o que se quer é qualidade de vida. o resto não importa.
Nós estamos numa nova era, e os jovens de agora são só o produto da nova mentalidade.
Antigamente a fórmula do sucesso era ir para a faculdade, ter um curso superior , arranjar um bom emprego, e quanto mais ocupado a vida profissional fosse e mais dinheiro se ganhasse, com mais sucesso a pessoa era vista, mesmo se isso significasse sacrificar o tempo com a família ou hobbies.
Entretanto o mundo mudou (muito) nas últimas 2 décadas e as coisas já não assim. Ir para a faculdade e ter um canudo já não significa nada, passar o tempo todo a trabalhar é algo que os jovens repudiam, e dão muito mais valor ao equilibro vida – trabalho, do que a ocuparem a última posição hierárquica da empresa e mostrarem a todos quão ocupados são e quanto dinheiro ganham.
São novas mentalidades, e as empresas estão a dar se conta disso. As chefias que não quiserem acompanhar esta nova mentalidade vão se foder.
A ideia de “carreira de trabalho” é tão estupida. Um gajo só quer ganhar dinheiro para viver a vida, mais nada.
Percebo a falta de crença no dinheiro ou na economia por parte dos jovens quando Portugal está estagnado há decadas. No (bom) tempo dos meus pais, nos anos 90, dava pica trabalhar. A economia crescia, quem tinha formação ganhava muito bem, havia poucos impostos. Compraram apartamentos e a sua casa. Isso já foi possível em Portugal.
Agora? Com estes salários de merda? A maioria dos jovens no artigo ganha menos de 1000€! Essa merda é trabalhar para aquecer. Ridículo. Mas também não compreendo a falta de dinâmica desse pessoal que está nesses empregos de merda, nessa ram ram, e em vez de se mexer (foda-se, estás na UE, podes arranjar emprego em qualquer país da Europa!) ficam na lenga lenga e vêm-se queixar para o P3. Enfim.
Ao invés de se dedicarem “ao lazer”, “à cultura”, façam-se à vida caralho! Há tantas possibildades hoje em dia. Trabalho remoto, começar o próprio negócio. Mas não, o pessoal prefere desistir de enriquecer, prefere não ter filhos, arranjar uns cães que substituam a relação parental (são os seus filhinhos) e ficar na terrinha a vida toda a apodrecer (com sorte vão ter uma reforma de 200 paus).
Se a tua área de formação não te dá emprego, ou apenas te dá empregos de merda em que ganhas menos de 1000€… e que tal… mudares de área? E que tal mexeres-te? Foda-se, volta para casa dos pais se for preciso. Estuda online, faz formações. Estar em empregos de merda só pq conseguiste sair da terrinha e foste para a capital juntamente com os outros milhares de recém-licenciados é uma race to the bottom. Este pessoal no artigo não se valoriza. A primeira rapariga nem negociou o salário por amor de deus!
Esses millennials pá, não querem trabalhar.
Demorei tempo demais a perceber isto.
Ahhh.. os jovens! Precisam de 16 horas de redes sociais.
Quando dava para comprar uma casa, um carro e sustentar uma família com um salário ainda vá lá que não vá, agora nem isso… Parece que andamos a trabalhar para nada. Uma sociedade que não dá um futuro aos seus jovens é uma sociedade decadente moralmente falida.
Meh, eu gosto de passar tempo no meu trabalho. Consigo perceber a sorte que tenho de não ficar com um nó na garganta no domingo à noite e acordar contente à segunda de manhã.
Quando percebi que era indiferente trabalhar muito ou pouco, dificilmente iria sair do salário mínimo, comecei a limitar-me a fazer somente o essencial.
A sociedade muda e os hábitos mudam. Esta geração dá mais importância à vida pessoal do que ao trabalho. O mundo tratará de criar uma geração que será o oposto. A única constante é a mudança.
