
Ando há dias a tentar perceber o que se passa com o novo estatuto e de que forma vem beneficiar este aumento contributivo à Segurança Social. Algo que me mete alguma confusão é o facto de, para além dos 25,2 % que pagamos do nosso lado à SS, quem beneficia do nosso trabalho terá também de pagar 5,1% extra.
Aconselho a ler este artigo publicado na página da Ordem dos Contabilistas Certificados: [https://www.occ.pt/pt/noticias/o-novo-regime-de-seguranca-social-para-os-profissionais-da-cultura/](https://www.occ.pt/pt/noticias/o-novo-regime-de-seguranca-social-para-os-profissionais-da-cultura/)
5 comments
Não percebo porque é que os arqueólogos não estão abrangidos pelo estatuto.
Eu recomendo começarem a questionar as intenções do estado, é que os impostos não ajudam quase ninguém mas prejudicam nos a todos.
O grande benefício é o acesso a um subsídio de desemprego para artistas. É muito comum os artistas terem períodos sem nenhum trabalho e assim ficam mais salvaguardados.
Quanto à contribuição das entidades empregadoras, o meu entendimento é que vão ter de pagar sempre, mesmo que o trabalhador não tenha estatuto de profissional da cultura.
Tenho colegas que mandaram pastar esse novo estatuto e não se inscreveram. Até porque é mais burocrático e prestam o seu serviço para fora de PT logo nenhuma empresa lá fora vai pagar o que quer que seja para a nossa SS.
Um deles disse inclusive que o novo formato de recibos verdes para quem está inscrito nesse regime é diferente do regime normal e que ao emitir uma factura bo portal das finanças, nem consegue escolher o regime de IVA de autoliquidacao (quem passa facturas para estados membros vai saber do que falo).
No geral disseram que este regime não lhes vale a pena.
Faço parte de uma associação em que temos um professor de música a recibos, quer dizer que vamos ter que começar a pagar esses 5,1% a mais para a Segurança Social?