, disse recentemente Mari Jüssi, especialista em mobilidade sustentável na Administração de Transportes da Estónia, à Euronews.
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Pedro Nunes refere que, se Portugal quer descarbonizar com sucesso, o futuro tem forçosamente de passar por uma expansão ambiciosa das redes de transporte a nível nacional. Mas deixa um reparo: “Muitas vezes expandimos redes, mas não cuidamos de fazer funcionar bem a rede que já temos.” O especialista é crítico, por exemplo, do Metropolitano de Lisboa, uma empresa que, na sua óptica, está a trabalhar para prolongar as suas linhas ao mesmo tempo que, neste momento, oferece um serviço com muitas falhas, como por exemplo tempos de espera bastante longos.
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Apesar de Pedro Nunes sublinhar que “não podemos desincentivar o uso do carro através de medidas restritivas se não oferecermos alternativas à população”, a Zero reconhece que gostaria de ver algumas cidades a implementarem, naquele que é o seu centro, “dias sem carros numa base semanal”. A medida, diz Pedro Nunes, teria um efeito não só “prático e mensurável”, como “pedagógico”: mostraria aos cidadãos que “as ruas ficam mais limpas e tranquilas, a qualidade do ar melhora e o ruído diminui”.
Greves para fazer ponte de fim de semana são muito produtivas
Trabalho remoto ajudava nisso….. Digo eu…. (Óbvio q nas cenas q o permitem)
Aquilo que vai fazer mudar as pessoas para transportes públicos é maioritariamente a qualidade e conveniência do serviço, não são os preços baixos do passe nem os impostos altos nos combustíveis fósseis, por mais que insistam nisso.
Continuem a gastar dinheiros públicos em serviços que não funcionam e usem isso como desculpa para taxar quem não tem alternativa ao transporte individual e anda de carro velho.
Foda-se até eu que ando de comboio há mais de 10 anos estou a ponderar em certos dias ir de carro, dão passes mas não aumentam a oferta vão para o caralho que os fodam a todos estes “especialistas”
Vivo a uns 20 e poucos km da faculdade onde estudo, na AML. Sou bolseiro, portanto o passe navegante, que dá acesso a todos os transportes da AML e, portanto, me permite chegar à faculdade, custa 16€. De transportes demoro 1h40 no trajeto casa-faculdade e cerca de 1h15 no trajeto faculdade-casa. De carro demoro pouco mais de 20 minutos para cada lado, a horas em que não haja trânsito claro. Somando a isto que a maior parte das vezes tenho que ir em pé na maior parte do trajeto de transportes, não é o passe custar 16€ que me desmotiva de ir de carro várias vezes. (Se bem que, quando custava cerca de 100€, haviam meses em que não tirava o passe e preferia gastar mais 50€ e ir de carro todos os dias)
O preocupante é ter que ser um especialista a constatar que os passes baixos afinal não resolvem a situação…
Como se passes baratos para todos não fosse já suficientemente populista, ainda há quem os queira gratuitos. Ainda para mais em zonas com falhas muito relevantes como acontece na Área Metropolitana de Lisboa (AML). Eu percebo as queixas das regiões com ainda menos transportes públicos mas essas regiões também têm de perceber que na AML vivem quase 3M de pessoas, que o trânsito é caótico e que muitas vezes os transportes estão a abarrotar em hora de ponta.
É quase como se o facto de a oferta ser uma bela merda não ajudasse ao problema.
O que é que me interessa os passes estarem mais baratos? Por mim até podiam estar de borla.
Para ir de Lisboa para Oeiras (p.ex. Lagoas Park) nunca demoraria menos de 1h (metro para o Cais, comboio Oeiras e autocarro Lagoas/TAgus), quando de carro demoro 20m.
O que vale é que já há muitas empresas a oferecerem transporte de autocarro do centro de Lisboa para esses centros de escritórios.
Se os preços do combustível subir, aposto que tira. É usar a mesma estratégia usada no tabaco.
Porém é urgente melhorar a qualidade dos transportes públicos. Isto é muito importante.
Os passes até podiam ser de graça. Se não houver oferta suficiente e eficaz as pessoas não vão largar os carros.
