Não precisamos de estudantes. Para que ter engenheiros e médicos? Eles podem ir para a Suíça e Bélgica que nos ficamos com brasileiros e neandertais digitais
Estudassem
Sinceramente, para o caso dos alunos bolseiros, não percebo porque raio o limite do apoio é em função do IAS (invés da média do mercado) e porque tem que ser o estudante a procurar solução quando é o Estado que falha por não ter vaga nas residências.
Fdx. Isso não devia acontecer neste país. Parece que se está à voltar ao período pré-25 de Abril, onde para estudar tinhas que ter dinheiro.
Assim não há futuro ….
Boa, assim não são explorados pelos senhorios.
É de facto uma grande barreira, especialmente para quem não é da zona da Universidade para onde concorre. Também acredito que esta situação é mais recorrente em Lisboa por razões já sabidas. Existe oferta formativa em outros lugares (sim, há cursos só disponíveis apenas em 1 universidade), e acho que é uma opção que deveria ser explorada pelos alunos na altura da inscrição no ensino superior.
Tens 5 escolhas, se quiseres muito enfermagem, podes começar em Lisboa e ir escolhendo outras universidades sem ser de grandes cidades mas também com oferta formativa como a Universidade de Castelo Branco.
Obviamente que isto parece um pouco de “victim blaming” mas a falta de casas/quartos é um problema que não apareceu ontem e acho que com apoio dos pais na altura da escolha da vaga da universidade e uma pesquisa mais aprofundada dos custos associados, talvez alguns casos poderiam ser evitados. Também existe muito a máxima de que tem que ser aquela universidade Lisboeta porque é melhor que as outras, quando muitas vezes no final do dia, no local de trabalho ninguem quer saber se vieste do IST ou da Universidade da beira interior.
Virando de facto para o governo acho que há muitas opções (algumas já exploradas no estrangeiro) para garantir o camas para estudantes: Aumentar a oferta de residencias publicas, promover a criação de residências universitárias privadas, promover a diminuição de impostos caso o quarto seja arrendado a um estudante, etc…
Infelizmente, este problema vai manter-se num futuro próximo. A oferta formativa não vai diminuir por parte das universidades, e tem tendência para aumentar. Os alunos fixam-se nestes centros no mínimo de 3 anos. E não vejo grandes centros urbanos como Lisboa a terem “não sei quantos” mil quartos disponíveis no dia 15 de Setembro de todos os anos.
Que vão trabalhar e deixem o lugar para quem possa pagar. Aumentem os lugares garantidos para estrangeiros e façam mais campanha de angariação de estudantes no Brasil.
Obrigar as universidades a terem residências numa % dos alunos. Não tendo essa % não poderiam abrir as vagas.
Num instante iam aparecer residências.
De repente aquela iniciativa do Livre* sobre os quarteis até parece muito boa.
*EDIT
Com a quebra demográfica isto é um problema temporário. Em breve quase toda a gente jovem estará em zonas urbanas, principalmente Lisboa e Porto, com universidades perto de casa. Um jovem da Amadora tem metro ou comboio que o coloca entre 15 a 25 minutos em quase todas as universidades de Lisboa (ou pode mesmo estudar na Amadora na universidade da Academia Militar). É uma não questão dentro de 10 anos, o interior e cidades médias já não terão quase ninguém.
Lisboa vai tornar-se uma espécie de Detroit meets Disneyland. Tudo o que há de atractivo na cidade está a ser barrado à pessoa comum. A única coisa que tem para oferecer hoje em dia é trabalho precário num uber eats e sardinha enlatada caríssima aos turista.
Ideias geniais são assim. Não está toda a gente a queixar-se que formamos cérebros para depois emigrarem? Ora, sem cérebros não há emigração de cérebros.
Mas ainda bem q se votou PS..
O PS salvou a TAP para que os estudantes possam ir de avião para a Universidade, fazer mais residências com esse dinheiro para que?
Vamos por partes. As casas/quartos particulares são isso mesmo, particulares. Cada senhorio/a é livre de pedir o que quer. Que deveria haver um controlo para ver quem passa recibos, casas/quartos em boas condições, sim devia. O mercado de arrendamento está sem controlo, mas isso é geral, não só para estudantes.
O que está mal são os serviços de ação social das universidades. Os casos que conheço, lisboa e aveiro, quando se candidatam a uma residência recebem sempre como resposta que prioridade para erasmus(e talvez cunhas). Nem com bolsa se entra numa residência. Aí cabe as associações de estudantes(e estudantes, pais, etc) fazer pressão junto das universidades.
