
[https://www.publico.pt/2022/10/17/economia/noticia/nigeria-informa-galp-inundacoes-reduziram-producao-gas-2024398](https://www.publico.pt/2022/10/17/economia/noticia/nigeria-informa-galp-inundacoes-reduziram-producao-gas-2024398)
A Galp anunciou esta segunda-feira que a sua principal fornecedora de gás natural, e aquela de onde vem [o gás que abastece o mercado regulado](https://www.publico.pt/2022/09/01/economia/noticia/galamba-nigeria-insistir-cumprimento-contratos-gas-2019121) e a central eléctrica da Tapada do Outeiro, a Nigeria LNG, lhe comunicou disrupções na produção, devido às graves inundações que têm afectado o país nos últimos dias.
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Segundo um comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Galp diz ter recebido da Nigeria LNG (empresa controlada pelo Estado nigeriano) uma comunicação de “motivo de força maior” resultante das inundações no país, que são as piores da última década e já mataram mais de 600 pessoas.
Esta situação causou “uma redução substancial na produção e abastecimento de gás natural liquefeito”, refere a empresa ainda presidida por Andy Brown.
“Nesta fase não foi divulgada mais informação que permita avaliar os potenciais impactos deste acontecimento, que poderá, contudo, resultar em disrupções adicionais de aprovisionamento para a Galp”, reconhece a empresa.
A petrolífera refere ainda que lamenta o impacto humanitário das graves inundações da Nigéria e adianta que irá continuar a acompanhar a situação de perto e a “informar sobre qualquer desenvolvimento relevante”.
Na semana passada, o ministro do Ambiente confirmou que, entre o final do ano passado e este ano, a Nigéria falhou o envio de quatro cargas para o mercado português, mas mostrou-se confiante que o país iria conseguir receber pelo menos mais 11, como noticiou o *Jornal de Negócios*.
Uma possibilidade que agora fica em aberto, tendo em consideração a situação de emergência em que se encontra o país africano.
São os contratos da Galp com a Nigeria LNG, assinados entre o final da década de 90 e o começo da década de 2000, que abastecem o mercado regulado, que neste momento tem cerca de 300 mil clientes, mas para os quais pode mudar mais de um milhão, para escapar aos aumentos de preços do mercado liberalizado.
As quebras dos envios nigerianos já no ano passado justificaram mesmo a ida do secretário de Estado da Energia ao país, em Setembro, para insistir num cumprimento dos contratos entre a Nigeria LNG e a Galp.
2 comments
É uma questão de impedir a transição do mercado livre para o regulado e deixar os mercados funcionarem.
Peta, entretanto o governo diz que não há problema algum..