Centros de saúde geridos por privados para resolver problemas pontuais

11 comments
  1. Eu disse isto há meses, a actuação do governo só tinha uma explicação: Levar a um ponto que fosse inevitável a entrada dos privados.

    Como os Centros de Saúde estão tal mal que qualquer mudança trará melhorias, depois servirá de exemplo e justificação para a entrada no Hospitalar.

    Vamos ter “a igreija” a entrar ainda mais neste sector e também Privados, a competir com o Estado por fundos também.

    Artigo completo, é curto:

    O ministro da Saúde admite legislar para permitir a criação de centros de saúde geridos pelos setores privado ou social. Esta será uma das medidas que integrará o pacote de soluções prometido pela nova equipa ministerial para melhorar o acesso dos portugueses à saúde nas regiões mais carenciadas de médicos de família. Apesar deste modelo estar previsto na legislação desde 2007, nunca avançou.

    Na audição das comissões parlamentares de Orçamento e Finanças e de Saúde, no âmbito da apreciação na especialidade do Orçamento do Estado (OE) para 2023, que decorreu esta tarde de terça-feira, Manuel Pizarro referiu que serão apresentadas medidas estruturais e conjunturais para aumentar o acesso dos utentes aos cuidados primários e que as USF modelo C “farão parte da equação” se ajudarem a resolver o problema.

    Questionado pelo Bloco de Esquerda sobre se equaciona legislar para que estas unidades possam funcionar, o ministro respondeu afirmativamente. De imediato, a deputada Catarina Martins assinalou a mudança de rumo do Partido Socialista e acusou Manuel Pizarro de querer privatizar esta área da saúde. “É a entrega a empresas privadas dos cuidados de saúde primários”, reagiu a bloquista.

    De EsQuErDa E a CaMiNhO dA vEnEzUeLa EuRoPeIa!

  2. Que pesadelo liberal para nós chuchialistas! Imaginem privados a oferecerem cuidados de saúde primários ao povo™ e conjeturem ainda a existência de um tecido privado desenvolvido que conseguiria concorrer publicamente a preencher estes postos a preços favoráveis e competitivos para o estado. O horror, o descabimento! O monopólio de exploração financeira do povo™ tem de permanecer sobre as rédeas do estado!

  3. É óbvio que isto é estúpido por parte do governo. A saúde têm que ser pública. Epá aumentem a porcaria dos salários mas acho que nem é por isso. Façam mais médicos e metam-nos a trabalhar apenas 35h como na Dinamarca. Ficamos todos a ganhar. E regionalizem, se uma pessoa vai para uma vaga em que é difícil arranjar candidatos que se aumente para esses. Não podemos gostar do capitalismo e depois não usá-lo a favor dos portugueses.

  4. Mas isto não era o que o PSD tinha intenções de fazer, e que foi duramente criticado pelo PS e pela esquerda?
    Afinal o PS também não tinha grandes soluções…

    Já não entendo nada.

  5. Eu nao vejo necessidade de sistemas publicos de saúde. Por mim seria todos privados.

    Sistema de saúde publico é coisa pra países muito ricos.

  6. Entao mas se o problema é a gerência simplesmente mudem isso, porque é que têm de ser privados a gerir o público?

    Isto só vai levar a promiscuidade entre o público e o privado e normalmente nunca corre bem para o público, se acabaram com as ppp’s na saúde porque é que agora querem fazer isto nos centros de saúde?

  7. Caguem na discussão política da questão.

    Admirem o passo mental de perante um problema sistémico e altamente limitante. A solução é passar o problema aos outros.

    Eles não querem resolver nada, querem desresponsabilizar-se. Criar a aparência de resolução e ainda ter um bode expiatório.

    Se a coisa estiver mesmo má, esqueçam que quem vai aceitar são pessoas com interesse pouco maior em resolver mas muito intessados no tachinho que vai surgir.

  8. Estado n sabe gerir, está mais que comprovado.

    Privatização é o caminho e faz todo o sentido.

    Haviam hospitais públicos geridos por privados com grande qualidade. Infelizmente este governo acabou com eles.

  9. Alguém vai enriquecer com este negócio. Nenhum privado se mete nisto sem ter a garantia de centenas de milhar.

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