O argumento estudem na vossa área de residência é válido para uma pequena parte dos estudantes do país. Para não falar que há locais que não existe o curso pretendido.
É o mercado a funcionar. 🤷🏻♂️
Disseram-me que é isto que os Portugueses querem.
Plano de genio
Se nao ha estudantes ninguem emigra
Este governo e super inteligente
Estava a falar disto com a minha namorada ontem. Estudamos os dois em Peniche quando eu entrei um quarto normal numa casa a dividir normal / não tão boa eram mais ou menos 120€, sem contrato claro e o acordo era que tinhas a cada desde Setembro até Maio/Junho e depois tinhas que sair porque iam alugar para férias, quem tinha exames ou pagava o novo preço ou quê arranjasse outra casa.
Quando eu estava no último ano já eram 150€, até me recordo que tive que morar na casa dos pais dela porque no último ano tive uns recursos e ninguém alugava ou queria 150€+todas as despesas mesmo num caso específico em que era um sótão que foi feito quarto que tinha que partilhar com mais alguém. (WTF)
Hoje em dia no mínimo pagas 300€ mais as contas todas e as condições acima assinaladas.
Alguém no meu caso simplesmente se vê obrigado a não estudar, filho de mãe solteira que ganha o salário mínimo e a quem foi negado alojamento nas opções da escola (porque estavam cheios desde o ano anterior) e a bolsa foi a mínima e decidida tarde e más horas apesar de eu ter feito tudo a partir do dia em que podia.
Estamos a falar de Peniche que não é nenhuma mega cidade, não tem um sistema de transportes bom, nem muitos serviços que lhe tragam estatuto especial. Muito pelo oposto, a rede de transportes na cidade é uma vergonha, não há comboios, a rodoviária é fora do centro da cidade, a maioria da cidade são literais bairros sociais, as casas têm baixa qualidade e insolamento para uma cidade tão ventosa e fria.
Também estamos a falar do IPL um politécnico que também não tem nenhum estatuto excessional e desejado nos currículos. Quem está a pensar estudar lá na minha opinião devia de rever as suas hipóteses, pelo menos em Peniche, há alguns professores bons que adorei conhecer e são excelentes profissionais nas áreas que leccionam mas a maioria não faz ideia do que está a fazer e até os planos curriculares não têm nexo nenhum, vão ver o plano curricular de gestão turística e hoteleira têm gestão de empresas no primeiro ano para miúdos que saíram do secundário fazerem uma empresa e um plano financeiro e técnicas de cozinha e gestão de spas no último ano (pensem bem miúdos saídos do secundário que nunca tiveram cadeiras de contabilidade e pouco devem conhecer do sector começam a ser pedidos para criar uma empresa profundamente até ao plano financeiro e acabam o curso a cozinhar e a aprender como funciona uma cozinha…)
Assim acaba se a exportação de portugueses bem formados. Mais um marco de qualidade de vida que o PS nos deixa. Culpa do Passos Coelho claro.
Ainda a bocado vi um vídeo de 15 brasileiros a dividir casa . Vá se la saber o porquê de as rendas estarem caras ….
Um bom negócio são as residências universitárias. Nem nisso há quem pegue…
Entre 2013 e 2017 vivi num T4 a 10 minutos a pé da FEUP e pagava durante esse período 200€ mais despesas por mês. A casa era brutal e apenas 1 dos quartos deixava um bocado a desejar. 2 WCs e uma sala grande. Grandes jantares e festas se fizeram lá. Cada quarto hoje em dia poderá andar perto dos 350/400 muito facilmente e seria um valor justo provavelmente, visto os preços praticados hoje em dia por qualquer barraco.
Se fosse hoje em dia seria um esforço adicional enorme para os meus pais. Provavelmente conseguiriam cobrir na mesma a diferença mas sem dúvida que afetaria o nível de vida.
O que acho que acontece muito hoje em dia é que as pessoas até vão conseguindo fazer face aos aumentos de tudo mas está a deixar as famílias asfixiadas, sem poupança nenhuma e sem qualquer perspetiva de futuro. Pensar numa vida de pagar contas e pouco mais deve ser das coisas mais frustrantes de ter que aceitar.
Não deve faltar muito até entrarmos no esquema de empréstimos bancários a estudantes como na Holanda. Depois quando acaba a uni ficam a pagar o empréstimo em casa dos pais até aos 40 anos. E isto ainda antes dos outros quererem obrigar os alunos a pagar por inteiro a sua formação.