Temos que analisar comportamentos à época. Portugal veio de uma ditadura na década de 70 e teve os melhores anos em 80/90 anos em que se fazia muito dinheiro e se conseguia comprar muita coisa mesmo com pouco dinheiro.
Os pais dos anos 80/90 viram os seus pais passar por sacrifícios e não tiveram a maior abundância do mundo, isto fez com que tivessem como finalidade de vida ganhar dinheiro e quando tiveram filhos usar esse dinheiro para que nada lhes falte e lhes dar o que eles nunca tiveram.
Final dia anos 90 e 2000/10 nasceram estes jovens, jovens que não sentiram na pele uma crise económica, jovens que assistiram ao boom tecnológico em que tudo é rápido e fácil e em que existe todo um mundo de oportunidades sem sacrifício.
Se concordo que se deve trabalhar dia e noite, claro que não. Da mesma forma que não concordo que seja exigido um sacrifício de horas extra não remuneradas e fina de semana e feriados para encher o cu ao sócio com margens parvas. Contudo não consigo concordar com esta ideia de que tudo tem que ser fácil e que tem que existir um equilíbrio a pender mais para a vida social e/ou tudo ter que ser fácil senão mudo de empresa na hora e até vou ganhar mais.
Estou a generalizar e bem sei que não cubro todas as realidades, até posso estar a fazer análise com a minha realidade e a que observo. Peço desculpa por tal.
Sou jovem e revejo-me nisto. Algo que me faz confusão é o incentivo a sermos pessoas cada vez mais “unidimensionais”, que vivem exclusivamente da e para a sua carreira, como única fonte de realização pessoal. Porque também não têm tempo para mais. É uma sorte sentir satisfação através do nosso trabalho, mas sinto que o pessoal da minha idade começa a querer diversificar essas fontes de satisfação. Seja com hobbies, projetos pessoais, ou outra coisa qualquer, paga ou não.
Ter colegas mais velhos a contar como “perderam” os anos de crescimento dos filhos, devido ao tempo que passaram a trabalhar, não é o flex que pensam que é, e é uma boa forma de desincentivar o pessoal mais novo a ficar aquela hora extra.
PS: claro que estou a falar na posição de privilegiado que tem um emprego relativamente estável e capacidade para dizer não. O coitado do Manel que dá 10h/diárias num restaurante só quer é chegar a casa e descansar porque não tem energia para mais.
Para receber um salário de bosta que não dá para pagar uma casa, não vale a pena esforçar-mo-nos muito.
Não consigo ler a noticia….
quem ganha a volta de 1k ,vale mais ir vivendo a vida… andar a juntar 200 euros ou 300 para que?
daqui a 10 anos com 20 ou 30 mil euros nem para uma entrada de uma casa dá…
O mundo mudou muito e só vai piorar para os jovens Portugueses, a educação está uma lastima com exigência muito baixa, e muitos pais dos jovens de agora passaram dificuldades e dão tudo aos filhos de borla fazendo com que eles fiquem moles.
Jovens que têm condições se esforçam e escolhem bons cursos conseguem arranjar trabalho a ganhar muito bem e podem imigrar.
Jovens de familias mais desfavorecidas a grande parte está tramado, porque sai da escola sem sem Skills e trabalhos que há 20 anos davam para viver agora não há até porque há uma imigração que vem para trabalhar e são excelentes e tendo alguns passado por dificuldades são melhores trabalhadores que os portugueses e é com eles que os jovens sem qualificações tem que concorrer, e tambem a nivel de habitação claro.
É trabalhar para viver em vez de viver para trabalhar.
Mas sinto q muitos podem tomar determinadas atitudes pq têm ajudas, ainda bem, acho.
Quero é q o UBI venha…..
Mas é que é tão verdade 🙁 eu tenho 30 anos, e o meu trabalho é uma prisão, eu nem consigo ter horários compatíveis com o meu irmão.. quanto mais pensar em algo mais..