Dou o exemplo do Porto, a segunda maior cidade do país. Há metro? Há, é porreiro, mas boa parte da cidade não tem acesso a ele. Tem autocarros? Sim, mas numa cidade como o Porto é incrível como conseguem andar tantas vezes tão atrasados. Uma pessoa se precisar de ter a típica rotina de cidade onde tem sempre o tempo contado está lixada, tem de rezar 20 Avé Marias para que tudo funciona a horas.
Depois temos os concelhos na AMP e mais alguns. Há comboios, ok, mas cobrem poucas zonas. Dou o exemplo da famosa linha do Sousa que tanta falta faz. Essa linha iria cobrir zonas com muita gente que todos os dias vai para o Porto. Até hoje onde anda essa linha? No papel. Nem a ligação até Amarante foram capazes de manter.
Provavelmente alguns de vocês vão ler isto e dizer “foda-se, este gajo a reclamar e está a falar de sítios que têm metro, autocarros, comboio e eu aqui na terra nem um autocarro tenho”. Percebo, também sou de uma terra onde passam dois autocarros por dia. O problema aqui é que se nem nas grandes cidades e nas áreas com muita população existe um planeamento decente, imaginem o futuro que a mobilidade neste país tem.
O mais curioso é que não há dinheiro para melhorar a oferta de transportes públicos, principalmente comboios que são o melhor meio, mas há dinheiro para a TAP, NovoBanco e afins… Isto vindo de políticos que dizem que temos de usar menos o carro, mas que pouco ou nada fazem para criar condições que permitam à população reduzir a dependência em relação ao carro.
Além de todas as críticas que aqui já foram comentadas, ainda ontem a minha namorada deu porrada num velho que a apalpou ao sair do comboio, em Lisboa. Se para homens já chega a ser difícil aturar transportes publicos, mulheres têm todo um outro conjunto de desafios, chega a ser assustador.
Pelo que percebi o velho também não tomava banho, o que é uma ocorrência comum nos transportes públicos. Pá, fica difícil voltar a andar de transportes quando se tem viatura. E se pago IUC, podem ter a certeza que vou circular para caralho.
Entretanto CP faz greves dia sim, dia nao e a qualidade dos transportes públicos continua a merda de sempre
Reduzem o valor dos passes mas não aumentam as linhas, nem o número de autocarros. Não criam infraestruturas para transportes públicos, nem alternativas (vias para bicicletas e estacionamentos nas estações de transportes públicos).
A Carris tem o monopólio e as licenças são exorbitantes.
Um exemplo, dentre milhares, de Algés à faculdade de motricidade humana (2 minutos de carro), é necessário apanhar 1 autocarro da Vimeca e outro da Carris. São cerca de 800 metros 😅 A Vimeca reclama e a Carris diz it is what it is.
Ridículo.
Desde quando é que o motivo para haver carros nas cidades é o preço dos passes? Estas notícias passivo-agressivas do Público a puxar à paternalização e sentimento de culpa fazem-me rir. Párem de culpar o povo pela falta de condições!
No shit, really?
Isso era mais que óbvio lol maior parte do pessoal que usa carro não é para andar dentro da cidade, mas sim para lá chegar e não só.
Posso dar o meu exemplo. Se tivesse de ir para a empresa no centro de Gaia, tenho duas opções. Uma é ir de carro e demorar 15/20 min de viagem. A outra é ir a pé para a estação do autocarro, apanhar o autocarro, depois ainda apanhar o metro e ainda andar uns bons kms a pé ou apanhar outro autocarro. Com isto ia ser umas 2h de viagem.
Se ficava mais barato a fazer isto todos os dias do mês? Secalhar. Mas esquecem-se que para muita gente tempo=dinheiro. Logo as 4h que perdia por dia em viagem em vez de 40min, já ficava muito mais caro.
No caso do Porto, é bastante difícil tornar os transportes públicos mais apelativos, e assim reduzir o número de automóveis pessoais, quando o metro termina à 1h da manhã, os comboios o mesmo, e o Bus é só de hora em hora.
Eu, que por norma saiu do trabalho por volta da 1:00h, acabava por vir trabalhar de carro (já não o faço, pois vendi-o), para não ter de esperar quase uma hora por um autocarro, cheio e desconfortável, após 8 ou 9 horas de trabalho.