Isto é o que acontece quando temos sectores fundamentais, como residência, completamente na mão de liberais e da iniciativa privada. O que faz falta é o estado competir no mercado, já que consegue ter mais facilmente terrenos e construir casas e residências, aliadas a serviços de transporte que conseguem cortar as margens dos privados.
Muito interessante o debate que para aqui vai. Pessoalmente esta foi uma das razões que me motivou a emigrar. A cada 3 ou 4 meses dizia a minha mulher: “temos que abrir uma conta e começar lá a por uns trocos para quando os putos quiserem ir pra universidade termos dinheiro pras propinas e para o resto”. Só que esse dinheiro nunca sobrava e essa conta nunca foi aberta. A ideia de ter que dizer aos meus filhos que não podiam ir pra universidade (caso assim o quisessem!) porque nós não podíamos pagar sempre me deprimiu e causou-me um sentimento antecipado de falhanço como pai. Por outro lado sei o bem que me fez ter que trabalhar para pagar as minhas próprias propinas no que toca a desenvolver resiliência e foco naquilo que se quer atingir. No entanto, se pudesse escolher, preferia que os meus filhos não tivessem que o fazer e tivessem a vida um pouco mais facilitada. Independentemente disto continuo a achar que o acesso ao ensino superior não está 100% democratizado em Portugal. As vezes espírito de sacrifício e resiliência não é o suficiente. Acredito que haja famílias cujas dificuldades financeiras tornam o cenário de ter um filho a estudar na universidade completamente insustentável, particularmente se for longe de casa, como esta a ser debatido aqui.
não será antes falta de dinheiro para as casas?
Ingressei este ano numa universidade privada após amealhar €€€ durante a pandemia para cobrir propinas.
Surpreendentemente, esperava ver putos “riquinhos” nas universidades privadas, mas a larga maioria da minha turma não é classe média-alta de todo.
É malta que entre pagar 400€ por propinas numa universidade privada perto de casa ou 400€ (+€€€ de propinas) por um quarto perto de uma universidade pública longe de casa em Coimbra/Braga/Porto, muitos não têm escolha senão escolher a primeira opção.
Quem diria que optar por ensino privado acabaria por ser mais “poupado” que ensino público.
Que escolham universidades fora dos grandes centros urbanos
Eu poderia ter entrado em Lisboa, mas pela questão das casas decidi estudar na Covilhã
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Não precisamos de estudantes. Para que ter engenheiros e médicos? Eles podem ir para a Suíça e Bélgica que nos ficamos com brasileiros e neandertais digitais
Estudassem
Sinceramente, para o caso dos alunos bolseiros, não percebo porque raio o limite do apoio é em função do IAS (invés da média do mercado) e porque tem que ser o estudante a procurar solução quando é o Estado que falha por não ter vaga nas residências.
Fdx. Isso não devia acontecer neste país. Parece que se está à voltar ao período pré-25 de Abril, onde para estudar tinhas que ter dinheiro.
Assim não há futuro ….
Boa, assim não são explorados pelos senhorios.
É de facto uma grande barreira, especialmente para quem não é da zona da Universidade para onde concorre. Também acredito que esta situação é mais recorrente em Lisboa por razões já sabidas. Existe oferta formativa em outros lugares (sim, há cursos só disponíveis apenas em 1 universidade), e acho que é uma opção que deveria ser explorada pelos alunos na altura da inscrição no ensino superior.
Tens 5 escolhas, se quiseres muito enfermagem, podes começar em Lisboa e ir escolhendo outras universidades sem ser de grandes cidades mas também com oferta formativa como a Universidade de Castelo Branco.
Obviamente que isto parece um pouco de “victim blaming” mas a falta de casas/quartos é um problema que não apareceu ontem e acho que com apoio dos pais na altura da escolha da vaga da universidade e uma pesquisa mais aprofundada dos custos associados, talvez alguns casos poderiam ser evitados. Também existe muito a máxima de que tem que ser aquela universidade Lisboeta porque é melhor que as outras, quando muitas vezes no final do dia, no local de trabalho ninguem quer saber se vieste do IST ou da Universidade da beira interior.
Virando de facto para o governo acho que há muitas opções (algumas já exploradas no estrangeiro) para garantir o camas para estudantes: Aumentar a oferta de residencias publicas, promover a criação de residências universitárias privadas, promover a diminuição de impostos caso o quarto seja arrendado a um estudante, etc…
Infelizmente, este problema vai manter-se num futuro próximo. A oferta formativa não vai diminuir por parte das universidades, e tem tendência para aumentar. Os alunos fixam-se nestes centros no mínimo de 3 anos. E não vejo grandes centros urbanos como Lisboa a terem “não sei quantos” mil quartos disponíveis no dia 15 de Setembro de todos os anos.
