São isto os “especialistas” portugueses? Parecer técnico da DGS relativamente à vacinação

30 comments
  1. É meramente uma questão/opção política sem qualquer sustentação médico-científica, tal como foi a de vacinar os adolescentes entre os 12-17 anos.

  2. Sao os mesmos que para ‘venderem’ a vacinacao dos 5-11 vem meter medo a dizer que sao cerca de 40% das infecoes na camada dos 0 aos 17 anos. Logo pelo numero de criancas, podemos ver que esta faixa etaria e 37.8% da populacao entre 0-17. Basicamente nao ha qualquer diferenca ‘real’.

    Mas e mais facil convencer as pessoas usando numeros como 40% que estas sao os maiores causadores do covid atualmente e vamos morrer todos se nao vacinarmos as criancas.

  3. Entretanto vou colocando umas notas soltas sobre o parecer técnico que estou a escrever após ler o documento.

    Menciona-se que 9.2% das crianças hospitalizadas requerem assistência em cuidados intensivos – porque não está referenciado do que se trata? São complicações de doença ou estamos a falar de outras factores? Um pouco mais abaixo lê-se que 53% destas crianças têm, pelo menos, uma comorbilidade. ^(página 8)

    Fala-se no benefício que é vacinar as crianças dos 5-11 apresentado como principal razão a diminuição do número de casos e hospitalizações, contudo quando verificamos a Tabela 3, podemos constatar que a faixa etária dos 12-17 apresenta **0.31% de hospitalização/casos 2021 vs 0.60% de hospitalização/casos 2020**. Contudo a faixa etária dos 5-11 apresenta **0.21% de hospitalização/casos 2021 vs 0.61% de hospitalização/casos 2020!** Então mas se 80% da faixa etária dos 12-17 já estava vacinada com a primeira dose até Setembro, como é possível para números homólogos e semelhantes (em 2020) estar pior que a faixa etária dos 5-11 que não tem qualquer percentagem de vacinação?! ^(página 10)

    * Já sei que a desculpa que vai cair em cima vai ser não terem a segunda dose feita. Já respondo porque a resposta tá no próprio documento da DGS mais à frente

  4. É melhor dizeres no post, onde está o erro, senão os jornalistas que aqui vêm, ainda pensam que o erro está na soma da última linha, que dá 30 e não 30,1. É melhor exibires o cálculo: (174947/1701687)*100=10,3%. Num relatório destes, um erro deste calibre, logo na primeira tabela apresentada, é demais! Depois não se queixem das teorias da conspi….

  5. A DGS não acha estranho que a incidência de MIS-C seja tão predominante em Portugal (2021) face aquilo que é estimado pela ECDC? ***De acordo com o ECDC2 (2021) a taxa de incidência de MIS-C é de 2 a 5 casos por 100.000 por ano.*** Isto ou demonstra que há uma maior susceptibilidade de MIS-C na população portuguesa ou então existem muito mais casos de infectados por COVID-19 que os números oficiais contabilizam. Isto já vai ser mais importante lá para à frente e eu explico porquê. ^(página 12)

    Também não compreendo muito bem a taxa de incidência estimada pela DGS. População total de 5-11 anos: 643.164. Em 2020 foram 7 casos, o que dá 1.088 casos por 100.000. Em 2021 foram 54 casos, o que dá 8.395 casos por 100.000. Parece-me um pouco excessivo e pornográfico arredondar de 8 para 10. ^(página 12)

    Se preferirem que edite tudo num só comentário e depois apague os restantes em vez de estar sempre a publicar novos, digam.

  6. Destes todos, não houve 1 que visse a porcaria do erro?! 1?! 1!!

    ​

    GRUPO DE ELABORAÇÃO DO PARECER

    Alexandra Dinis1

    , Bárbara Menezes2

    , Catarina Gouveia3

    , Dina Oliveira4

    , Fernanda Rodrigues5

    , Francisco
    Abecasis6

    , Inês Frade Corvo7

    , Manuela Costa Alves8

    , Maria João Baptista9

    , Marta Valente Pinto10

    , Paula
    Martins11

    , Rui Anjos12

    1 – Comissão Nacional da Saúde Materna, Criança e Adolescente;

    2 – Coordenadora do Programa Nacional de
    Saúde Infantil e Juvenil (Direção-Geral da Saúde);

    3 – Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central (Unidade
    de Infeciologia do Hospital D. Estefânia);

    4 – Chefe Divisão de Saúde Sexual, Reprodutiva, Infantil e Juvenil
    (Direção-Geral da Saúde);