Se tivesse metro a noite toda, nem que fosse num horário intercalado com o bus, acredito que para além de melhorar a mobilidade de milhares de cidadãos, dinamizaria também a vida noturna do Porto, seria bom para bares, discotecas, pubs, salas de concertos…
Talvez eu esteja a ser ingénuo mas acredito que muita gente que vai sair à noite de carro (e que posteriormente acaba por conduzir embriagado) deixaria de o fazer.
Antes: Passes caros para transportes de merda
Agora: Passes baratos para transportes de merda
Eu que vivo na terrinha estava bem fodido se a minha vida dependesse dos transportes públicos
Até podia ter a treta do passe gratuito, 2h de transportes vs 15 min de carro. Enquanto não aumentarem a oferta, esqueçam.
Vai de transportes públicos quem não tem alternativa (€€€) Quando a gota estiver 5€ / lt, vais ver que 1 hora nos transportes públicos não é assim tão mau.
Pois claro, se as pessoas demoraram uma hora a chegar a ao trabalho de transportes quando podem levar vinte minutos, porque é que hão de ir de transportes? Tem que haver um reajuste na oferta, e isso implica fazer um estudo dos problemas actuais para prevenir para o futuro.
Automóvel goes brrrrr
Não é o preço dos passes nem dos combustíveis que vai levar as pessoas a usar transportes públicos. É a qualidade dos mesmos. Os passes até podiam ser 10 euros, se não forem suficientemente bons não serve de nada
Têm de melhorar a oferta de transportes públicos e meter portagens à entrada de Lisboa.
Uma viagem de 20/25 minutos de carro transforma-se num pesadelo de 1h20 +/- e 3 transportes para chegar ao trabalho, prefiro pagar o combustivel do que ir este tempo todo ensardinhado num autocarro a cheirar a sovacada de alguem.
Trabalho remoto é que era, tirava grande parte dos carros da rua
Porto, centro, trabalho a 3Kms de casa. Carro, 8-10min, a pé, 32min, autocarro, 31min. Convençam-me.
Verdade, mas acho que nos estamos a esquecer da razão dos passes serem baratos/gratuitos.
1º- a revolução dos passes a 40€ foi para reduzir os custos daqueles que não têm outra opção senão transportes públicos. De lembrar que famílias a receber salários baixos na margem sul tinham de pagar quase uma centena de euros por um passe, apenas para usar os comboios da Fertagus. Muito do foco foi essa redução de custos, como a simplificação dos passes serem limitados por espaço (município e AML) em vez de por empresa.
2º- Os passes gratuitos em Lisboa foram um pouco no mesmo sentido, e não só, são de populações que na sua maioria já usam os transportes públicos, ou que não têm ou capacidade, ou dinheiro para conduzir. Que são os idosos e os jovens. E que costumam ter baixos rendimentos, ou ter despesas como propinas a retirar o poder de compra.
Caso não saibam, os transportes públicos gratuitos são maioritariamente uma forma de financiamento para os operadores de transportes públicos.
Podemos apenas esperar que a Carris Metropolitana ajude um pouco, e que as melhorias na ferrovia venham ajudar.
Baixam o preço do passe, mas os serviços não melhoram ou até ficam piores, claro que ninguém vai querer mudar.
Se querem tirar carros das ruas tragam mais incentivos ao teletrabalho. Não é a obrigar as empresas a pagar a electricidade que isso vai funcionar. E também não é com comboios cheios. Eu sei que vou agora entrar num.
o problema nos transportes (falo em lisboa porque foi onde vivi varios anos), não esta no preço, o preço até é fantastico, 40€ para a grande lisboa, em quase todos os transportes, impossivel bater esse preço usando carro.
o problema está na oferta e no quão útil esses transportes estão.
se a diferença de tempo de viagem de carro for pequena, ou até menor nos transportes, muita gente vai mudar facilmente, mas se de carro as pessoas levam 10minutos, e de transportes 1H, ninguém quer saber dos transportes.
Porque a qualidade dos transportes é cada vez mais baixa.
Podem fechar a thread.
Vivo a 3 quilómetros do centro da minha cidade. Se quiser ir para o maior centro comercial da zona, vou ter que apanhar dois autocarros e demorar uma hora a lá chegar. De carro demora quinze minutos, dez se não houver muito transito. E para referencia, a pé demora pouco mais de uma hora.