Que vão trabalhar e deixem o lugar para quem possa pagar. Aumentem os lugares garantidos para estrangeiros e façam mais campanha de angariação de estudantes no Brasil.
Obrigar as universidades a terem residências numa % dos alunos. Não tendo essa % não poderiam abrir as vagas.
Num instante iam aparecer residências.
De repente aquela iniciativa do Livre* sobre os quarteis até parece muito boa.
*EDIT
Com a quebra demográfica isto é um problema temporário. Em breve quase toda a gente jovem estará em zonas urbanas, principalmente Lisboa e Porto, com universidades perto de casa. Um jovem da Amadora tem metro ou comboio que o coloca entre 15 a 25 minutos em quase todas as universidades de Lisboa (ou pode mesmo estudar na Amadora na universidade da Academia Militar). É uma não questão dentro de 10 anos, o interior e cidades médias já não terão quase ninguém.
Lisboa vai tornar-se uma espécie de Detroit meets Disneyland. Tudo o que há de atractivo na cidade está a ser barrado à pessoa comum. A única coisa que tem para oferecer hoje em dia é trabalho precário num uber eats e sardinha enlatada caríssima aos turista.
Ideias geniais são assim. Não está toda a gente a queixar-se que formamos cérebros para depois emigrarem? Ora, sem cérebros não há emigração de cérebros.
Mas ainda bem q se votou PS..
O PS salvou a TAP para que os estudantes possam ir de avião para a Universidade, fazer mais residências com esse dinheiro para que?
Vamos por partes. As casas/quartos particulares são isso mesmo, particulares. Cada senhorio/a é livre de pedir o que quer. Que deveria haver um controlo para ver quem passa recibos, casas/quartos em boas condições, sim devia. O mercado de arrendamento está sem controlo, mas isso é geral, não só para estudantes.
O que está mal são os serviços de ação social das universidades. Os casos que conheço, lisboa e aveiro, quando se candidatam a uma residência recebem sempre como resposta que prioridade para erasmus(e talvez cunhas). Nem com bolsa se entra numa residência. Aí cabe as associações de estudantes(e estudantes, pais, etc) fazer pressão junto das universidades.
O argumento estudem na vossa área de residência é válido para uma pequena parte dos estudantes do país. Para não falar que há locais que não existe o curso pretendido.
É o mercado a funcionar. 🤷🏻♂️
Disseram-me que é isto que os Portugueses querem.
Plano de genio
Se nao ha estudantes ninguem emigra
Este governo e super inteligente
Estava a falar disto com a minha namorada ontem. Estudamos os dois em Peniche quando eu entrei um quarto normal numa casa a dividir normal / não tão boa eram mais ou menos 120€, sem contrato claro e o acordo era que tinhas a cada desde Setembro até Maio/Junho e depois tinhas que sair porque iam alugar para férias, quem tinha exames ou pagava o novo preço ou quê arranjasse outra casa.
Quando eu estava no último ano já eram 150€, até me recordo que tive que morar na casa dos pais dela porque no último ano tive uns recursos e ninguém alugava ou queria 150€+todas as despesas mesmo num caso específico em que era um sótão que foi feito quarto que tinha que partilhar com mais alguém. (WTF)
Hoje em dia no mínimo pagas 300€ mais as contas todas e as condições acima assinaladas.
Alguém no meu caso simplesmente se vê obrigado a não estudar, filho de mãe solteira que ganha o salário mínimo e a quem foi negado alojamento nas opções da escola (porque estavam cheios desde o ano anterior) e a bolsa foi a mínima e decidida tarde e más horas apesar de eu ter feito tudo a partir do dia em que podia.
Estamos a falar de Peniche que não é nenhuma mega cidade, não tem um sistema de transportes bom, nem muitos serviços que lhe tragam estatuto especial. Muito pelo oposto, a rede de transportes na cidade é uma vergonha, não há comboios, a rodoviária é fora do centro da cidade, a maioria da cidade são literais bairros sociais, as casas têm baixa qualidade e insolamento para uma cidade tão ventosa e fria.
