Siiiim sim, que eu tive uma amiga na área de turismo e soube muito bem às merdas todas que ela teve de se submeter. Não há quase nenhum emprego, o que há pagam mal e tratam mal. Salta pocinhas? Ela saltou para IT, agora é dev.
Turismo só dá dinheiro para os proprietários dos negócios. Mas pronto, lá voltamos ao problemas dos proprietários outra vez.
É verdade. Sou formado em turismo desde 2019 e já estive em 4 empregos diferentes desde então:
– Num órgão governamental como estagiário num posto de turismo. – Foi o melhor emprego que já estive, mas teria de fazer concurso público.
– Na Worten – Tive apenas 02 meses durante a pandemia, já que o emprego na área do turismo estava difícil de se arranjar
– Numa rent-a-car – Tive 1 ano e alguns meses, a equipa era porreira e pagavam as horas extra, mas não tinha tempo para vida social. Tinha dias que fazia 12h.
Agora estou numa agência de viagens. Até ao momento é o emprego que já estive com melhor salário, mas a equipa não se dá muito bem e isso desanima.
Quem se forma em turismo dificilmente encontrará boas condições cá em Portugal. É uma área que os horários e o número de horas não ajuda, mas com bons inventivos €€€ não é má. Pena é termos de descontar essas horas para IRS.
E o mercado a funcionar
“a remuneração é relevante, mas não é o único elemento de captação que permite aos formandos sentirem-se atraídos a aderirem a um projeto.”
Quais são os outros elementos de captação?
Netflix e ginásio.
Para quem não sabe, é possível pegar na renumeração e, veja-se lá, adquirir esses serviço caso se pretenda.
Quando pensávamos que a cassete do “as pessoas não querem trabalhar!” estava a acabar, os empregadores da hotelaria sacam do lado B e lá vem o remix “e os que querem trabalhar andam sempre a mudar de trabalho”.
Incrível como nunca se pára para pensar ou escrever o óbvio “patronato tem dificuldade em captar e manter mão de obra jovem que não se vende por SMN, não tolera merdas de amores à camisola e não acredita na falácia antiga do” TrAbAlHo PaRa A VidA”.
Mas quem sou eu, um salta-pocinhas e nem sou de hotelaria!
Que drama. Pagar-lhes e dar-lhes condiçoes é que tá foda.
8 comments
São uns coelhinhos
Malditos jovens que tentam subir na vida
Siiiim sim, que eu tive uma amiga na área de turismo e soube muito bem às merdas todas que ela teve de se submeter. Não há quase nenhum emprego, o que há pagam mal e tratam mal. Salta pocinhas? Ela saltou para IT, agora é dev.
Turismo só dá dinheiro para os proprietários dos negócios. Mas pronto, lá voltamos ao problemas dos proprietários outra vez.
É verdade. Sou formado em turismo desde 2019 e já estive em 4 empregos diferentes desde então:
– Num órgão governamental como estagiário num posto de turismo. – Foi o melhor emprego que já estive, mas teria de fazer concurso público.
– Na Worten – Tive apenas 02 meses durante a pandemia, já que o emprego na área do turismo estava difícil de se arranjar
– Numa rent-a-car – Tive 1 ano e alguns meses, a equipa era porreira e pagavam as horas extra, mas não tinha tempo para vida social. Tinha dias que fazia 12h.
Agora estou numa agência de viagens. Até ao momento é o emprego que já estive com melhor salário, mas a equipa não se dá muito bem e isso desanima.
Quem se forma em turismo dificilmente encontrará boas condições cá em Portugal. É uma área que os horários e o número de horas não ajuda, mas com bons inventivos €€€ não é má. Pena é termos de descontar essas horas para IRS.
E o mercado a funcionar
“a remuneração é relevante, mas não é o único elemento de captação que permite aos formandos sentirem-se atraídos a aderirem a um projeto.”
Quais são os outros elementos de captação?
Netflix e ginásio.
Para quem não sabe, é possível pegar na renumeração e, veja-se lá, adquirir esses serviço caso se pretenda.
Quando pensávamos que a cassete do “as pessoas não querem trabalhar!” estava a acabar, os empregadores da hotelaria sacam do lado B e lá vem o remix “e os que querem trabalhar andam sempre a mudar de trabalho”.
Incrível como nunca se pára para pensar ou escrever o óbvio “patronato tem dificuldade em captar e manter mão de obra jovem que não se vende por SMN, não tolera merdas de amores à camisola e não acredita na falácia antiga do” TrAbAlHo PaRa A VidA”.
Mas quem sou eu, um salta-pocinhas e nem sou de hotelaria!
Que drama. Pagar-lhes e dar-lhes condiçoes é que tá foda.