Assembleia da República aprova recomendação para rever financiamento e regime jurídico do Ensino Superior – Observador

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  1. Seria preciso uma herculana ginástica mental para compatibilizar os interesses dos financiadores da Iniciativa Liberal com as justas exigências e reivindicações dos estudantes do Ensino Superior.

    No passado dia 24 de Março, data comemorativa do Dia do Estudante foram milhares, vindos de todo o país, que se manifestaram nas ruas de Lisboa, em direcção à Assembleia da República e levando consigo as principais reivindicações dos estudantes portugueses: Acção Social / Gratuitidade / Alojamento. Só o reforço da Acção Social Escolar, o investimento nas Instituições do Ensino Superior, o fim da Proprina, das taxas e emolumentos e o cumprimento do PNAEES satisfazem os interesses dos jovens portugueses em matéria de Ensino Superior.

    Na AR, a maioria absoluta do PS chumba propostas que visam concretizar estes mesmos desejos, enquanto a Ministra da Tecnologia, Ciência e Ensino Superior , Elvira Fortunato, defende que **”as propinas não devem baixar mais”** já que as Universidades **”precisam de mais dinheiro”** e 700 euros anuais **”não é assim tanto”.**

    A maioria absoluta do PS, em 2022, nada mais faz que a continuação de uma política de direita, iniciada no rescaldo do 25 de Abril de ’74, com a entrada da PGA, o sub-financiamento das Instituições de Ensino Superior, o fim da Lei da Autonomia das Universidades (e aprovação do actual RJIES, que se trata de um documento de cariz verdadeiramente antidemocrático, tendo retirado estudantes e pessoal não-docente dos governos das Universidades enquanto, paralelamente introduziu personalidades externas a essas mesmas Instituições e concentra poderes no cargo do Director) e a introdução da Propina, em 1992, pelo governo de Cavaco Silva.

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