Também estamos a falar do IPL um politécnico que também não tem nenhum estatuto excessional e desejado nos currículos. Quem está a pensar estudar lá na minha opinião devia de rever as suas hipóteses, pelo menos em Peniche, há alguns professores bons que adorei conhecer e são excelentes profissionais nas áreas que leccionam mas a maioria não faz ideia do que está a fazer e até os planos curriculares não têm nexo nenhum, vão ver o plano curricular de gestão turística e hoteleira têm gestão de empresas no primeiro ano para miúdos que saíram do secundário fazerem uma empresa e um plano financeiro e técnicas de cozinha e gestão de spas no último ano (pensem bem miúdos saídos do secundário que nunca tiveram cadeiras de contabilidade e pouco devem conhecer do sector começam a ser pedidos para criar uma empresa profundamente até ao plano financeiro e acabam o curso a cozinhar e a aprender como funciona uma cozinha…)
Assim acaba se a exportação de portugueses bem formados. Mais um marco de qualidade de vida que o PS nos deixa. Culpa do Passos Coelho claro.
Ainda a bocado vi um vídeo de 15 brasileiros a dividir casa . Vá se la saber o porquê de as rendas estarem caras ….
Um bom negócio são as residências universitárias. Nem nisso há quem pegue…
Entre 2013 e 2017 vivi num T4 a 10 minutos a pé da FEUP e pagava durante esse período 200€ mais despesas por mês. A casa era brutal e apenas 1 dos quartos deixava um bocado a desejar. 2 WCs e uma sala grande. Grandes jantares e festas se fizeram lá. Cada quarto hoje em dia poderá andar perto dos 350/400 muito facilmente e seria um valor justo provavelmente, visto os preços praticados hoje em dia por qualquer barraco.
Se fosse hoje em dia seria um esforço adicional enorme para os meus pais. Provavelmente conseguiriam cobrir na mesma a diferença mas sem dúvida que afetaria o nível de vida.
O que acho que acontece muito hoje em dia é que as pessoas até vão conseguindo fazer face aos aumentos de tudo mas está a deixar as famílias asfixiadas, sem poupança nenhuma e sem qualquer perspetiva de futuro. Pensar numa vida de pagar contas e pouco mais deve ser das coisas mais frustrantes de ter que aceitar.
Não deve faltar muito até entrarmos no esquema de empréstimos bancários a estudantes como na Holanda. Depois quando acaba a uni ficam a pagar o empréstimo em casa dos pais até aos 40 anos. E isto ainda antes dos outros quererem obrigar os alunos a pagar por inteiro a sua formação.
Isto é o que acontece quando temos sectores fundamentais, como residência, completamente na mão de liberais e da iniciativa privada. O que faz falta é o estado competir no mercado, já que consegue ter mais facilmente terrenos e construir casas e residências, aliadas a serviços de transporte que conseguem cortar as margens dos privados.
Muito interessante o debate que para aqui vai. Pessoalmente esta foi uma das razões que me motivou a emigrar. A cada 3 ou 4 meses dizia a minha mulher: “temos que abrir uma conta e começar lá a por uns trocos para quando os putos quiserem ir pra universidade termos dinheiro pras propinas e para o resto”. Só que esse dinheiro nunca sobrava e essa conta nunca foi aberta. A ideia de ter que dizer aos meus filhos que não podiam ir pra universidade (caso assim o quisessem!) porque nós não podíamos pagar sempre me deprimiu e causou-me um sentimento antecipado de falhanço como pai. Por outro lado sei o bem que me fez ter que trabalhar para pagar as minhas próprias propinas no que toca a desenvolver resiliência e foco naquilo que se quer atingir. No entanto, se pudesse escolher, preferia que os meus filhos não tivessem que o fazer e tivessem a vida um pouco mais facilitada. Independentemente disto continuo a achar que o acesso ao ensino superior não está 100% democratizado em Portugal. As vezes espírito de sacrifício e resiliência não é o suficiente. Acredito que haja famílias cujas dificuldades financeiras tornam o cenário de ter um filho a estudar na universidade completamente insustentável, particularmente se for longe de casa, como esta a ser debatido aqui.
não será antes falta de dinheiro para as casas?
Ingressei este ano numa universidade privada após amealhar €€€ durante a pandemia para cobrir propinas.
Surpreendentemente, esperava ver putos “riquinhos” nas universidades privadas, mas a larga maioria da minha turma não é classe média-alta de todo.
É malta que entre pagar 400€ por propinas numa universidade privada perto de casa ou 400€ (+€€€ de propinas) por um quarto perto de uma universidade pública longe de casa em Coimbra/Braga/Porto, muitos não têm escolha senão escolher a primeira opção.
Quem diria que optar por ensino privado acabaria por ser mais “poupado” que ensino público.
Que escolham universidades fora dos grandes centros urbanos
Eu poderia ter entrado em Lisboa, mas pela questão das casas decidi estudar na Covilhã
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