
8 de Outubro de 1998.
24 anos da atribuição do primeiro Prémio Nobel a Portugal, no campo da literatura, pelas mãos de José Saramago.
(…)O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida não sabia ler nem escrever. As quatro da madrugada, quando a promessa de um novo dia ainda vinha em terras de França, levantava-se da enxerga e saía para o campo, levando ao pasto a meia dúzia de porcas de cuja fertilidade se alimentavam ele e a mulher. Viviam desta escassez os meus avós maternos (…).
11 comments
Rei!
E era comuna!
O último capitulo do Memorial do Convento ainda são as paginas mais fortes que já li até hoje
Grande homem e grande escritor.
Pena ser comuna
era assim tão importante? juro que não percebi a avaliação subjetiva em os escritos dele terem valor não cumprindo a pontuação e parágrafos…..
quando a professora basicamente disse que tinha que “desenrascar” a pontuação de acordo com o contexto…
nao faz sentido. temos língua portuguesa como disciplina para melhorar construção frásica, interpretação de textos e etc.. e dps aparece este marmanjo que escreve… mal.
se alguém aleatório aparecesse a escrever assim, era logo ignorado.
acho que esse Saramago apanhou um riquinho qql que lhe deu um boost no PR e marketing.
overrated
Admiro profundamente a obra e o intelecto.
Custa-me mais admirar o homem.
Li os cadernos de Lanzarote e fiquei com uma espinha atravessada.
Transparece uma personalidade absolutamente caracterial e egocêntrica.
Mas suponho que ser adulado de forma sistemática acaba por nublar a vista.
“Intelectual de Abril” foi a cena mais Comuna que li este ano e já vamos em Outubro
Prepotente e arrogante.
Tanto com escritor bom em Portugal e este é que ganhou… foda-se
Este senhor era realmente um génio.
A obra dele é fantástica e apesar da escrita dele conter uma densidade de ideias que ultrapassa a subserviência à narrativa, ele fá-lo de uma forma extraordinariamente leve e bonita.
Foi um homem de inúmeras profissões e um autodidata.
Num mundo de panquecas moles, muita gente confunde a sua confiança e o seu carácter reto com arrogância.
Quanto a ser comunista, acabou por ser um produto do seu tempo. Infelizmente, nenhum homem é perfeito.