>Ao anunciar os seus planos para a presidência rotativa da França na União Europeia, o presidente Emmanuel Macron disse ser a favor de uma legislação sobre um salário mínimo para todas as nações da UE. No entanto, muitos desafios estão à frente nessa questão. Também hoje, uma filial da Starbucks se sindicalizou pela primeira vez nos seus 50 anos de história. Os funcionários de Nova York dizem que sentem que iniciaram uma revolução na empresa global de café.
Tenho curiosidade pra saber como isso seria implementado com tantas diferenças que existem entre os países.
Lá vêem os franceses fuder o esquema da exploração tuga… Querem acabar com a importação de escravos da hotelaria e da construção.
Segue a lógica de que a produção nos países do sul é para acabar. Os países do sul são para passar férias e servir quem para lá vai, não servem para criar valor. Isto é a visão da França para o futuro da Europa.
Neste ponto, os franceses já vem para cá ser servidos. E ainda ralham quando o serviço não é à maneira deles.
Uma questão que tive com esta proposta é um cenário onde a Europa força um SMN de 1200€ por exemplo (claro que não vai começar nem de perto neste valor). Como iria a nossa economia justificar um caixa de supermercado ganhar o mesmo que o que normalmente é o salário de entrada para um que sai da faculdade (isto varia muito com cada curso mas pronto).
Resposta sensata seria “bem vão ter de aumentar os valores do segundo claramente” mas isso não será um bocado otimista aqui para o tugão?
Bem. Seja lá o que seja, ao menos prendam o SMN à taxa de inflação. Se não é como fazer rien.
Seria interessante para criar competitividade dentro da UE, os maiores importadores e destino de exportações de países da UE costumam ser outros países da UE, no entanto existem muitos países que têm um rácio de salário minimo / salário mediano baixo para conseguirem manter no seu país processos produtivos assentes em baixos salários numa lógica de liderança pelos custos.
Fixar um intervalo de rácio salário minimo / salário mediano entre por exemplo 50% e 55% pelos vários países da UE ia aumentar a competitividade salarial.
Espero que seja avaliado com o custo de vida em Lisboa e não com o custo de vida do senhor António ali do monte
Acho muito dificil a Dinamarca e muitos outros aprovarem isto mas é esperar par ver.
Acho estranho ninguém ter mencionado o que isto iria fazer aos mercados laborais que não têm salário mínimo, como o caso da Escandinávia, que são os que melhor funcionam. Isto retiraria todo o poder aos sindicatos desses países, que funcionam bem.
Isto é populismo do mais puro, e representa uma Europa que impõe modelos centralistas que não funcionam sobre os que têm modelos melhores. França tem uma taxa de desemprego muito mais alta e uma taxa de crescimento económico/salarial mais baixa do que economia comparáveis, não são ninguém para andarem a propor legislação laboral.
Federação Europeia, LET’S GO
Acho que vai ser um salario mínimo inferior ao nosso e depois ninguém vai poder dizer que o SMN nos outros países é maior.
O salário mínimo só é positivo em nações cuja economia é frágil e está baseada em não obra barata.
Portugal é um exemplo disso.
Em nações ricas com economias crescentes e estáveis, o salário mínimo é muitas vezes usado como forma do patronato manter grande parte dos seus funcionários remetidos a uma base legal que lhes permite reduzir encargos.
Medidas como estas não passam de mais um passo para o autoritarismo europeu liderado por tipos como Macron que anda mais entretido em agradar a socialistas do que realmente tomar decisões sensatas.
Cada caso deveria ser um caso e nenhum país deveria ser forçado a toma medidas que não vão ser benéficas porque Macron e mais meia dúzia andam em campanhas permanentes.
É aasim, se for nivelado pelo Luxemburgo, ótimo, pela Romênia, é mau.
É o caminho natural para um bloco que queira ou não queira, pretende se tornar quase que um único país.