Agora imaginem como é para uma pessoa que trabalha numa fabrica por exemplo. Nem autocarro para o local de trabalho deve ter.
“Tive uma ideia, que tal aumentar os passes??”
-reunião de ministros daqui a uns dias-
Como haveriam de tirar se não praticam os horários correctos, se os autocarros chegam a nunca aparecer, se ficamos a espera mais de 1 hora de um autocarro quase todos os dias, já fiquei 3 horas na mesma paragem a espera de 1 autocarro onde não existiu greve apenas não apareceu ninguém pra realizar esse percurso apenas porque sim, não meti pés a caminho porque estava lesionada. Onde num percurso de 15 minutos de carro é feito numa hora e 30! Falo mais propriamente da empresa Vimeca que além de ser uma desgraça é uma das piores que conheço!
38 comments
A sério? Não estava à espera… Vamos a ver: Oeiras + Amadora + Odivelas = 80 km2, 480 mil pessoas, a viver lado a lado. Numa área inferior a Lisboa, que tem 100 km2. Qual é o meio de transporte que liga estes municípios e as suas dezenas de bairros? Nem uma camioneta!!! Nem 1!!! Qual é a alternativa ao carro? A estação de metro na Estrela? Enquanto continuarmos nesta comédia, Lisboa resvala para uma metrópole sul-americana segregada e disfuncional.
Esta quinta-feira assinala-se o Dia Europeu sem Carros, em que a União Europeia reforça o alerta para a necessidade de reduzir o tráfego automóvel dentro das cidades, de modo a proteger o planeta e aumentar a qualidade de vida da população. Ao longo dos últimos quatro anos, o Governo português tem tentado promover a redução do recurso à viatura individual, sobretudo através do Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos (PART). Mas o facto de os passes de transporte público estarem agora mais baratos do que há uns anos não tem chegado para as pessoas poderem deixar o carro em casa. Isto sobretudo porque a oferta dos transportes públicos portugueses continua a ser muito deficitária.
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O arquitecto e professor universitário Avelino Oliveira é particularmente crítico do PART. “O programa foi bom para quem já andava de transportes e passou a poder poupar mais, mas não foi uma boa medida de atracção. Não tem aproximado dos transportes quem habitualmente anda de carro”, considera o especialista, docente na Universidade Fernando Pessoa, no Porto (licenciatura em Arquitectura e Urbanismo), e no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, em Lisboa (licenciatura em Administração Pública e Políticas do Território).
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Avelino Oliveira lembra números do Inquérito à Mobilidade nas Áreas Metropolitanas do Porto e de Lisboa, conduzido em 2017 pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Dois gráficos mostram que, tanto na Invicta como na capital, a supremacia da viatura individual face a outros meios de transporte é clara. Na Área Metropolitana do Porto, 67,6% dos inquiridos deslocam-se fundamentalmente de automóvel, com apenas 8,2% a optarem pelo autocarro, por exemplo. Na Área Metropolitana de Lisboa, o carro é o meio de transporte predilecto de 58,9% dos inquiridos, sendo que apenas 8,8% andam regularmente de autocarro e 23,5% escolhem “modos suaves” de deslocação (andar a pé, bicicleta, trotinete, etc.).
Dados das edições de 2018 e 2019 do Anuário Estatístico da Mobilidade e dos Transportes, uma publicação do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), indicam que, em ambos esses anos, houve um aumento no número de passageiros transportados quer por modo rodoviário, quer por modo ferroviário, quer por modo fluvial. O número de passageiros transportados por modo rodoviário, por exemplo, passou de 514.832 em 2017 para 543.144 em 2018 e 565.911 em 2019.
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Mas depois veio a pandemia, que afastou muitas pessoas dos transportes públicos. Num primeiro momento, porque o primeiro confinamento geral colocou uma fatia relevante da população em teletrabalho. Numa segunda fase, porque, com a reabertura gradual dos serviços, alguns tiveram medo de regressar imediatamente aos transportes colectivos.
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Dados provisórios que foram divulgados esta terça-feira pelo Ministério do Ambiente e da Acção Climática, e que dizem respeito ao Metropolitano de Lisboa, à Metro do Porto e às empresas de transporte fluvial Transtejo e Soflusa, indicam que estas empresas estão a recuperar passageiros, mas a procura permanece aquém da verificada em 2019, quando a sua operação ainda não tinha sido afectada pela covid-19.
