Evolução da Ferrovia em Portugal nos últimos 30 anos

34 comments
  1. Serviço público é também saber quando parar. Alguma das linhas que fechou era eletrificada? Não, então a questão passa automaticamente a “valem a pena o investimento para moderniza-las?”. E a realidade era simples, a tendência dos números clara, não tinham passageiros para justificar a modernização.

  2. As coisas no nosso país “evoluíram” para beneficiar os privados que vivem do estado.

    – A rede de transportes públicos sofreu para alimentar as empresas todas que vivem de concessões. Sendo o cúmulo o acordo com a Lusoponte que recebe o dinheiro das portagens mas deixa os gastos da manutenção para o Estado;

    – A saúde sofreu desinvestimento para justificar a saúde privada, agora lixam-se os dois lados porque o privado nunca se preocupou em formar especialistas;

    – as empresas estatais que garantiam alguma auto-subsistencias nacional, foram todas privatizadas ao desbarato para render directamente ~~à nata empresarial portuguesa~~ **aos parceiros sociais™** (e depois até revenderam umas coisinhas aos estrangeiros) e depois admiram-se que a carga fiscal tornou-se alta.

    – as proteções laborais foram progressivamente reduzidas para garantir que a mão de obra continuasse exploratoriamente batata ao ponto de a UE nos ir multar agora por ignorarmos leis europeias e os nossos governantes e políticos estarem a borrifar-se para isso.

    PS: nota que não só se reduziu a rede ferroviária como muitas dessas linhas ainda activas têm serviço insuficiente. A linha nova que está aí que atravessa o Tejo pois claro que foi concessionada a privados.

  3. Não vejo nenhum comentário a referir que qualquer acesso a Lisboa e Porto de manhã está entupido de carros, 90% deles com uma só pessoa. O investimento no transporte público também passa pelo uso do transporte público…

  4. Vamos ser realista. Muitas dessas linhas não era viáveis e era perigosas. Algumas delas nunca foram financeiramente viáveis, muito menos com o despovoamento e envelhecimento do material.

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    Btw, há uma parte no mapa – a linha da Póvoa – que deixou de existir como comboio, mas tem o Metro do Porto.

  5. Por outras palavras há um desevolução da ferrovia. Porque mesmo que se queira usar comboio para ir para o interior, na mesma íamos precisar de esperar muito mais tempo para chegar onde queremos

  6. Em 1988 haviam 211 Km de autoestradas, em 2015 haviam 3065 Km.

    Um bilhete de flixbus de Lisboa para a Covilhã custa 8 euros (saída às 11) para dia 3 de Outubro e demora 3:10. O mesmo bilhete entre Lisboa-Oriente e Covilhã custa perto de 18 euros e a viagem demora 3:30.

  7. Pior é que nem as que ficaram ainda estão em estado aceitável ou foram alteradas para corresponder a mudança do país

    Muitas das fechadas ,. maioritariamente via estreita , eram linhas feitas quando o país era bem diferente e ai ou se fechavam ou se faziam novas.

    Pior é que mesmo que que ficaram continuam em mau estado e a passar em sítios sem interesse em vez de ir aos centros das cidades (linha do oeste , linha do Algarve..)

    Já agora o mapa está desatualizado. Já não há Lusitânia nem SUD expresso.
    Por outro lado há ligação da Covilhã à guarda e há ligação até Elvas/Badajoz

  8. O fim da linha do tua foi particularmente criminoso. Um sítio absolutamente maravilhoso e com um potencial turístico do caraças. Mas vamos inundar tudo que é melhor.

    Ainda foi mais triste ter a UNESCO a ameaçar retirar a classificação do Douro vinhateiro, e a ministra Assunção “koala” Cristas a dizer para a UNESCO ir se meter na vida deles.

  9. Um país pequeno deveria privilegiar o transporte público.
    Expandindo as redes de transportes facilitaria maior circulação de pessoas e bens, cresceria a economia e certamente os índices de felicidade da população em geral.

    Lisboa parece um ghetto. Edifícios feios, sujos, poluição e tanta gente por m2.
    É as redes de transportes em Lisboa também não são excelentes.

    O melhor é mesmo emigrar daí a pertinência pela construção de um aeroporto ahah

  10. E o aeroporto é que é a prioridade…. E q tal umas ferrovias com comboios de alta velocidade a ligar as principais capitais de distrito e Madrid por ex?

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