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>Ao anunciar os seus planos para a presidência rotativa da França na União Europeia, o presidente Emmanuel Macron disse ser a favor de uma legislação sobre um salário mínimo para todas as nações da UE. No entanto, muitos desafios estão à frente nessa questão. Também hoje, uma filial da Starbucks se sindicalizou pela primeira vez nos seus 50 anos de história. Os funcionários de Nova York dizem que sentem que iniciaram uma revolução na empresa global de café.
Tenho curiosidade pra saber como isso seria implementado com tantas diferenças que existem entre os países.
Lá vêem os franceses fuder o esquema da exploração tuga… Querem acabar com a importação de escravos da hotelaria e da construção.
Segue a lógica de que a produção nos países do sul é para acabar. Os países do sul são para passar férias e servir quem para lá vai, não servem para criar valor. Isto é a visão da França para o futuro da Europa.
Neste ponto, os franceses já vem para cá ser servidos. E ainda ralham quando o serviço não é à maneira deles.
Uma questão que tive com esta proposta é um cenário onde a Europa força um SMN de 1200€ por exemplo (claro que não vai começar nem de perto neste valor). Como iria a nossa economia justificar um caixa de supermercado ganhar o mesmo que o que normalmente é o salário de entrada para um que sai da faculdade (isto varia muito com cada curso mas pronto).
Resposta sensata seria “bem vão ter de aumentar os valores do segundo claramente” mas isso não será um bocado otimista aqui para o tugão?
Bem. Seja lá o que seja, ao menos prendam o SMN à taxa de inflação. Se não é como fazer rien.
Seria interessante para criar competitividade dentro da UE, os maiores importadores e destino de exportações de países da UE costumam ser outros países da UE, no entanto existem muitos países que têm um rácio de salário minimo / salário mediano baixo para conseguirem manter no seu país processos produtivos assentes em baixos salários numa lógica de liderança pelos custos.
Fixar um intervalo de rácio salário minimo / salário mediano entre por exemplo 50% e 55% pelos vários países da UE ia aumentar a competitividade salarial.
Espero que seja avaliado com o custo de vida em Lisboa e não com o custo de vida do senhor António ali do monte
Acho muito dificil a Dinamarca e muitos outros aprovarem isto mas é esperar par ver.
Acho estranho ninguém ter mencionado o que isto iria fazer aos mercados laborais que não têm salário mínimo, como o caso da Escandinávia, que são os que melhor funcionam. Isto retiraria todo o poder aos sindicatos desses países, que funcionam bem.
Isto é populismo do mais puro, e representa uma Europa que impõe modelos centralistas que não funcionam sobre os que têm modelos melhores. França tem uma taxa de desemprego muito mais alta e uma taxa de crescimento económico/salarial mais baixa do que economia comparáveis, não são ninguém para andarem a propor legislação laboral.
Federação Europeia, LET’S GO
Acho que vai ser um salario mínimo inferior ao nosso e depois ninguém vai poder dizer que o SMN nos outros países é maior.
O salário mínimo só é positivo em nações cuja economia é frágil e está baseada em não obra barata.
Portugal é um exemplo disso.
Em nações ricas com economias crescentes e estáveis, o salário mínimo é muitas vezes usado como forma do patronato manter grande parte dos seus funcionários remetidos a uma base legal que lhes permite reduzir encargos.
Medidas como estas não passam de mais um passo para o autoritarismo europeu liderado por tipos como Macron que anda mais entretido em agradar a socialistas do que realmente tomar decisões sensatas.
Cada caso deveria ser um caso e nenhum país deveria ser forçado a toma medidas que não vão ser benéficas porque Macron e mais meia dúzia andam em campanhas permanentes.
É aasim, se for nivelado pelo Luxemburgo, ótimo, pela Romênia, é mau.
É o caminho natural para um bloco que queira ou não queira, pretende se tornar quase que um único país.