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Entre o início deste ano e o final de Agosto, as empresas elencadas transportaram 135.338 passageiros. Entre Janeiro e Agosto de 2019, tinham sido transportadas 175.561 pessoas. Ou seja: o número de passageiros verificado nos primeiros oito meses de 2022 representa apenas 77% da procura registada no período homólogo de 2019.
Por outro lado, dados da Associação Portuguesa das Sociedades Concessionárias de Auto-estradas ou Pontes com Portagens indicam que, em 2021, o tráfego nas auto-estradas nacionais ficou a somente 2% dos níveis registados em 2019.
O facto de o carro ser muito mais popular do que os transportes públicos tem várias explicações, algumas das quais são relativamente evidentes. Há muitas regiões do país que, em termos de transportes públicos, estão muito mal servidas, contando apenas com autocarros ou comboios que não são frequentes. Para aqueles que trabalham num centro urbano, porém vivem numa zona porventura mais periférica da respectiva cidade, ir para o trabalho de transportes pode ser demorado, envolvendo um ou mais transbordos.
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“Neste momento, já estamos num ponto em que os passes de transporte público são relativamente baratos — embora possamos dizer que não são tão baratos quanto isso, se olharmos para aquele que é o poder de compra do cidadão português —, mas não é por isso que os cidadãos não andam de transportes. É porque falta qualidade, tanto em termos de frequência como em termos de pontualidade, densidade e interconectividade”, repara Pedro Nunes, da associação ambientalista Zero.
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Avelino Oliveira é da mesma opinião — e é em parte por isso que é tão crítico do PART. “Imagine que é alguém que, de segunda a sexta, tem de se deslocar entre os Carvalhos [em Vila Nova de Gaia] e o centro do Porto. Sem o PART, o passe mensal poderia ficar-lhe por 80 ou 90 euros. Como o programa não deixa que os passes custem mais do que 40 euros nas áreas metropolitanas, o PART paga a diferença às empresas de transporte público. O que é que isto quer dizer? Quer dizer que o Estado está a usar o PART para pagar os transportes públicos e manter o sistema actual. Só isso.”
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“Como é óbvio”, sublinha o arquitecto e professor universitário, o facto de as pessoas não precisarem de pagar tanto pelos seus passes mensais não é um ponto negativo. “O problema é que o PART está a ser vendido como um programa de incentivo à mobilidade verde, quando é apenas uma ferramenta de financiamento. O Governo não está a ser capaz de ter um documento estratégico para reforçar a adesão aos transportes públicos”, frisa, defendendo que deveria existir “uma lei de bases da mobilidade” e descrevendo o PART como meramente “um programa que lava consciências”.
Países como a Estónia têm comprovado que o preço reduzido (ou até inexistente) dos passes não é suficiente para, por si só, fazer com que a população passe do carro para soluções menos poluentes. Em 2013, a capital Tallinn implementou um sistema no âmbito do qual começou a permitir que os cidadãos pudessem aceder aos transportes públicos gratuitamente. Nove anos depois, os especialistas questionam o aparente insucesso da medida. “Aquilo a que realmente assistimos em Tallinn foi que, em nove anos, o salto dos transportes públicos para os carros aumentou”, disse recentemente Mari Jüssi, especialista em mobilidade sustentável na Administração de Transportes da Estónia, à Euronews.
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Pedro Nunes refere que, se Portugal quer descarbonizar com sucesso, o futuro tem forçosamente de passar por uma expansão ambiciosa das redes de transporte a nível nacional. Mas deixa um reparo: “Muitas vezes expandimos redes, mas não cuidamos de fazer funcionar bem a rede que já temos.” O especialista é crítico, por exemplo, do Metropolitano de Lisboa, uma empresa que, na sua óptica, está a trabalhar para prolongar as suas linhas ao mesmo tempo que, neste momento, oferece um serviço com muitas falhas, como por exemplo tempos de espera bastante longos.
