
[https://ominho.pt/arranjar-uma-casa-em-braga-so-por-milagre-caritas-preve-aumento-do-numero-de-sem-abrigo-na-cidade/](https://ominho.pt/arranjar-uma-casa-em-braga-so-por-milagre-caritas-preve-aumento-do-numero-de-sem-abrigo-na-cidade/)
>Em Braga, desde janeiro de 2022 que os apartamentos partilhados da Cáritas Arqudiocesana de Braga albergam várias pessoas em situação de vulnerabilidade, existindo casos em que três pessoas que não se conhecem partilham o mesmo espaço.
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>Um desses casos é o de Marina, João e Francisco, que ficaram em situação vulnerável e não conseguem alugar casa, encontrando assim, com apoio desta associação, um canto para viver numa cidade onde as rendas estão cada vez mais caras, especialmente para quem vive sozinho.
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>**Em declarações à** [***Rádio Renascença***](https://rr.sapo.pt/noticia/pais/2022/10/07/arranjar-uma-casa-so-por-milagre-crise-pode-empurrar-cada-vez-mais-pessoas-para-as-ruas/302769/)**, João Fonseca, que trabalha como operário da construção civil, admite que o salário não chega para alugar um espaço em Braga, cidade onde até uma garagem já custa aquilo que um T2 custava há pouco mais de dois anos, daí ter recorrido ao apoio da Cáritas.**
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>**“As casas estão todas ocupadas com os estrangeiros. Nós, que andamos por aqui, não temos hipótese de arranjar uma casa. Só por milagre”, desabafou à reportagem da** ***Renascença*****.**
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>Marina, que coabita com João, passou à condição de sem abrigo há cerca de um ano e meio, em plena pandemia. É outra das utentes deste projeto da Cáritas, que teve início em janeiro deste ano e é focado para as pessoas sem abrigo.
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>Estela Portela, daquela associação, admite que esta resposta, embora não sendo a ideal, é a possível, sobretudo com a crise social que já vão sentindo, que se traduz “com a falta de resposta de habitação”, podendo, estima, aumentar o número de sem abrigo na cidade.
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>A responsável revela que várias pessoas ficaram sem casa por não conseguirem suportar o aumento mensal da renda ou porque simplesmente foram obrigados a sair, como é o caso de um senhor que habitava um apartamento há mais de 20 anos, mas o dono vendeu o prédio, deixando o morador a dormir na rua.
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>“Felizmente encontramos solução” para esse senhora, conta Estela Portela, psicóloga de profissão.
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>A Cáritas Arquidiocesana de Braga apresenta-se como “um serviço da Igreja, que atua na área geográfica da arquidiocese, para a promoção da ação social. Apoia na formação de agentes pastorais e na criação e acompanhamento de grupos sócio-caritativos nas comunidades locais”.
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>“Visa a assistência, a promoção da autonomia e o desenvolvimento de cada ser humano e luta por uma sociedade mais justa e fraterna, com a participação dos que são atingidos por qualquer forma de pobreza, exclusão social ou emergência, sem olhar a crenças, culturas, etnias ou origens”, lê-se no portal da Cáritas de Braga.
5 comments
Ter um emprego já nem é suficiente para pagar uma renda mesmo sem ser no Porto ou Lisboa. Um completo desastre a nível de habitação este País.
Bragil*
Infelizmente não é só em Braga que está acontecer isto. Na zona litoral do país onde se concentra maior parte das empresas este problema está a aumentar a um nível alucinante.
Agradeçam às medidas que os governantes tem tomado nos últimos e actuais mandatos.
Quando se abre as portas e não se verifica se há condições ou não para suportar, é isto que acontece.
Já pareço um disco riscado, mas a culpa disto tudo é a meu ver a utilização da habitação para uso comercial nomeadamente o tal negócio do alojamento local. A procura de casas por estrangeiros (imigrantes pobres/ricos/nómadas digitais,etc), o dinheiro não valer nada nos bancos e muita gente à conta da especulação comprar 1/2/3 casas para render o dinheiro. Podia estar aqui a enumerar um monte de opções para validar o problema que Portugal está atravessar.
Mas lembrem-se as “modas” são como as marés.
Outro problema e que toda a gente vê, é que a procura supera a oferta.
Aqui há várias opções a meu ver; limitar o alojamento local em zonas mais pobres(rurais e de baixa densidade) isto porque são locais onde vivem mariotariamente pessoas com menos rendimentos ao qual certamente vivem de SMN. Limitar ou taxar quem tenha 3 habitações para usufruto exclusivo familiar. Baixar o imposto de arrendamento a um nível insignificante ou isentar quem tenha só uma casa para arrendamento.
Colaborar e incentivar a nível de impostos os senhorios que vivem do arrendamento e que pretendem alugar as suas habitações. Com isto, a nível de impostos tributar de igual modo os estrangeiros que só querem aproveitar do sistema fiscal actual.
Mais outra, haver condenação a nível do trabalho e fiscalização para que não haja a exploração e abandono de imigrantes que tem acontecido.
O Costa diz que não há problema, manda-se vir mais um avião de BRs para Braga.
Como já foi bom viver em Braga… Infelizmente só consegui sair de casa dos pais e arranjar outra coisa em Braga há pouco tempo e no timing errado (nesta época de invasão de brasileiros) e arrendei pelo dobro do preço daquilo que há 10 anos conseguiria.