Semana de quatro dias de trabalho é “vergonha nacional”, diz CEO do Grupo Pestana

34 comments
  1. prioridades do mano em termos de vergonha nacional:

    1- aeroporto de lisboa

    2- semana de 4 dias de trabalho com 40 horas(acho que a proposta é para no máximo 36 horas de trabalho, mas não tenho a certeza)

    há aqui um padrão qualquer…

  2. >CEO do Grupo Pestana diz que implementar uma semana de quatro dias de trabalho, mantendo a carga horária de 40 horas, é um “desastre” e um “tiro nos pés”.

    O segredo está em trabalhar também menos horas.

    O problema é que neste país existe a mentalidade de “prefiro que fiques na empresa 40 horas por semana a encher chouriços do que te deixar trabalhar 30 e nessas 30 seres muito produtivo”.

  3. Nunca percebi a celeuma com isto dos 4 dias até porque é uma tendência natural… antes trabalhava se 6 dias, reduziu para 5… e agora para 4.

    Ninguém está a negar a dificuldade de adaptação, mas é uma inevitabilidade… podiam era deixar de fazer um drama à volta disso e focarem se no essencial. O qq me interessa? As palavras usadas por ele, o circo, o drama? Ou efetivamente o que vai ser feito e como?

  4. Ora aqui está alguém que sofre do síndroma das vistas, ops desculpem, das pestanas curtas…

  5. Ah e tal falta de mão de obra. Srº Drº queira mostrar os salários médios da empregada de limpeza de quartos e da recepcionista e depois discutimos novamente essa falta de mão de obra.

    Vergonha nacional é ter os cornos enfiados em 1873 e achar que mais horas equivale a mais rendimento/produção. Basta olhar à história e perceber de onde vem o conceito de 8h diárias ou 40 semanais, já não vivemos nessa época carissímo. Há que adaptar. Menos horas, mais pessoas para cobrir o mesmo tempo, menos desemprego, mais tempo para a familia, mais tempo para andar nos shoppings às compras e fazer mexer a economia.

    [/conversa de café com o seu *q* de verdade]

  6. Suponho que para ele a não vergonha era a malta trabalhar 7 dias por semana, 10 horas por dia e salários de 300€…

  7. Incorporação das tecnologias no trabalho é má ideia, teletrabalho é má ideia, semana de 4 dias de trabalho é má ideia… Aposto que greves também são má ideia, licença de parentalidade é má ideia e sindicatos são má ideia.

    Engraçado.

    Tudo prejudica a produtividade menos os estágios não remunerados, os concursos-farsa para nepotismo, a rotatividade ridícula dos empregados e os patrões com menos qualificações do que os empregados. Nada disso ameaça a produtividade. Magia.

  8. Perguntem-lhe o que acha de, sei lá, trabalhar horas extra por “amor à camisola”.

    É lixado acertar no Euromilhões, mas acho que a resposta a esta eu acertava.

  9. Não há paciência para os hoteleiros, especialmente para estas declarações de quem está à frente de uma empresa como o Pestana, uma cadeia que atua no sector da alta hotelaria – inclusivamente com bastantes unidades de luxo – ter este tipo de declarações. Faltam 45 mil trabalhadores no sector da hoteleria. Bora falar verdade?

    Faltam 45 mil pessoas:

    – Com formação específica e experiência na área;

    – Dispostas a trabalhar por turnos e disponíveis para contratos sazonais;

    – Condições de trabalho e horários exigentes. Mais de 40 horas semanais, turnos e trabalho fisicamente desafiante sem grande possibilidade de pausas. Quem está na área menciona a pressão para nem sequer gozar a folga semanal.

    – Trabalhar em zonas maioritariamente turísticas – grande nível de especulação imobiliária – e em alguns casos com fracas redes de transporte público.

    – Receber o salário mínimo nacional.

    Vergonha nacional é deixarem que estas declarações sejam feitas, sem ser mais específico, que caracterize o tipo de mão de obra em falta e a remuneração oferecida.

    O problema do alojamento para os trabalhadores é tão grave que alguns dos projetos de grandes empreendimentos hoteleiros na costa vicentina estão já a precaver a situação construindo habitação cujo o destino é alojar os trabalhadores. Apesar de ser contra a exploração selvagem que se assiste na costa vicentina é um exemplo de uma empresa que pretende resolver problemas e não chorar para que o estado lhe venha dar mais um “descontinho” para poder continuar a auferir bónus de milhões

    Finalmente, acumular 40 horas em 4 dias não é bom para ninguém e se é isso que o governo quer com a semana de 4 dias é apenas mais um “fait diver” para tirar atenção de todas as trapalhadas onde estão metidos.

  10. Esta malta tem uma falta de noção da realidade que até assusta, foda-se dizer uma coisa dessas e pensar que é normal, este mais que CEO é um doente mental.

