Tanto para nós como para o governo, menos para as empresas a quem pertence a concessão. E é de longe a forma mais cara e ineficiente de viajar entre cidades. E digo isto como condutor. É surreal como é que ninguém questionou isto até agora e só se fala em fazer mais auto estradas como por exemplo no [Porto onde querem fazer mais uma.](https://www.jn.pt/local/noticias/porto/porto/municipios-projetam-nova-via-que-tira-30-mil-carros-da-vci-15029562.html) Desde já peço desculpa pelo post longo, TLDR no final.

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**Capacidade:**

A A28 entre Perafita e Freixieiro é de 2 vias de transito em cada sentido e tem um tráfego médio diário a rondar os 65 mil veículos. Esta zona da A28 ainda não é congestionada, na maior parte dos dias, e provavelmente ainda conseguia levar mais alguns carros, mas vamos ficar com os 65 mil carros por dia ([fonte](https://www.imt-ip.pt/sites/IMTT/Portugues/InfraestruturasRodoviarias/RedeRodoviaria/Relatrios/Relat%C3%B3rio%20de%20Tr%C3%A1fego%20-%204%C2%BA%20Trimestre%20de%202017.pdf)).

A A11, que liga Esposende à A4 a passar em Barcelos, Braga e Guimarães, tem exatamente o mesmo perfil desta auto estrada e tem um tráfego médio diário de 10 mil veículos. O traçado Barcelos – Braga está exatamente na média dos 10 mil mas há sublanços com menos utilização ainda.

Fazendo uma extrapolação simples em que se uma autoestrada com 4 vias de transito leva 65k carros diários, e isto não são valores teóricos, são valores reais vindos de contadores no piso, dá 16 250 por via de transito. Isto significa que a Auto Estrada A11 Barcelos – Braga podia ser substituída por uma nacional com apenas 2 vias de transito e ainda assim ter mais do tripo da capacidade que ia ser usada. E este nem é o sublanço com menos utilização.

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**Manutenção:**

Há zonas da A28 que ainda nem 24 anos têm e já foram repavimentadas totalmente 2 vezes. A A11 está agora a ser repavimentada totalmente em algumas zonas 16 anos depois de ser construida, mesmo a operar a 1/6 da capacidade.

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**Custo:**

Para as usar tem de se comprar carro, combustível e ainda portagens. As portagens na A11 no lanço Barcelos – Braga estão a 1,5€. 1 Fucking Euro e meio por 13km, 6 minutos de auto estrada. São 66€ por mês só em portagens para quem escolher usar todos os dias para ir trabalhar. A juntar a isto combustível, carro, manutenção do carro e seguro.

Li no público que a A11 custou 60 milhões em 2005 só entre Braga e Barcelos. A fonte não é muito clara se é só até ao No de Barcelos (Cidade) mesmo ou ao Nó de Vila Seca que é uma freguesia do mesmo Município mas mais à frente. Mas na melhor das hipóteses a AE aqui ficou a quase 3M por Km, e na pior das hipóteses por 4.6M, Euros de 2005, ajustado para a inflação o valor é bem mais superior.

Se em vez da A11 tivessem construido uma Estrada Nacional/Via rápida/IP com um traçado em condições chegava e sobrava. Se mais tarde justificasse podiam sempre duplicar a via ao lado e tornar em AE. Esposende – Barcelos podia ser IP só com 2 vias, e Barcelos – Braga já era AE com 4 se assim se justificasse. Fazer como faziam e fazem nos caminhos de ferro. Primeiro uma via, depois se justificar duplicar ou quadruplicar as vias como em alguns casos.

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**Para Finalizar**

A A11 entre Barcelos e Braga foi construida para tirar tráfego da congestionada N103, só que tão caras que são as portagens, a utilização da A11, mesmo 16 anos depois de estar concluída, continua a ser patética. A N103 está hoje ainda mais congestionada do que estava em 2005 e continuam a haver imensos acidentes. A N103 entre Barcelos e Braga tenta ser uma estrada e uma rua residencial ao mesmo tempo, e não faz nenhuma das coisas bem.

Na linha do Minho, que também passa em Barcelos, desde que trocaram as travessas de madeira por outras de betão, que eu já não me lembro disso ter acontecido sequer, nunca mais houveram remodelações profundas a não ser adicionarem catenária para a eletrificação. Os carris e travessas têm provavelmente +20 anos sem serem mudados. Comparado com os 10 a 12 anos para repavimentarem uma auto estrada bem utilizada. E a linha do Minho está a operar perto do limite da capacidade, não é que esteja às moscas. Com muitos comboios de carga que supostamente degradam a via mais rápido.