20 comments
No shit sherlock
o que se quer é qualidade de vida. o resto não importa.
Nós estamos numa nova era, e os jovens de agora são só o produto da nova mentalidade.
Antigamente a fórmula do sucesso era ir para a faculdade, ter um curso superior , arranjar um bom emprego, e quanto mais ocupado a vida profissional fosse e mais dinheiro se ganhasse, com mais sucesso a pessoa era vista, mesmo se isso significasse sacrificar o tempo com a família ou hobbies.
Entretanto o mundo mudou (muito) nas últimas 2 décadas e as coisas já não assim. Ir para a faculdade e ter um canudo já não significa nada, passar o tempo todo a trabalhar é algo que os jovens repudiam, e dão muito mais valor ao equilibro vida – trabalho, do que a ocuparem a última posição hierárquica da empresa e mostrarem a todos quão ocupados são e quanto dinheiro ganham.
São novas mentalidades, e as empresas estão a dar se conta disso. As chefias que não quiserem acompanhar esta nova mentalidade vão se foder.
A ideia de “carreira de trabalho” é tão estupida. Um gajo só quer ganhar dinheiro para viver a vida, mais nada.
Percebo a falta de crença no dinheiro ou na economia por parte dos jovens quando Portugal está estagnado há decadas. No (bom) tempo dos meus pais, nos anos 90, dava pica trabalhar. A economia crescia, quem tinha formação ganhava muito bem, havia poucos impostos. Compraram apartamentos e a sua casa. Isso já foi possível em Portugal.
Agora? Com estes salários de merda? A maioria dos jovens no artigo ganha menos de 1000€! Essa merda é trabalhar para aquecer. Ridículo. Mas também não compreendo a falta de dinâmica desse pessoal que está nesses empregos de merda, nessa ram ram, e em vez de se mexer (foda-se, estás na UE, podes arranjar emprego em qualquer país da Europa!) ficam na lenga lenga e vêm-se queixar para o P3. Enfim.
Ao invés de se dedicarem “ao lazer”, “à cultura”, façam-se à vida caralho! Há tantas possibildades hoje em dia. Trabalho remoto, começar o próprio negócio. Mas não, o pessoal prefere desistir de enriquecer, prefere não ter filhos, arranjar uns cães que substituam a relação parental (são os seus filhinhos) e ficar na terrinha a vida toda a apodrecer (com sorte vão ter uma reforma de 200 paus).
Se a tua área de formação não te dá emprego, ou apenas te dá empregos de merda em que ganhas menos de 1000€… e que tal… mudares de área? E que tal mexeres-te? Foda-se, volta para casa dos pais se for preciso. Estuda online, faz formações. Estar em empregos de merda só pq conseguiste sair da terrinha e foste para a capital juntamente com os outros milhares de recém-licenciados é uma race to the bottom. Este pessoal no artigo não se valoriza. A primeira rapariga nem negociou o salário por amor de deus!
Esses millennials pá, não querem trabalhar.
Demorei tempo demais a perceber isto.
Ahhh.. os jovens! Precisam de 16 horas de redes sociais.
Quando dava para comprar uma casa, um carro e sustentar uma família com um salário ainda vá lá que não vá, agora nem isso… Parece que andamos a trabalhar para nada. Uma sociedade que não dá um futuro aos seus jovens é uma sociedade decadente moralmente falida.
Meh, eu gosto de passar tempo no meu trabalho. Consigo perceber a sorte que tenho de não ficar com um nó na garganta no domingo à noite e acordar contente à segunda de manhã.
Quando percebi que era indiferente trabalhar muito ou pouco, dificilmente iria sair do salário mínimo, comecei a limitar-me a fazer somente o essencial.
A sociedade muda e os hábitos mudam. Esta geração dá mais importância à vida pessoal do que ao trabalho. O mundo tratará de criar uma geração que será o oposto. A única constante é a mudança.
