Conversa da carochinha. Como dizem os liberais, é o mercado a funcionar. Não há procura, então, melhorem a oferta.
Se subirem os salários a malta vai trabalhar. Farto desta conversa de merda.
Ainda não pararam de fazer choradinho? Vergonha alheia deste patronato.
A meteorologia indica que a melhor forma de combater esta tempestade é pagar mais…
>Desde logo, lembra, porque se os baixos salários são “um problema interno do país
mas há alguma lei que os impeça de pagarem melhores salários?
Todos quanto trabalharam neste sector sabem muito bem porquê. O artigo foca-se de mais nos salários e menos noutras circunstâncias que fazem desta área (alegadamente crucial para o país e seu projecto de servilismo como forma de sustento) uma das mais difíceis de aguentar para os profissionais.
A Hotelaria desenvolveu-se com a certeza e convicção de que o abuso sobre os trabalhadores é um direito adquirido. É algo de que se espera deles e os mesmos devem assumir que a vida é mesmo assim.
Nos últimos anos tem havido um absoluto desprezo pelas convenções laborais ao ponto de muitas unidades contratarem pessoas para todas as áreas sob o regime laboral comum fugindo o mais possível às suas responsabilidades financeiras.
Estas áreas exigem à partida enorme disponibilidade horária. São turnos a todas as horas. São folgas perdidas. São folgas e horários alterados. São períodos de caos e incerteza total.
Para agravar a situação as empresas funcionam quase sempre nos regimes mínimos. Nunca há staff que chegue. Se um ficar doente ou tiver de ficar em isolamento os outros ficam sem folgas até estar resolvido.
Feriados, férias, dias especiais? Boa sorte com isso.
Se mais não chegasse, em certas áreas como refere o artigo, querem que se fale Inglês e se possível mais línguas. Isso até é normal se não quisessem também que os profissionais sejam polivalentes e dominem informática como técnicas de manutenção de ar condicionado.
A recompensa por toda esta disponibilidade de tempo que entrega a vida individual toda a empresas que usam funcionários como material descartável? Salários quase mínimos.
Passei os olhos pela tabela salarial para Hotelaria da região Norte o outro dia e vi que o salário base para um recepcionista DE PRIMEIRA em hotéis de 4* é 680€ ou qualquer coisa assim. Ou seja, o salário mínimo subindo vai forçar a subida desta absoluta miséria.
A este salário, normalmente, somam-se subsídios de caixa, de língua e de horas nocturnas. Não irei surpreender ninguém dizendo que as empresas que cumprem isso são uma minoria. À excepção das horas nocturnas, podem esquecer tudo o resto.
Quando trabalhei nestas funções específicas tinha um contrato antigo que me garantia isso tudo. Todos os colegas que vieram depois de mim foram perdendo estes direitos ao ponto da maioria das pessoas que conheço ainda a ir para esta área dizem receber salário mínimo ou pouco mais.
As unidades e empresas que cumprem são uma pequena minoria. O resto é exploração total com a conivência absoluta do governo que literalmente deixa que isso aconteça.
Falta de mão de obra em Hotéis? Quem diria!!
Há pessoas que mudam para Call Centers e nunca mais querem ver Hotelaria à frente pela simples razão de ter as folgas e férias certas e de não ter clientes a berrar de descontentamento na cara deles todos os dias porque o serviço está cada vez pior.
Quanto a mim esta indústria tem de começar a passar por uma severa crise e ver as pessoas fugir à mesma para acordar par a vida. Isso já não são os anos 60 em que os Senhores tratavam dos criados como animais.
Portugal está esgotado.
Oh…. não encontram escravos suficientes, coitadinhos….
​
Mas alegrem-se que as portas a importação de escravatura abrem em Janeiro…..
Primeiro ainda vão tentar buscar a cplp, só depois é que vao começar a pagar.
Paguem.
Não há dinheiro, não há palhaço…
Sempre a chorar!!!!!! Ta dificil encontrar tansos a ganhar ordenado minimo pa trabalhar fim de semanas, noites, feriados com folgas rotativas para ao fim de ano e meio tar no fundo desemprego? Azar
Tenho cerca de 23 anos de trabalho na area. Nao sei o que dizer a nao ser um AMA.
Quem quer investir numa área de negócio tem que saber ao que vai. Se sabem que não terão capacidade de resposta nem mão-de-obra invistam onde há e onde é mais necessário para o país. Já temos hotéis e turismo demais em Portugal. Além de cafés, restaurantes e pastelarias.
Paguem mais e tratem melhor os funcionários. É a tal coisa chamada “lei do mercado”, se há menos oferta e muita procura, o preço aumenta.
Porque é que os empresários portugueses quando chega a estes momentos pedem logo que o Estado lhes salve a vida com subsídios ou legalizando ainda mais imigração?
Esta lengalenga de liberalismo para os pobres, e socialismo para os ricos não é capitalismo, é capitalismo tuga do chico-esperto.
Vou coneçar a aprender brasileiro
“Há uma tempestade perfeita” para escassez de trabalhadores nos hotéis – e ainda bem.
Estamos a falar de hotéis que cobram preços acima do poder de compra do cidadão português comum. E estão a contratar pelo salário mínimo, é preciso ter lata. Não tenho pena nenhuma.
Cada dia que passa, menos vontade tenho de gastar dinheiro em merdas dos tugas. Já há anos que evito férias em Portugal. Dar dinheiro a merdas, não.
Escassez de trabalhadores… Eu acho é que há excesso de hotéis.