  11. O problema de muitas empresas tugas, é que 40 horas já estão no topo da capacidade dos trabalhadores (algumas até já fazem contas com mais aquela meia horita, 1 horita diária que a pessoa dá à casa), e reduzir isto para menos dias (obrigando a fazer ainda mais horas por dia) ou, imagine-se!, reduzir horas a cada trabalhador, vai obrigar a 1 de 2 coisas que o típico patrão português não quer:

    – melhorar a eficiência através de investimento: a) reestruturando as equipas de trabalho colocando os trabalhadores nos seus melhores patamares de competência e não por compadrios ou amizades, e atribuindo um salário justo aos vários níveis e criando incentivos ao melhoramento da produtividade; b) formando os colaboradores atribuindo ainda melhores competências de trabalho e evoluindo o seu desempenho; c) adquirindo ou optimizando as suas ferramentas de trabalho de modo a ajudar o colaborador a fazer melhor e mais rápido, com menos erro.

    – contratar mais pessoal para cobrir o excesso de volume de trabalho que atirou para cima dos atuais trabalhadores.

    Felizmente estou numa multinacional e já me desliguei desses carnavais “tugas” todos, mas dou um exemplo típico que se está a passar com a minha irmã: o pseudo patrão dela perdeu um cliente que faturava bem devido a atrasos crónicos na entrega dos pedidos.

    O motivo real: os pedidos são feitos e geridos por apenas 2 pessoas, sendo que uma delas é também comercial e anda o tempo todo na rua, e por vezes faz o pedido ao escritório por telefone a “correr”, e a outra pessoa além de pedidos faz orçamentos, prepara a documentação da contabilidade, prepara as guias de remessa das carrinhas, dá conta das entradas e saídas do armazém, isto tudo ainda tratado em papel e Excel rudimentar que o sistema informático ainda só permite faturação.

    Ora, quando se perdeu este cliente o que fez o patrão? Despediu a senhora da limpeza porque ficava muito caro e pediu à minha irmã e aos outros 3 colegas da loja/armazém que dividissem o tempo deles que vão “poupar” por não tratarem dos pedidos e expedição do cliente a dividir as limpezas entre eles. A senhora da limpeza ia todos os dias 1h30, estas 4 pessoas não perdiam por dia 1h30 com o trabalho do cliente, e agora terão de “encaixar” como puderem.

    Também trabalhei num sitio onde os correios fechavam às 18h30 e a nossa colega que tratava dos CTT só lhe era permitido sair do escritório às 18h (horário de fim de expediente para todos) porque “dava perfeitamente para chegar ao posto a tempo e as horas no CTT não eram trabalho”. Outro sítio onde trabalhei até ir à casa de banho era considerada pausa (contabilizava bem porque para irmos para WC e copa tínhamos de passar o cartão no raio da porta e registava a saída) e como tal todos os minutos de pausa eram “retirados” ao horário de almoço. Quem fumava então chegava a ficar apenas com 20 min de almoço porque o resto era comido em WC e fumar. Com visão empresarial assim, claro que é impensável reduzir dias ou horas na necessidade diária das empresas, porque não obstante haver “abusos” a realidade que vejo em muitos locais mesmo é que as 40 horas de trabalho são sugadas até ao limite do limite da capacidade do trabalhador, e mais horas houvesse, mais trabalho inventavam para pôr em cima daquela pessoa. É ridículo.

  12. > Mas “na indústria [do turismo] é impensável trabalhar mais do que 40 horas”, afirma José Theotónio, notando que faltam 1,5 milhões de trabalhadores em todo o mundo no setor e cerca de 45 mil em Portugal

    O que é que este gajo anda a fazer? A ver memes no 9gag e facebook?

    Sr. José Theotónio beba água ou um suminho antes das entrevistas, está bem?

  13. Obvio que este pseudo senhor feudal tinha que se opor. E depois como é que escravizava os trabalhadores? Tinha de contratar mais e isso custa dinheiro.

  14. Claro que quem comenta e decide sempre este tipo de coisas são o “ceo’s” que não fazem a ponta de um corno, obviamente que algo do género nunca será apoiado por “ceo’s” eles só perdem com isso e não sabem ver o bem geral dos seus trabalhadores, só vêm oportunidades de negócio e alavancagem do lucro, algo que não vai ao encontro de “menos horas semanais de trabalho investido nas suas empresas”, depois claro vemos uma sociedade com taxas de suicídio mais elevadas, burnouts, depressões, esgotamentos, etc pois pra este tipo de pessoas o ideal era que os seus trabalhadores trabalhassem 24/7. “Eu trabalho para viver e não vivo para trabalhar”.

  15. Vergonha talvez seja o dinheiro que o Grupo pestana fez nos anos 70 durante o apartheid na Africa do Sul, e os salários miseráveis que o grupo paga. Mas prontos cada um tem uma definição diferente de vergonha.

  16. Já ter colaboradores a trabalharem 12 horas por dia por pouco mais que o ordenado mínimo não é vergonha nenhuma. Enoja-me que a CS entreviste esta gente.

  17. vou ser aquele gajo e dizer que o homem na sua estupidez disse uma verdade sem querer.

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    eu acho uma vergonha nacional andar tudo a falar da semana de 4 dias quando nem sequer as 40h em 5 dias são cumpridos decentemente.

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    mas claro que não é isso que ele quer dizer.

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