Urgências hospitalares cheias com doentes que esperam horas. Há uma solução para o problema?

25 comments
  1. Gosto de como volta e meia a maltoca lembra-se “olha, o SNS tà na merda”, pensa naquilo um bocadinho e depois torna a esquecer-se, como se o problema se tivesse evaporado poe terem deixado de noticiar

    O aue foi? Um familiar do jornalista teve que ir à urgência e com isso lembrou-se do SNS, foi?

  2. Deixarem de ter de ir ao hospital para problemas que, na maioria dos casos, não são urgentes. Para isso era preciso que as USF e Centros de saúde tiver funcionassem.

  3. Há. Se tornarem as carreiras mais atractivas para médicos e enfermeiros deixam de ter problemas na oferta destes profissionais.

    Miraculosamente, as horas de espera irão descer.

  4. Porque não haver mais Centros de Saude com Urgências Simples? Aqui em Mafra o centro de saude tem urgencias que dá para tratar coisas simples como dores de barriga, constipações, feridas, entorses e apesar de o tempo de espera também ser relativamente elevado (2h+) funciona com relativamente normalidade. Só tem 2 ou 3 médicos mas funciona todos os dias 24h.

    Eu quando tenho algum problema simples mas que não consigo resolver sozinha em casa vou lá sempre, já não vou a uma urgência de hospital desde 2017.

  5. É só deixar as ideologias da treta de lado, e chegar a acordo com os privados para aliviar o Sns. Mas enquanto a saúde “gratuita” for um negócio para alguns …

  6. Só há 3 possíveis soluções
    – Diminuir o número de doentes:
    Possível se se apostar mais em medicina preventiva. Que passa por reduzir o número de fumadores (programas de AA mas para fumadores deve funcionar razoavelmente bem). Reduzir o número de diabéticos (sensibilização e acompanhamento nutricional pode ser um começo). Só nestes dois pontos já apanhamos mais de metade dos problemas que levam as pessoas a ter complicações de saúde.

    – Aumentar o número de médicos e centros de saúde:
    Requer investimento público, que é carito, mas pode ser necessário. Para não falar que pode ajudar a resolver o problema que muitos alunos de medicina se queixam (falta de médicos para os formar em especialidade). Também pode melhorar as condições de trabalho dos médicos, que muitas vezes passar por fazer turnos exagerados.

    – Melhorar a eficiência dos hospitais:
    Provavelmente a melhor solução. É a mais barata, e pode muito bem cortar os tempos médios de espera para metade. Mas claro, é a que ninguém vai fazer, porque requer mudança nas estruturas de liderança, repensar qualificações necessárias para se ser chefe de hospital, digitalização dos serviços que efetivamente funcione.. e ninguém no governo tem vontade ou capacidade de fazer uma mudança deste tipo. É tudo pessoal que só sabe política, nunca viu uma empresa à frente, portanto o conhecimento que eles têm de gestão eficiente é 0

    Se desse para fazer uma combinação destas 3 soluções, com algum bom senso, se calhar não tínhamos notícias destas todos os anos

  7. Duração media de uma gripe com todos os seus sintomas: máximo dos máximos 2 semanas. Tempo mínimo médio de espera por uma consulta num centro de saúde com POUCA afluência: 1 mês. Esperavam o quê? Se for uma consulta aberta é para levar o farnel e esperar eternamente.

  8. O SNS é aquele bot chato que spamma mensagens com links de porn para as DMs do partido xuxalista, malvados dos médicos e dos doentes não se pode chupar a teta Europeia em paz!

  9. “há uma solução para o problema?”

    Sim, há. Centros de saúde a funcionar com meios (pessoas e equipamentos).

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    Há uns meses tive um problema intestinal. Liguei para o SNS e indicaram-me o Centro de Saúde da minha residência como o local indicado para ir em urgência (consulta de agudos, não agendar consulta).

    Como conheço a minha médica de família, telefonei-lhe diretamente e mandou-me de imediato para as urgências porque não tinham meios de me ajudar em situação de urgência.

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    Após 6 horas nas urgências e uma série de exames, lá saí.

  10. A solução tem que ser do lado da oferta e da procura.

    Neste momento, em boa parte do país, tudo que é doente agudo vai parar a uma urgência hospitalar. Estas urgências foram feitas para ver doentes graves, não foram feitas para tratar tudo porque obviamente saturam facilmente.

    Isto torna as urgências num caos quer para doentes quer para profissionais.

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