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**Moral da História:**

Alguém que coloque senso nos presidentes das Camaras da AM Porto, que [querem construir ainda mais AE](https://www.jn.pt/local/noticias/porto/porto/municipios-projetam-nova-via-que-tira-30-mil-carros-da-vci-15029562.html). Não construam mais AE, construam mais caminhos de ferro. Foda-se deixem de ser tansos , não podem dizer que não têm dados para tomar melhores decisões.

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**TLDR:** Não precisamos de mais Auto Estradas, por favor advoguem para que se construam caminhos de ferro em vez de auto estradas. Um simples Elétrico, Metro Ligeiro, Metro Pesado, Comboio, whatever, qualquer coisa em cima de carris é mais eficiente e mais barato que qualquer borracha em cima de asfalto.

38 comments
  1. Já foi dito várias vezes por aqui, e merece ser repetido: arranjem transportes públicos decentes, e a maioria das pessoas larga o carro. Mas têm mesmo de ser decentes, e não esta palhaçada que temos actualmente

  2. Por 60 Milhões, divido 3 Milhões pelas 5 pessoas que vão tomar a decisão do projeto, arranjo meia dúzia de ajudas com apresentação de fatura, até podem ser obras lá em casa, passa é no contribuinte cá da malta, para dar incentivos a alguns amigos. E no final de contas o TLDR passa rapidamente para:

    >Autoestradas estão equivalentes à água em termos de necessidades individuais.

  3. Se quisermos ser diretos o problema está é no facto de ainda existir tantas pessoas a fazerem deslocações laborais completamente desnecessárias.

    Até gostava que se fizesse um estudo da percentagem de trabalhos de escritório presenciais. Trabalhos esses que podiam ser feitos em casa ou em espaços de cowork próximos da área de residência e que retirava muito trânsito.

    Isso e associando transportes e outras coisas se calhar amenizava o trânsito em geral para quem tem efetivamente de o fazer.

    No porto em especifico há 2 problemas na VCI: o trânsito ter de passar todo por lá para ir para a A3 e pior para a A 28 porque tem de sair da AE para uma saída urbana mal amanhada em Matosinhos para depois voltar a ter uma AE.

    Pois são dois pontos de alto fluxo que passam de 4 faixas para 2 ou 1 Pra depois uns metros à frente voltar a 4.

    Mas dado que no nó do Bessa se está a construir escritórios quase em cima duvido que alguém preveja melhorar esses acessos.

  4. Quanto ao que dizes da capacidade:

    A capacidade e a “sobra” da mesma não se mede pelo TMDA (tráfego médio diário anual) mas pelo tráfego em hora de ponta (hora mais carregada de um dia médio). Olhar diretamente a TMDAs não dá o enquadramento completo e necessário. Dito isto, como é óbvio uma diferença tão grande em TMDA’s terá a si associada uma diferença expressiva no tráfego em hora de ponta.

    Dito isto, há muitos outros fatores a influenciar a capacidade e o nível de serviço, nomeadamente a existência de separador central, a geometria da via, etc. etc. O tipo de circulação numa nacional de duas vias em nada é comparável à de uma autoestrada com separador central. A complicação associada a movimentos de ultrapassagem é muito maior em nacional de duas vias do que numa AE 2×2 (com separador). Mesmo as metodologias de análise de nível de serviço são completamente diferentes dadas as diferenças nas condições de circulação. Também não podes ter velocidades tão elevadas sem separador central e faixa de ultrapassagem, isso é um convite a dispararem as mortes por acidente rodoviário. Numa nacional basta teres um pesado em zonas onde é complicado ultrapassar e lá se vai a questão da capacidade porque ele entope tudo para trás dele, mesmo que a capacidade teórica seja de 1800 veíc/h. Se falarmos de uma nacional de 2 vias **por sentido** as coisas já são mais comparáveis. Mas aí nada se perde em manter o separador central que só dá mais segurança.

    Tudo isto para dizer que não são, de todo, coisas equivalentes ou substituíveis. De resto, nada a dizer quanto ao teu post.