    5 – Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e Sociedade Portuguesa de
    Pediatria;

    6 – Ordem dos Médicos, Colégio de Pediatria;

    7 – Divisão de Saúde Sexual, Reprodutiva, Infantil e
    Juvenil (Direção-Geral da Saúde);

    8 – Hospital de Braga (Serviço de Pediatra);

    9 – Presidente da Sociedade de
    Portuguesa de Cardiologia Pediátrica, Centro Hospitalar Universitário São João);

    10 – Comissão Técnica de
    Vacinação contra a COVID-19, Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central (Unidade de Imunodeficiências
    Primárias do Hospital D. Estefânia);

    11 – Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Cardiologia Pediátrica;

    12 – Centro Hospitalar Universitário Lisboa Ocidental, Cardiologia Pediátrica

  7. Não faz sentido como é que fizeram a divisão bem para as faixas etárias e no fim acharam que o total seria a soma percentual. Isto são erros graves de matemática básica.

  8. Um dos fundamentos para justificar esta decisão prende-se também com a incidência de miocardites/pericardites por infecção de SARS-CoV-2 vs vacinação contra COVID-19. Para tal faz questão de citar um estudo com base em dados dos Estados Unidos que **estimou** no sexo masculino, **uma taxa ajustada de miocardites de 58.1 por 100.000** (60.1 dos 12-15; 56.1 dos 16-19 – o meu cálculo assume distribuição idêntica entre diferentes segmentos das faixas etárias). A minha dúvida é, porque é que os números de Portugal não são divulgados como o parecer técnico da DGS o faz noutras situações? Não tem os dados? Não quer mostrar? De acordo com os dados da Tabela 3, **71.578 jovens dos 12-17 anos já foram infectados com SARS-Cov-2 – assumindo que metade representam sexo masculino (35789), daria aproximadamente 20/21 casos!** ^(página 13)

  9. Existe outro ponto muito engraçado que vi no parecer, dizem que devemos vacinar as crianças para que não sejam veículos de contaminação, e assim não precisem ser afastadas dos demais.

    Mas no parecer mencionam estudos que confirmam que a efectividade da vacina contra a infecção desaparece ao nível de um não vacinado ao fim de 12 semanas;

    Nem preciso dizer mais nada, é o tipo de **especialistas** que temos.

  10. *A avaliação do perfil geral de segurança de Comirnaty® em crianças com idade entre os 5 e 11 anos foi baseada em dados de monitorização durante pelo menos 2 meses após a segunda dose da vacina em 1518 crianças (Grupo 1) e pelo menos 2,4 semanas após a segunda dose em 1591 crianças (Grupo 2).*

    Quem consultar o ensaio clínico elaborado para avaliar o perfil geral de segurança da vacina com atenção ([https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34752019/](https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34752019/)), verá que no primeiro ensaio clínico de fase II/III que foi conduzido, das 1517 crianças que inicialmente levaram a primeira dose, **3** não levaram a segunda dose e outras **4** não foram acompanhadas após a segunda dose. Porque é que isto aconteceu e não é explicado quando no esquema apresentado, são dadas justificações quando os candidatos tenham desistido? A DGS não se preocupou em tentar perceber juntamente das autoridades competentes para esse efeito? ^(página 16)

  11. Redução do MIS-C na Tabela 5 e subsequentes cálculos de risco/benefício exigiria a que a DGS articulada com as entidades competentes (i.e. escolas) aferisse a imunidade adquirida por esta população-alvo ao longo da pandemia por meio de testes serológicos. Alguns médicos pediatras especulam que os números oficiais podem ser substancialmente maiores devido a sintomatologia (ou falta dela) em muitos casos presentes nas crianças que testam positivo. ^(página 22)

    *Alguns estudos demonstraram que o aumento do intervalo entre doses, quer para vacinas baseadas em adenovírus, quer para vacinas de mRNA35–38 conduzem a uma maior efetividade vacinal. O que está de acordo com o que já era conhecido da resposta imunitária a vacinas.*

    A tal justificação no documento oficial do parecer técnico sobre a questão da segunda dose ^(página 25)