Temos que analisar comportamentos à época. Portugal veio de uma ditadura na década de 70 e teve os melhores anos em 80/90 anos em que se fazia muito dinheiro e se conseguia comprar muita coisa mesmo com pouco dinheiro.
Os pais dos anos 80/90 viram os seus pais passar por sacrifícios e não tiveram a maior abundância do mundo, isto fez com que tivessem como finalidade de vida ganhar dinheiro e quando tiveram filhos usar esse dinheiro para que nada lhes falte e lhes dar o que eles nunca tiveram.
Final dia anos 90 e 2000/10 nasceram estes jovens, jovens que não sentiram na pele uma crise económica, jovens que assistiram ao boom tecnológico em que tudo é rápido e fácil e em que existe todo um mundo de oportunidades sem sacrifício.
Se concordo que se deve trabalhar dia e noite, claro que não. Da mesma forma que não concordo que seja exigido um sacrifício de horas extra não remuneradas e fina de semana e feriados para encher o cu ao sócio com margens parvas. Contudo não consigo concordar com esta ideia de que tudo tem que ser fácil e que tem que existir um equilíbrio a pender mais para a vida social e/ou tudo ter que ser fácil senão mudo de empresa na hora e até vou ganhar mais.
Estou a generalizar e bem sei que não cubro todas as realidades, até posso estar a fazer análise com a minha realidade e a que observo. Peço desculpa por tal.
Sou jovem e revejo-me nisto. Algo que me faz confusão é o incentivo a sermos pessoas cada vez mais “unidimensionais”, que vivem exclusivamente da e para a sua carreira, como única fonte de realização pessoal. Porque também não têm tempo para mais. É uma sorte sentir satisfação através do nosso trabalho, mas sinto que o pessoal da minha idade começa a querer diversificar essas fontes de satisfação. Seja com hobbies, projetos pessoais, ou outra coisa qualquer, paga ou não.
Ter colegas mais velhos a contar como “perderam” os anos de crescimento dos filhos, devido ao tempo que passaram a trabalhar, não é o flex que pensam que é, e é uma boa forma de desincentivar o pessoal mais novo a ficar aquela hora extra.
PS: claro que estou a falar na posição de privilegiado que tem um emprego relativamente estável e capacidade para dizer não. O coitado do Manel que dá 10h/diárias num restaurante só quer é chegar a casa e descansar porque não tem energia para mais.
Para receber um salário de bosta que não dá para pagar uma casa, não vale a pena esforçar-mo-nos muito.
Não consigo ler a noticia….
quem ganha a volta de 1k ,vale mais ir vivendo a vida… andar a juntar 200 euros ou 300 para que?
daqui a 10 anos com 20 ou 30 mil euros nem para uma entrada de uma casa dá…
O mundo mudou muito e só vai piorar para os jovens Portugueses, a educação está uma lastima com exigência muito baixa, e muitos pais dos jovens de agora passaram dificuldades e dão tudo aos filhos de borla fazendo com que eles fiquem moles.
Jovens que têm condições se esforçam e escolhem bons cursos conseguem arranjar trabalho a ganhar muito bem e podem imigrar.
Jovens de familias mais desfavorecidas a grande parte está tramado, porque sai da escola sem sem Skills e trabalhos que há 20 anos davam para viver agora não há até porque há uma imigração que vem para trabalhar e são excelentes e tendo alguns passado por dificuldades são melhores trabalhadores que os portugueses e é com eles que os jovens sem qualificações tem que concorrer, e tambem a nivel de habitação claro.
É trabalhar para viver em vez de viver para trabalhar.
Mas sinto q muitos podem tomar determinadas atitudes pq têm ajudas, ainda bem, acho.
Quero é q o UBI venha…..
Mas é que é tão verdade 🙁 eu tenho 30 anos, e o meu trabalho é uma prisão, eu nem consigo ter horários compatíveis com o meu irmão.. quanto mais pensar em algo mais..