‘Sexo, mentiras e vídeo’ – prostituta e advogado acusados em caso para destruir juiz

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  1. Ana Loureiro e o advogado Gameiro Fernandes são acusados por difamação do juiz Joaquim Manuel Silva

    Ana Loureiro, ativista pela legalização da prostituição, chocou o país em direto pelas televisões, quando, na Assembleia da República, afirmou ter como cliente um juiz que, em pleno ato sexual, se satisfazia a ver vídeos com declarações de crianças vítimas de abusos. Dias depois, em julho de 2020, denunciou ao Ministério Público Joaquim Manuel Silva, juiz do tribunal de Família e Menores de Mafra, que até hoje é investigado, alvo de processos disciplinares e foi afastado de funções por baixa médica. Viu a reputação arrasada, a carreira destruída, mas estará, afinal, inocente.

    Terá sido vítima de uma armadilha – numa guerra de ideais, com posições extremadas, sobre regulação dos poderes parentais. E foram agora acusados, por difamação, Ana Loureiro e o advogado Gameiro Fernandes, num despacho a que a CNN Portugal/TVI teve acesso.

    Joaquim Manuel Silva sempre foi um defensor da residência alternada, em que as crianças vivem em guarda partilhada com a mãe e com o pai, quando possível. Era este o sentido das decisões do juiz em Mafra – e tem posições públicas assumidas sobre isso. De resto, contava ir à Assembleia da República defender que a residência alternada passasse a ser a regra. Tinha audiência marcada para dias depois de ter sido denunciado por Ana Loureiro – e já não foi por causa disso. Seria esse o objetivo, conseguido, de quem traçou o plano.

    O Ministério Público não deu como suficientemente indiciado que por trás da armadilha tenha estado o advogado Gameiro Fernandes, assumido defensor em vários processos de que a guarda das crianças deve ser da mãe. Mas deu conta do histórico de conflitualidade entre o advogado e o juiz – acabando também por acusar o primeiro por difamação, uma vez que trocou mensagens com a namorada do magistrado, afirmando que este último era viciado em cocaína e subornado por pais que beneficiava nas decisões judiciais.

    Quanto a Ana Loureiro, o seu propósito terá sido de desacreditar o juiz perante a magistratura, a classe política e a opinião pública. Destruindo-lhe a carreira. Estas conclusões constam de dois processos-crime: no principal, em que a Polícia Judiciária foi chamada a investigar se era verdade o que alegava Ana Loureiro; e num segundo, por difamação, que o juiz moveu contra a prostituta que o acusou. Foi no âmbito deste último que nos últimos dias saiu uma acusação.

    A peça-chave, que ajudou a desmontar a trama, é outra mulher, amiga que trabalhava com Ana Loureiro, e que esta deu como testemunha de que o juiz Joaquim Manuel Silva era cliente da casa. Só que a mulher arrependeu-se, acabou por recusar fazer parte do esquema – e ela própria, com o atual marido, procuraram o magistrado para lhe contarem toda a verdade, de que se tratara de uma armadilha.

    De resto, o casal prestou declarações à Polícia Judiciária a descrever tudo o que sabiam do esquema. E o mesmo fizeram, no processo de difamação movido pela vítima, perante o juiz Carlos Alexandre. Ao que a CNN apurou, este magistrado decretou uma medida de arresto provisório da casa de Ana Loureiro, para que, caso venha a ser condenada por difamação a Joaquim Manuel Silva, o produto da venda da casa sirva indemnizar o juiz.

    Entre outros motivos, Ana Loureiro terá também agido por vingança – uma vez que Joaquim Manuel Silva, em tempos, tomou uma decisão judicial contra os pais da ativista pela legalização da prostituição.

  2. Essa Ana Loureiro anda aí há uma série de anos a fazer-se passar por paladina da moral, acérrima defensora dos direitos humanos e da dignidade na prostituição lol… afinal é um lixo como os outros.

    Seja um abre olhos… nunca confiar na palavra de quem quer que ande em negócios ilícitos, por muito boazinhas e vítimas da sociedade que estes pessoas aparentem ser lol… no fundo, no fundo a maioria tem sempre a escola da rua lol

  3. os media ainda n aprenderam a fazer qlq tipo de filtragem das pessoas a quem dão tempo de antena.

    agora quero ver é quem repõe a honra e dignidade deste homem.

  4. Por alguma razão que me transcende, esta senhora aparece-me muitas vezes no Twitter.
    Gostava de perceber como funciona o algoritmo, quando me são sugeridas as personagens mais mirabolantes de sempre.

  5. Não obstante dos factos e das alegações uma das coisas que mais me irrita é o facto dela não estar a lutar pela legalização da prostituição mas sim pela despenalização do lenocínio.

    Independentemente da posição que uma pessoa tenha em relação a um ou ambos os tópicos acho que são duas coisas muito distintas e acho que ela (que não parece ser burra nenhuma) revela alguma desonestidade intelectual para manipular a opinião pública uma vez que é muito mais fácil simpatizar com prostitutas que querem trabalhar em segurança do que com chulos.

    Essa desonestidade que ela consistentemente manteve desde que comecei a ouvir falar nela (acho que a primeira vez foi numa entrevista no maluco beleza ou algo do género, já não me lembro ao certo) faz-me ficar renitente em relação à fiabilidade do que ela diz.

  6. Engraçado que já arrestaram preventivamente uma casa a essa senhora para pagar uma eventual indemnização ao juiz no futuro.

    A justiça em Portugal vai funcionando, principalmente quando existe vontade de aplicar a lei, só é pena que tenha de ser um juiz a ser “tramado” para os colegas o protegerem, se a lei fosse aplicada para o cidadão comum de igual forma, talvez o país estivesse melhor.

    Isto é quase como um assalto a uma residência, se for a casa do zé manel não se passa nada, se forem a casa de um juiz é ver a PJ lá no dia seguinte a dar caça aos ladrões.

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