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Apesar de Pedro Nunes sublinhar que “não podemos desincentivar o uso do carro através de medidas restritivas se não oferecermos alternativas à população”, a Zero reconhece que gostaria de ver algumas cidades a implementarem, naquele que é o seu centro, “dias sem carros numa base semanal”. A medida, diz Pedro Nunes, teria um efeito não só “prático e mensurável”, como “pedagógico”: mostraria aos cidadãos que “as ruas ficam mais limpas e tranquilas, a qualidade do ar melhora e o ruído diminui”.
Greves para fazer ponte de fim de semana são muito produtivas
Trabalho remoto ajudava nisso….. Digo eu…. (Óbvio q nas cenas q o permitem)
Aquilo que vai fazer mudar as pessoas para transportes públicos é maioritariamente a qualidade e conveniência do serviço, não são os preços baixos do passe nem os impostos altos nos combustíveis fósseis, por mais que insistam nisso.
Continuem a gastar dinheiros públicos em serviços que não funcionam e usem isso como desculpa para taxar quem não tem alternativa ao transporte individual e anda de carro velho.
Foda-se até eu que ando de comboio há mais de 10 anos estou a ponderar em certos dias ir de carro, dão passes mas não aumentam a oferta vão para o caralho que os fodam a todos estes “especialistas”
Vivo a uns 20 e poucos km da faculdade onde estudo, na AML. Sou bolseiro, portanto o passe navegante, que dá acesso a todos os transportes da AML e, portanto, me permite chegar à faculdade, custa 16€. De transportes demoro 1h40 no trajeto casa-faculdade e cerca de 1h15 no trajeto faculdade-casa. De carro demoro pouco mais de 20 minutos para cada lado, a horas em que não haja trânsito claro. Somando a isto que a maior parte das vezes tenho que ir em pé na maior parte do trajeto de transportes, não é o passe custar 16€ que me desmotiva de ir de carro várias vezes. (Se bem que, quando custava cerca de 100€, haviam meses em que não tirava o passe e preferia gastar mais 50€ e ir de carro todos os dias)
O preocupante é ter que ser um especialista a constatar que os passes baixos afinal não resolvem a situação…
Como se passes baratos para todos não fosse já suficientemente populista, ainda há quem os queira gratuitos. Ainda para mais em zonas com falhas muito relevantes como acontece na Área Metropolitana de Lisboa (AML). Eu percebo as queixas das regiões com ainda menos transportes públicos mas essas regiões também têm de perceber que na AML vivem quase 3M de pessoas, que o trânsito é caótico e que muitas vezes os transportes estão a abarrotar em hora de ponta.
É quase como se o facto de a oferta ser uma bela merda não ajudasse ao problema.
O que é que me interessa os passes estarem mais baratos? Por mim até podiam estar de borla.
Para ir de Lisboa para Oeiras (p.ex. Lagoas Park) nunca demoraria menos de 1h (metro para o Cais, comboio Oeiras e autocarro Lagoas/TAgus), quando de carro demoro 20m.
O que vale é que já há muitas empresas a oferecerem transporte de autocarro do centro de Lisboa para esses centros de escritórios.
Se os preços do combustível subir, aposto que tira. É usar a mesma estratégia usada no tabaco.
Porém é urgente melhorar a qualidade dos transportes públicos. Isto é muito importante.
Os passes até podiam ser de graça. Se não houver oferta suficiente e eficaz as pessoas não vão largar os carros.
Dou o exemplo do Porto, a segunda maior cidade do país. Há metro? Há, é porreiro, mas boa parte da cidade não tem acesso a ele. Tem autocarros? Sim, mas numa cidade como o Porto é incrível como conseguem andar tantas vezes tão atrasados. Uma pessoa se precisar de ter a típica rotina de cidade onde tem sempre o tempo contado está lixada, tem de rezar 20 Avé Marias para que tudo funciona a horas.
Depois temos os concelhos na AMP e mais alguns. Há comboios, ok, mas cobrem poucas zonas. Dou o exemplo da famosa linha do Sousa que tanta falta faz. Essa linha iria cobrir zonas com muita gente que todos os dias vai para o Porto. Até hoje onde anda essa linha? No papel. Nem a ligação até Amarante foram capazes de manter.