19 comments
Conversa da carochinha. Como dizem os liberais, é o mercado a funcionar. Não há procura, então, melhorem a oferta.
Se subirem os salários a malta vai trabalhar. Farto desta conversa de merda.
Ainda não pararam de fazer choradinho? Vergonha alheia deste patronato.
A meteorologia indica que a melhor forma de combater esta tempestade é pagar mais…
>Desde logo, lembra, porque se os baixos salários são “um problema interno do país
mas há alguma lei que os impeça de pagarem melhores salários?
Todos quanto trabalharam neste sector sabem muito bem porquê. O artigo foca-se de mais nos salários e menos noutras circunstâncias que fazem desta área (alegadamente crucial para o país e seu projecto de servilismo como forma de sustento) uma das mais difíceis de aguentar para os profissionais.
A Hotelaria desenvolveu-se com a certeza e convicção de que o abuso sobre os trabalhadores é um direito adquirido. É algo de que se espera deles e os mesmos devem assumir que a vida é mesmo assim.
Nos últimos anos tem havido um absoluto desprezo pelas convenções laborais ao ponto de muitas unidades contratarem pessoas para todas as áreas sob o regime laboral comum fugindo o mais possível às suas responsabilidades financeiras.
Estas áreas exigem à partida enorme disponibilidade horária. São turnos a todas as horas. São folgas perdidas. São folgas e horários alterados. São períodos de caos e incerteza total.
Para agravar a situação as empresas funcionam quase sempre nos regimes mínimos. Nunca há staff que chegue. Se um ficar doente ou tiver de ficar em isolamento os outros ficam sem folgas até estar resolvido.
Feriados, férias, dias especiais? Boa sorte com isso.
Se mais não chegasse, em certas áreas como refere o artigo, querem que se fale Inglês e se possível mais línguas. Isso até é normal se não quisessem também que os profissionais sejam polivalentes e dominem informática como técnicas de manutenção de ar condicionado.
A recompensa por toda esta disponibilidade de tempo que entrega a vida individual toda a empresas que usam funcionários como material descartável? Salários quase mínimos.
Passei os olhos pela tabela salarial para Hotelaria da região Norte o outro dia e vi que o salário base para um recepcionista DE PRIMEIRA em hotéis de 4* é 680€ ou qualquer coisa assim. Ou seja, o salário mínimo subindo vai forçar a subida desta absoluta miséria.
A este salário, normalmente, somam-se subsídios de caixa, de língua e de horas nocturnas. Não irei surpreender ninguém dizendo que as empresas que cumprem isso são uma minoria. À excepção das horas nocturnas, podem esquecer tudo o resto.
Quando trabalhei nestas funções específicas tinha um contrato antigo que me garantia isso tudo. Todos os colegas que vieram depois de mim foram perdendo estes direitos ao ponto da maioria das pessoas que conheço ainda a ir para esta área dizem receber salário mínimo ou pouco mais.
As unidades e empresas que cumprem são uma pequena minoria. O resto é exploração total com a conivência absoluta do governo que literalmente deixa que isso aconteça.
Falta de mão de obra em Hotéis? Quem diria!!
Há pessoas que mudam para Call Centers e nunca mais querem ver Hotelaria à frente pela simples razão de ter as folgas e férias certas e de não ter clientes a berrar de descontentamento na cara deles todos os dias porque o serviço está cada vez pior.
Quanto a mim esta indústria tem de começar a passar por uma severa crise e ver as pessoas fugir à mesma para acordar par a vida. Isso já não são os anos 60 em que os Senhores tratavam dos criados como animais.
Portugal está esgotado.
Oh…. não encontram escravos suficientes, coitadinhos….
​
Mas alegrem-se que as portas a importação de escravatura abrem em Janeiro…..
Primeiro ainda vão tentar buscar a cplp, só depois é que vao começar a pagar.
Paguem.
Não há dinheiro, não há palhaço…
Sempre a chorar!!!!!! Ta dificil encontrar tansos a ganhar ordenado minimo pa trabalhar fim de semanas, noites, feriados com folgas rotativas para ao fim de ano e meio tar no fundo desemprego? Azar
Tenho cerca de 23 anos de trabalho na area. Nao sei o que dizer a nao ser um AMA.
Quem quer investir numa área de negócio tem que saber ao que vai. Se sabem que não terão capacidade de resposta nem mão-de-obra invistam onde há e onde é mais necessário para o país. Já temos hotéis e turismo demais em Portugal. Além de cafés, restaurantes e pastelarias.
Paguem mais e tratem melhor os funcionários. É a tal coisa chamada “lei do mercado”, se há menos oferta e muita procura, o preço aumenta.
Porque é que os empresários portugueses quando chega a estes momentos pedem logo que o Estado lhes salve a vida com subsídios ou legalizando ainda mais imigração?
Esta lengalenga de liberalismo para os pobres, e socialismo para os ricos não é capitalismo, é capitalismo tuga do chico-esperto.
Vou coneçar a aprender brasileiro
“Há uma tempestade perfeita” para escassez de trabalhadores nos hotéis – e ainda bem.
Estamos a falar de hotéis que cobram preços acima do poder de compra do cidadão português comum. E estão a contratar pelo salário mínimo, é preciso ter lata. Não tenho pena nenhuma.
Cada dia que passa, menos vontade tenho de gastar dinheiro em merdas dos tugas. Já há anos que evito férias em Portugal. Dar dinheiro a merdas, não.
Escassez de trabalhadores… Eu acho é que há excesso de hotéis.