  5. A N103 é congestionada onde? 😂 Só se for nos semáforos de Cabreiros.

    Ah e para completar, o que peca na A11 são as portagens caras porque de resto ela está muito bem uma vez que serve de forma rápida uma travessia de Esposende a Guimarães.

  6. Não. O País não precisa de mais ferrovia. Estourar dinheiro em acessibilidades não resolve problema estrutural nenhum do País. É dinheiro mandado fora.

  7. > TLDR: Não precisamos de mais Auto Estradas

    Experimenta viver numa das duas capitais de distrito que nem AE tem.

  8. Fiz umas contas parecidas para a CREP na zona de Canedo a Espinho aqui a uns anos, mas depois parei porque me lembrei que foi aprovada uma lei que diz que basicamente se uma entidade te entende ou te acusa de atos de terrorismo estás fodido e não tens grande escapatória, por isso decidi deixar de tentar chegar com a minha opinião a sítios. Acho que é mais mentalizarmo-nos que 80% da população é roubada, só que gosta e nao somos nós que vamos fazer a diferença porque quer queiramos quer não o sistema já está tao enraizado pra nos foder que quem parece maluquinho por reclamar somos nós. Nós nunca saímos de uma ditadura, aliás melhor, façam uma lista de quais as auto estradas que não se pagam para circular e a altura em que foram construídas, se calhar chegam a uma conclusão interessante sobre um certo ditador que mandaram abaixo.

  9. Auto estradas em Portugal são um autêntico roubo e devíamos era passar todos os pórticos e coisas do género a ferro.

    Precisamos de mais auto estradas onde não há, mas não pode ser com estas concessões de merda. Mas obviamente a prioridade deve ser o caminho de ferro, isso sim
    As auto estradas são boas, mas o preço é irrisório. Fica muito mais barato passar um fim de semana numa qualquer capital da Europa ocidental do que um fim de semana num hotel rural no interior, indo de carro. Se fores de autocarro ou pela nacional facilmente demoras 2h a mais, dependendo de onde partes e para onde vais. Comboio nem meto na questão porque há demasiados sítios que nem o têm.
    Se não tivesse de pagar 15 paus para fazer meia dúzia de km de auto estrada, com certeza passeava bastante mais por Portugal. Já nem reclamo da gasolina.

  10. O ideal é aproveitar as que já há também. É de uma ineficiência sem igual mas já que a infraestrutura existe, deve ser considerada para um plano eficiente. O objetivo é levar as pessoas de um lado para o outro com menos custos, energia e consequentes emissoes. Há várias formas de o fazer. O transporte individual não deve ser colocado de parte. Também é eficaz em certas ocasiões. Não entre cidades, nem dentro das maiores cidades. Mas nas cidades mais pequenas onde não há serviços de transportes coletivos em condições, vai ser um desafio sério de resolver

  11. É uma burla enorme sim senhor, basta multiplicar esse euro e meio por 65mil e ver quanto ganham diariamente. A máfia do transporte individual não é acaba nas gasolineiras

  12. Estavas tão bem e depois acabas com a parvoice dos caminhos de ferro. Eu sou a favor de caminhos de ferro, mas é impossivel ter a mesma flexibilidade que tens com AE.

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    Tem é que haver uma boa interligação entre ambas, não é uma substituir a outra.

    Quanto ao ser mais barato, não são porque a utilização de ambas é muito distinta, com quantidades de pessoas muito muito muito distintas e com custos bem diferentes.

  13. Estou completamente de acordo em relação às AEs (e nunca percebi o OK para a construção dessa A11 quando há variantes em Barcelos que seriam muito mais úteis e estão há 20 anos para serem terminadas) mas acho que estás a minimizar um bocado a intervenção na Linha do Minho. A linha levou com uma remodelação das mais profundas que podia levar onde e só foi pena (se bem que acho que é porque vai haver linha nova Vigo-Porto) não ter sido duplicada. Só a alteração da sinalização foi passar a linha do século XIX para o século XXI onde o chefe de estação não tem de ligar para a estação seguinte para dar o OK ao comboio para seguir! E a linha não está a operar perto do limite de capacidade. Aliás a capacidade do transporte de mercadorias foi TRIPLICADA com estas obras que houve. E curiosamente, ainda agora na Linha de Cascais quando trocaram de carris em certas zonas quem pagou a fatura foram…os rodados dos comboios que se desgastaram mais rápido do que o previsto e causaram algumas surpressões.

