PSD, IL e Chega ensaiam pacto de não agressão

28 comments
  1. Acordaram pra vida finalmente, mas acho que é mais pelo medo de perder votos ao Chega, a tática do Ventura de atacar o PSD a dizer (e mostrar) que não são oposição não são nada estava a funcionar, e bem, e por muito que eu gostasse de ver o PSD ir de cona eu prefiro aguentar com os gajos do que ter o PS no poder.

  2. É óbvio que se o PSD quiser chegar ao poder vai fazer uma nova geringonça com o Chega & Co. O Rio bem tentou enfiar a peta mas está aqui um sinal claro que o PSD está disposto a negociar com o Ventura. Essencialmente, o mesmo que se passa na Itália.

  3. Ou seja, o Rui Rio ofereceu a maioria absoluta ao PS ao deixar em aberto a hipótese de juntar com o Chega, e o burro do Montenegro ao fim de 6 meses assume logo publicamente isto?

  4. O Chega só da jeito ao PS, como visto nas últimas eleições.

    Se bem que, na França o PS desapareceu e a frente nacional lá está.. A longo prazo a estratégia de estarem sempre a falar no bicho papão pode deixar de funcionar.

  5. O PSD já percebeu que não vai governar sem o chega. Nas próximas eleições, arrisco-me a dizer que o número de votantes do chega vai duplicar face aos resultados das últimas eleições (até em sondagens neste sub, o chega está como segundo mais votado, o que não acontecia). Para reverter tal situação, teria que acontecer um descalabro na Itália, onde parece ser o cenário mais próximo do que possa acontecer aqui

  6. Não é ao calhas que a direita usa muito o termo “extrema-esquerda”. Usam-no com um propósito muito especifico de normalização da extrema direita, porque eles não são parvos, chegar ao poder é só possível com o alinhamento com o Chega.

  7. Eu odeio que geringonças tenham sido normalizadas como alianças entre lados inteiros de direita e esquerda. Conseguimos fazer com que Portugal ficasse cada vez mais perto dos EUA nas nossas configurações democráticas. 2 partidos, que efetivamente abrangem todo o tipo de maluquinho no seu “lado”. Que bela escolha.

    Preferia mil e uma vezes ver vários partidos pequenos tanto de esquerda como direita a cooperar e à procura de compromisso do que mais outra geringonça de cegueira ideológica.

  8. Estou curioso para ver de que forma é que esta “nova geringonça” vai funcionar visto que a IL já prometeu várias vezes que não participaria numa solução governativa que inclua o CH e não me parece que PSD + IL seja suficiente para obter uma maioria.

    Será a ideia PSD + CH e que a IL “feche os olhos” e deixe passar?

  9. Foi por isto que o PS ganhou maioria absoluta nas eleições legislativas de Janeiro. Os eleitores do Bloco de Esquerda e do PCP votaram no PS porque tinham medo de uma coligação PSD Chega. O Chega foi efetivamente o maior aliado que o Costa podia ter tido. Por acaso, eu duvido que o PSD do Rio se teria coligado com o Chega mas não tenho dúvidas que o PSD do Montenegro o fará. Não dá para dizer se isto levará a uma nova vitória do PS em 2026. Ainda faltam 4 anos.

  10. Colocar o chega no mesmo prato da IL, do PSD e do CDS é o maior tiro no pé da direita portuguesa.
    Eu quero que as ideias do chega racistas sejam condenadas pela outra direita.

  11. Quero só oferecer mais uma análise que ainda não vi feita em lado nenhum e que acredito que vai ser também um grande motivo para esta ideia falhar. Isto é só Passismo requentado, começando pelas caras dos lideres dos 3 partido envolvidos (Montenegro, JCF e AV) que tiveram papéis nesses tempos no Governo de Passos, e por mais que o PSD (e aquela meia dúzia de gatos pingados do CDS) sonhe voltar a esses tempos a verdade é que não é algo muito popular fora das cerimónias fúnebres das viúvas de Passos. O PSD está claramente a sofrer uma crise identitária, da qual nasceram os outros 2 partidos e ai ganham espaço, não é um problema fácil de resolver e também não estava à espera que Montenegro o fizesse mas uma coisa que já era dada como certa é que é preciso que o PSD se reinvente e isto é ir no sentido oposto. Vi uma menção algures aqui ao PS Francês como aviso ao nosso PS mas quem está perto da realidade do PS Francês no inicio/meio dos anos 2000 é precisamente o PSD.

Leave a Reply