  12. *Deste modo, se aplicarmos à situação descrita os princípios bioéticos fundamentais concluiremos que a reposta à questão que nos foi colocada deve ser em sentido afirmativo. A decisão de administrar às crianças compreendidas no grupo etário 5 -11 anos as aludidas vacinas, em dose pediátrica, contra o SARS-CoV-2, obedece aos 3 princípios da não-maleficência (não causa, previsivelmente, prejuízo à sua vida, à sua saúde e à sua integridade pessoal), da beneficência (apresenta probabilidade elevada de prevenir a contração da doença e contribui, deste modo, para a saúde física e mental da criança), e da justiça (contribui para a quebra das cadeias de transmissão da doença, pelo menos relativamente às variáveis conhecidas, em particular a Delta, contribuindo, deste modo, para um significativo atenuar da Pandemia, uma vez que os dados epidemiológicos revelam uma alta transmissibilidade da doença nesta faixa etária, em Portugal).*

    Porque é Helena Pereira de Melo, que não faz parte do CNECV, que se pronuncia e assina as considerações bioéticas no parecer técnico da DGS? E que qualificação ou conhecimento científico tem para poder afirmar “(…) não causa, previsivelmente, **prejuízo** à sua vida, **à sua saúde** e à sua integridade pessoal (…)” quando o próprio documento assume a possibilidade de o plano de vacinação poder provocar 7 miocardites/pericardites? Algum médico cardiologista pediatra foi auscultado e assume a responsabilidade de tal afirmação por parte do CNECV que de certeza não saberá que tipo de dano ou repercussão estas inflamações cardiovasculares podem ter no desenvolvimento do tecido (dada a idade desta população-alvo)? ^(Anexo II)

    Recomendo também vivamente que leiam o Anexo I (parecer de grupo de peritos de pediatria e saúde infantil).

    E acho que é mais ou menos tudo. Para além do erro caricato logo no início do documento, parece-me um documento mal preparado e mal justificado pelos especialistas que o elaboraram. Não me admira que tenha havido tanta discórdia entre médicos pediatras.

  13. E pensar que a dgs não quer disponibilizar o parecer técnico completo por achar que o português não vai compreender. LOOOOOL

  14. se 50% de cada um desses grupos etários tivesse sido infetado, teríamos um total de 150% de casos/população /s

  15. Era interessante saber se os relatórios anteriores usaram a mesma tabela. Um bocado perturbadora a falta de rigor das nossas instituições públicas.

  16. Ainda bem que capturaste isto. A media faz isto desta maneira para enganar o Zé. A verdade é que as crianças são basicamente imunes a esta treta. Desde o inicio da pandemia houve somente 4 crianças nos cuidados intensivos por causa da covid e tinham outras doenças graves. Querer vacinar estas faixas etárias é maquiavélico tendo em conta que não sabemos os efeitos das mesmas daqui a uns anos e sabendo também que a vacina não garante que não apanhes covid e não reduz transmissão.

  17. Do sumario executivo:

    “assumindo um cenário de incidência mediana idêntico ao registado no período homologo (entre dezembro de 2020 e março de 2021), estima-se que evitaria 51 (9 a 147) hospitalizações e 5 (1 a 16) internamentos em UCI. Neste período, assumindo uma taxa de ocorrência de mio/pericardites pós-vacinação com Comirnaty® semelhante à registada para os 12-15 anos (1,3/100.000 doses), esperam-se 7 mio/pericardites associadas à vacinação.”

    Vamos ter mais potenciais casos de mio/pericardites devido à vacinação do que pacientes de sars/cov que retiramos das urgebcias, é isso?!?!?

  18. Isto é um erro inaceitável. Pode perfeitamente acontecer estar a fazer no excel e fazer drag a tudo e ficar mal. No entanto, é preciso fazer uma verificação. Isto não é uma tabela com centenas ou milhares de linhas. São 3 linhas e 4 colunas de valores. Qualquer olhar rápido dá para ver que está algo mal. Tanto quem fez como todos os outros por quem isto passou não foram capazes de o fazer?

    Se isto fosse numa empresa, era um erro muito grave. Não digo que fosses logo despedido, mas, se calhar, ao segundo erro podia não ser perdoado. Como é um grupo de tachistas, não há qualquer problema.

  19. Y’all, se todos nós fossemos tão picuinhas com relatórios de contas do estado como com notas técnicas de vacinação, a corrupção era zero!

  20. Essa DGS é uma piada, quer manter as informações cientificas uma incognita… porque não tem ponta do corno, simplesmente tão a seguir o que a europa manda portugal fazer, ou seguem as “trends” e fazem o que a américa anda a fazer, querem por que querem vacinar os putos com 0 razão.

  21. Isto não é um erro. Está tudo correcto! Foi propositado para encaixar na narrativa, e enganar o parolo

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