    Claro que a coisa peca é por outras coisas. Barcelos não estar inserida nos serviços urbanos do Porto (não há material suficiente para isso), estações sem o comprimentos necessário para um IC com mais carruagens, passagens de nível por suprimir… E nem vamos falar na questão de o Celta continuar a ser feito por comboios não elétricos por burocraciazinhas de tensões da catenária… Tudo problemas que se resolviam facilmente com os trocos poupados de tanta AE magalómana que por aí há.

  14. u/joaobita, bemvindo ao /r/fuckcars

    Só para completar o teu discurso: existe um fenómeno em que quando aumentas o número de faixas de uma zona, o transito mantêm-se igual devido a que mais pessoas passam a usar e aumenta o caos possível nas trocas de faixa.

    ​

    Há imenso tempo que nós (Portugal e Espanha) deveríamos cagar para o orgulho que temos na bitola ibérica, e montar uma rede de comboios a ligar ao resto da Europa.

    Já viram quanto tempo demora a fazer por exemplo Berlim->Munich (586km) apenas 4h de transportes públicos

  15. Que precisamos de transportes públicos melhores concordo, que a maioria do pessoal irá deixar o conforto do carro por isso acho uma expectativa irrealista. Vês isso por exemplo no caso da opção dos carros elétricos, que compensa para muita gente, mas que não mudam por causa daquela única vez do ano que um carregamento não chega para a viagem de férias. Nunca ninguém quer diminuir o seu nível de conforto, a menos que não tenham opção.

  16. epá isto até deu gostinho de ler porque o OP sabe a diferença entre via de trânsito e faixa de rodagem, cimavoto só por isso.. é que nem sou do norte nem nunca meti os pés (ou as rodas) nessas estradas

    mas sim crlh, mais ferro e menos alcatrão

  17. Eu acho bizarro a nossa situação das auto-estradas. Somos um país pequeno e cheio de infraestrutura, mas mesmo assim totalmente desconectado apenas devido à existência de portagens ao estilo medieval. A principal razão da criação de vias de comunicação é a conectividade que proporciona e com isso a criação indirecta de riqueza.
    Tendo como comparação a vizinha Espanha, é como ir a um outro planeta quando se conduz pelo país a dentro. Podem dizer que as nossas auto-estradas são de melhor qualidade e mais seguras, mas apenas consigo ver isso como um outro troféu como o da maior feijoada do mundo.

  18. Vai falar um cidadão que não é um obcecado por Lisboas e Portos. Ir para o meu trabalho por auto estrada é o mais eficiente embora possa não ser o mais barato portanto, fala por ti e não fales pelos outros!!

    A minha casa fica a 2-3 minutos da entrada da auto estrada. E o meu emprego fica a 30 segundos da saída da auto estrada. O percurso por auto estrada demora 20 a 25 minutos no máximo se for com calma…

    Por nacionais demoro 40 minutos no mínimo.
    Estamos a falar de A23 e um pedaço muito pequeno da A25. Preço: 0,85€ + 0,70€ + 0,45€.

  19. Esta semana fui ver sobre ir de comboio para o trabalho.

    Vou morar para perto de uma estação e fui a ver a estação da cidade de destino é relativamente perto do trabalho.

    Fiquei contente até ir ver os horários… O primeiro autocarro chega às 6:40 e o segundo chega depois das 10.

    Ora bolas, lá se vai a ideia.

  20. Como entusiasta da condução, sinto-me quase que no dever de apoiar mais e melhores transportes públicos.

    É que a maioria não entende que ***a maioria das pessoas conduz por necessidade, não por gosto.*** Se todas estas pessoas andassem de transportes ficava tudo mais fácil para nós que gostamos de conduzir. E mais fácil para todos pra ser sincero.

  21. > TLDR: Não precisamos de mais Auto Estradas, por favor advoguem para que se construam caminhos de ferro em vez de auto estradas.