Provavelmente alguns de vocês vão ler isto e dizer “foda-se, este gajo a reclamar e está a falar de sítios que têm metro, autocarros, comboio e eu aqui na terra nem um autocarro tenho”. Percebo, também sou de uma terra onde passam dois autocarros por dia. O problema aqui é que se nem nas grandes cidades e nas áreas com muita população existe um planeamento decente, imaginem o futuro que a mobilidade neste país tem.
O mais curioso é que não há dinheiro para melhorar a oferta de transportes públicos, principalmente comboios que são o melhor meio, mas há dinheiro para a TAP, NovoBanco e afins… Isto vindo de políticos que dizem que temos de usar menos o carro, mas que pouco ou nada fazem para criar condições que permitam à população reduzir a dependência em relação ao carro.
Além de todas as críticas que aqui já foram comentadas, ainda ontem a minha namorada deu porrada num velho que a apalpou ao sair do comboio, em Lisboa. Se para homens já chega a ser difícil aturar transportes publicos, mulheres têm todo um outro conjunto de desafios, chega a ser assustador.
Pelo que percebi o velho também não tomava banho, o que é uma ocorrência comum nos transportes públicos. Pá, fica difícil voltar a andar de transportes quando se tem viatura. E se pago IUC, podem ter a certeza que vou circular para caralho.
Entretanto CP faz greves dia sim, dia nao e a qualidade dos transportes públicos continua a merda de sempre
Reduzem o valor dos passes mas não aumentam as linhas, nem o número de autocarros. Não criam infraestruturas para transportes públicos, nem alternativas (vias para bicicletas e estacionamentos nas estações de transportes públicos).
A Carris tem o monopólio e as licenças são exorbitantes.
Um exemplo, dentre milhares, de Algés à faculdade de motricidade humana (2 minutos de carro), é necessário apanhar 1 autocarro da Vimeca e outro da Carris. São cerca de 800 metros 😅 A Vimeca reclama e a Carris diz it is what it is.
Ridículo.
Desde quando é que o motivo para haver carros nas cidades é o preço dos passes? Estas notícias passivo-agressivas do Público a puxar à paternalização e sentimento de culpa fazem-me rir. Párem de culpar o povo pela falta de condições!
No shit, really?
Isso era mais que óbvio lol maior parte do pessoal que usa carro não é para andar dentro da cidade, mas sim para lá chegar e não só.
Posso dar o meu exemplo. Se tivesse de ir para a empresa no centro de Gaia, tenho duas opções. Uma é ir de carro e demorar 15/20 min de viagem. A outra é ir a pé para a estação do autocarro, apanhar o autocarro, depois ainda apanhar o metro e ainda andar uns bons kms a pé ou apanhar outro autocarro. Com isto ia ser umas 2h de viagem.
Se ficava mais barato a fazer isto todos os dias do mês? Secalhar. Mas esquecem-se que para muita gente tempo=dinheiro. Logo as 4h que perdia por dia em viagem em vez de 40min, já ficava muito mais caro.
No caso do Porto, é bastante difícil tornar os transportes públicos mais apelativos, e assim reduzir o número de automóveis pessoais, quando o metro termina à 1h da manhã, os comboios o mesmo, e o Bus é só de hora em hora.
Eu, que por norma saiu do trabalho por volta da 1:00h, acabava por vir trabalhar de carro (já não o faço, pois vendi-o), para não ter de esperar quase uma hora por um autocarro, cheio e desconfortável, após 8 ou 9 horas de trabalho.
Se tivesse metro a noite toda, nem que fosse num horário intercalado com o bus, acredito que para além de melhorar a mobilidade de milhares de cidadãos, dinamizaria também a vida noturna do Porto, seria bom para bares, discotecas, pubs, salas de concertos…
Talvez eu esteja a ser ingénuo mas acredito que muita gente que vai sair à noite de carro (e que posteriormente acaba por conduzir embriagado) deixaria de o fazer.
Antes: Passes caros para transportes de merda
Agora: Passes baratos para transportes de merda
Eu que vivo na terrinha estava bem fodido se a minha vida dependesse dos transportes públicos
Até podia ter a treta do passe gratuito, 2h de transportes vs 15 min de carro. Enquanto não aumentarem a oferta, esqueçam.
Vai de transportes públicos quem não tem alternativa (€€€) Quando a gota estiver 5€ / lt, vais ver que 1 hora nos transportes públicos não é assim tão mau.
