> O mesmo aconteceu em Medicina Interna, que das 235 vagas nacionais ficou com 67 em aberto, sendo 42 na região LVT – basta referir que os centros hospitalares Lisboa Norte e Lisboa Central tinham, respetivamente, 13 e 14 vagas disponíveis e cada um ficou com 8 vagas por ocupar. Na área da Grande Lisboa, o Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra) só conseguiu preencher duas das 8 vagas disponíveis. O DN sabe que este resultado está a suscitar grande preocupação dentro desta unidade, pois receia-se que tal venha a comprometer o futuro da especialidade. O Hospital de Vila Franca de Xira não conseguiu preencher nenhuma das cinco vagas que tinha e o Garcia de Orta, em Almada, ficou com uma vaga em aberto das quatro que tinha. O Beatriz Ângelo, em Loures, tinha seis e ficou com três em aberto.
Vou lançar o debate: devem ser lançadas quotas por Região no acesso a medicina de forma a formar médicos da Região que conheçam a realidade cultural, social e étnica das mesmas. Os médicos “fogem” de Lisboa pois não querem trabalhar junto de comunidades que não são as suas. O que é absolutamente legítimo, mas o Estado tem de encontrar alternativas.
Recusam-se a ir para a escravatura. Corajosa decisão.
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> O mesmo aconteceu em Medicina Interna, que das 235 vagas nacionais ficou com 67 em aberto, sendo 42 na região LVT – basta referir que os centros hospitalares Lisboa Norte e Lisboa Central tinham, respetivamente, 13 e 14 vagas disponíveis e cada um ficou com 8 vagas por ocupar. Na área da Grande Lisboa, o Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra) só conseguiu preencher duas das 8 vagas disponíveis. O DN sabe que este resultado está a suscitar grande preocupação dentro desta unidade, pois receia-se que tal venha a comprometer o futuro da especialidade. O Hospital de Vila Franca de Xira não conseguiu preencher nenhuma das cinco vagas que tinha e o Garcia de Orta, em Almada, ficou com uma vaga em aberto das quatro que tinha. O Beatriz Ângelo, em Loures, tinha seis e ficou com três em aberto.
Vou lançar o debate: devem ser lançadas quotas por Região no acesso a medicina de forma a formar médicos da Região que conheçam a realidade cultural, social e étnica das mesmas. Os médicos “fogem” de Lisboa pois não querem trabalhar junto de comunidades que não são as suas. O que é absolutamente legítimo, mas o Estado tem de encontrar alternativas.
Recusam-se a ir para a escravatura. Corajosa decisão.