    Não, do que nós **não** precisamos é de mais autoestradas redudantes. Quando tens capitais de distrito como Beja ou Portalegre sem ligação por autoestrada, quando tens equipamentos logísticos e de transporte à escala nacional como o porto de Sines ou o aeroporto de Beja sem ligação por autoestrada, ou quando tens cidades de grande dimensão e com muito tráfego a ligá-las como Coimbra e Viseu ou com potencial para tal como [Coimbra e a Cova da Beira](https://www.google.pt/maps/dir/Coimbra/Fund%C3%A3o/@39.8635401,-8.199812,109827m/data=!3m1!1e3!4m14!4m13!1m5!1m1!1s0xd22f9144aacd16d:0x634564477b42a6b9!2m2!1d-8.4102573!2d40.2033145!1m5!1m1!1s0xd3d3c247383d5f5:0x796b292c6526a8b0!2m2!1d-7.5010773!2d40.137963!3e0)* sem autoestrada, parece-me inegável que ainda há investimentos a fazer neste campo.

    As linhas de caminhos de ferro não são substituto directo das estradas porque estão muito longe de ter o mesmo alcance e versatilidade. É impossível permitirem um acesso porta a porta ou sequer vila a vila como as estradas permitem. Além de que precisas de um número de passageiros elevado por cada viagem para tornar as viagens de comboio economicamente viáveis.

    Isto não invalida que não valha a pena investir em ligações por caminho de ferro, mas tal só se justifica em ligações de elevado tráfego e onde à partida novas autoestradas seriam redundantes.

    *Edit: E com mais 50 km chegava à fronteira em Monfortinho. Há dois dias foi anunciado que Espanha vai terminar a ligação da autoestrada que liga Navalmoral de la Mata e Plasencia à fronteira portuguesa em Monfortinho. O que permitia ter ligação directa por autoestrada entre o Centro de Portugal e Madrid. Do lado de Espanha já vão ficar as autoestradas todas feitas.

  22. OP constrói caminhos de Ferro todo pimpão e CP contrata mais maquinistas, mais carruagens, mais meios operacionais.

    Depois:

    1) Maquinistas da CP entram em greve, vai tudo de carro.

    2) Greve geral, vai tudo de carro.

    3) Comboios atrasam. Vai tudo de carro.

    4) Comboios Cheios. Vai tudo de carro.

    5) Acomodação dos passageiros que chegam via automóvel não é tida em conta e é bastante caro estacionar o carro na estação. Vai tudo de carro.

    6) Maquinistas entram em greve porque dá jeito numa sexta feira. Vai tudo de carro.

    7) STCP entra em Greve deixando os utentes do comboio sem transporte público. Vai tudo de carro.

    8) Os STCP fizeram greve? Então também vamos fazer. Vai tudo de carro.

    9) Está a chover? Vamos meter estas paragens de autocarro que nem sequer protegem da chuva. Vai tudo de carro.

    10) Reduzem o preço dos passes sem acautelarem o aumento de meios operacionais e fluxo de passageiros causando atrasos. Vai tudo de carro.

    11) Ai queres ir de uma ponta a outra da cidade? Para isso tens de apanhar 1 comboio e 4 autocarros e demora 3 horas. Vai tudo de carro.

    12) Queres levar o teu filho contigo numa viagem simples para incentivar o uso dos transportes públicos? Paga lá €7 pelas viagens ida e volta Z2 e pelos cartões com prazo de validade. E não te esqueças de pagar pelo estacionamento do veículo. Se fosses de carro ficava mais barato…

    Depois o OP chega à conclusão que continua com um mau serviço e sem sem resolver o problema dos congestionamentos…

    O ideal é corrigirem (e depressa) os erros existentes dos transportes públicos (como por exemplo DEIXAREM de trocar paragens de autocarro sem acomodação para os tempos de chuva) ou acomodação gratuita para quem chega de carro nas estações de comboio periférica mediante a compra do passe/bilhete da CP!!

    Para além disso também precisamos que retirem o raio dos radares a 80km/h!!! Quem vai na VCI repara que desde Setembro quando meteram os novos radares que o transito aumentou em locais onde antes não existia transito o que não faz sentido!!!

    O veículo particular e os transportes públicos não podem ser pensados como sendo mutuamente exclusivos. Devem ser pensados de forma complementar. E neste momento existe um grave problema nos transportes públicos que deve ser colmatado e não é ao estender as linhas que vais corrigir a situação, aliás agravas o problema porque aumentas o volume de passageiros no destino!

    Para além disso as pessoas não são assim tão descabidas que precisam de ter sempre alguém a informar das vantagens dos transportes públicos. Se usam o carro é porque os transportes públicos pura e simplesmente NÃO lhes servem. Basta ver que em dias de chuva por alguma razão o transito automóvel aumenta consideravelmente…

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