Ana Abrunhosa contra mudança na lei que impeça familiares de políticos de concorrerem a fundos comunitários

28 comments
  1. Após ser noticiado o caso dos fundos comunitários recebidos pelo marido, a ministra da Coesão já tinha chorado numa comissão, mas evitado responder a deputados e jornalistas sobre o assunto. Após dias de silêncio, esta segunda-feira Ana Abrunhosa escreveu um artigo no jornal Público em que defende que uma mudança da lei para impedir familiares de ministros de concorrer aos fundos comunitários aumentaria o “clima de desconfiança” sobre a classe política e seria uma “supressão de direitos”. A governante escreve ainda que querem fazer do marido um “cidadão de segunda” e defende-se de várias acusações — incluindo algumas que não lhe foram feitas.

  2. “*Se impedem o meu marido de concorrer a fundos comunitários, eu vim para aqui fazer o quê então? Eu vim para aqui justamente para isso*”

  3. Pqp mais esta gente. E ainda me surpreendo com as merdas q se passam nos states e me admiro como as pessoas admitem isso. Por aqui é igual.

  4. de um lado temos o argumento da corrupção. do outro temos o argumento da não discriminação.

    no meio estão os portugueses a serem enrabados.

  5. E com razão. Basta perceber um pouco do assunto para perceber que a Ana Abrunhosa têm razão no que diz, mas como aqui os bots de um certo partido só querem é fazer barulho…

  6. Concordo com ela, familiares de ministros n devem ser excluídos. Devem sim é ser sujeitos a uma avaliação por uma comissão independente e secreta para que n haja contaminação dos resultados

  7. Na Suécia, uma Ministra foi exonerada por pagar um chocolate com fundos públicos, e aqui é sempre esta palhaçada.

    O problema de Portugal é cultural, estou farto de o dizer. Se não gostam do escrutínio nem das limitações que ser governante acarreta, então não vão para governantes. O povo agradece

  8. eu gostava de, seriamente, perceber um pouco melhor a opinião de quem aqui acha que a ministra se deve demitir e que isto é inadmissível.

    O marido dela detém 40% numa empresa que recebeu 133.000 euros de fundos comunitários (geridos autonomamente pelas CCDR), e tem inclusive outra empresa que foi rejeitada (tudo isto explicado no texto dela). De acordo com a maioria aqui, isto não se coaduna com o exercício das funções dela.

    E se o marido detivesse 20%? 1%? E se se tivessem casado depois de ela entrar no Governo? E se fosse ex-marido? E se fosse uma amiga da ex-cunhada? E se estivessemos antes a falar do acesso por parte do marido um medicamento inovador através SNS (afinal de contas a ministra conhece o ministro da Saúde)? Ou candidatura a uma bolsa na FCT (ela conhece a ministra da Ciência)?

    Eu com isto não quero dizer que não acho que não deve haver regulamentação destas situações – tal como o parecer pedido pela ministra ao Ministério Público dizia, a lei é pouco clara, e por isso acho que deve ser aprofundada. Mas a opinião aqui no sub parece ser simplesmente “quem se relaciona de qualquer forma com um político não pode ter nada que ver com o Estado”.

  9. Isto é aquilo a que se chama de “não assunto”. Várias empresas tiveram direito a concorrer a concursos públicos. Se realmente foi atribuída alguma vantagem, aí há assunto, senão, só estamos a dizer que os cônjuges de governantes não têm os mesmos direitos que os outros.

    Uma coisa é a empresa ter vantagem em relação às outras, outra completamente diferente é ter tido acesso a fundos que tantas outras tiveram. Há que haver um bocado de bom senso, ou será que apartir de agora só poderemos ser governados por pessoal solteiro?

  10. Como dizem os americanos: if it looks like a corrupt duck, swims like a corrupt duck, and quacks like a corrupt duck, then it probably is a corrupt duck.

  11. Siga aprovar!

    Bora Marcelo, para de passear e vai promulgar essa merda para dizeres que fazes alguma coisa!

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