Pois claro, se as pessoas demoraram uma hora a chegar a ao trabalho de transportes quando podem levar vinte minutos, porque é que hão de ir de transportes? Tem que haver um reajuste na oferta, e isso implica fazer um estudo dos problemas actuais para prevenir para o futuro.
Automóvel goes brrrrr
Não é o preço dos passes nem dos combustíveis que vai levar as pessoas a usar transportes públicos. É a qualidade dos mesmos. Os passes até podiam ser 10 euros, se não forem suficientemente bons não serve de nada
Têm de melhorar a oferta de transportes públicos e meter portagens à entrada de Lisboa.
Uma viagem de 20/25 minutos de carro transforma-se num pesadelo de 1h20 +/- e 3 transportes para chegar ao trabalho, prefiro pagar o combustivel do que ir este tempo todo ensardinhado num autocarro a cheirar a sovacada de alguem.
Trabalho remoto é que era, tirava grande parte dos carros da rua
Porto, centro, trabalho a 3Kms de casa. Carro, 8-10min, a pé, 32min, autocarro, 31min. Convençam-me.
Verdade, mas acho que nos estamos a esquecer da razão dos passes serem baratos/gratuitos.
1º- a revolução dos passes a 40€ foi para reduzir os custos daqueles que não têm outra opção senão transportes públicos. De lembrar que famílias a receber salários baixos na margem sul tinham de pagar quase uma centena de euros por um passe, apenas para usar os comboios da Fertagus. Muito do foco foi essa redução de custos, como a simplificação dos passes serem limitados por espaço (município e AML) em vez de por empresa.
2º- Os passes gratuitos em Lisboa foram um pouco no mesmo sentido, e não só, são de populações que na sua maioria já usam os transportes públicos, ou que não têm ou capacidade, ou dinheiro para conduzir. Que são os idosos e os jovens. E que costumam ter baixos rendimentos, ou ter despesas como propinas a retirar o poder de compra.
Caso não saibam, os transportes públicos gratuitos são maioritariamente uma forma de financiamento para os operadores de transportes públicos.
Podemos apenas esperar que a Carris Metropolitana ajude um pouco, e que as melhorias na ferrovia venham ajudar.
Baixam o preço do passe, mas os serviços não melhoram ou até ficam piores, claro que ninguém vai querer mudar.
Se querem tirar carros das ruas tragam mais incentivos ao teletrabalho. Não é a obrigar as empresas a pagar a electricidade que isso vai funcionar. E também não é com comboios cheios. Eu sei que vou agora entrar num.
o problema nos transportes (falo em lisboa porque foi onde vivi varios anos), não esta no preço, o preço até é fantastico, 40€ para a grande lisboa, em quase todos os transportes, impossivel bater esse preço usando carro.
o problema está na oferta e no quão útil esses transportes estão.
se a diferença de tempo de viagem de carro for pequena, ou até menor nos transportes, muita gente vai mudar facilmente, mas se de carro as pessoas levam 10minutos, e de transportes 1H, ninguém quer saber dos transportes.
Porque a qualidade dos transportes é cada vez mais baixa.
Podem fechar a thread.
Vivo a 3 quilómetros do centro da minha cidade. Se quiser ir para o maior centro comercial da zona, vou ter que apanhar dois autocarros e demorar uma hora a lá chegar. De carro demora quinze minutos, dez se não houver muito transito. E para referencia, a pé demora pouco mais de uma hora.
Agora imaginem como é para uma pessoa que trabalha numa fabrica por exemplo. Nem autocarro para o local de trabalho deve ter.
“Tive uma ideia, que tal aumentar os passes??”
-reunião de ministros daqui a uns dias-
Como haveriam de tirar se não praticam os horários correctos, se os autocarros chegam a nunca aparecer, se ficamos a espera mais de 1 hora de um autocarro quase todos os dias, já fiquei 3 horas na mesma paragem a espera de 1 autocarro onde não existiu greve apenas não apareceu ninguém pra realizar esse percurso apenas porque sim, não meti pés a caminho porque estava lesionada. Onde num percurso de 15 minutos de carro é feito numa hora e 30! Falo mais propriamente da empresa Vimeca que além de ser uma desgraça é uma das piores que conheço!