“Fazer omeletes sem ovos”. Marcelo ‘avisa’ médicos recém-formados

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  1. “”É verdade que o ideal seria, como disse o senhor bastonário, que tivésseis horas para ir ao cinema, ao teatro, para estar com a família, para ter almoços e jantares que não fossem não almoços nem jantares, para não terdes que enfrentar aquilo que é totalmente imprevisível”, exemplificou Marcelo, acrescentando: “Tenho essa má notícia a confirmar-vos: a vossa vida vai ser o contrário daquele modelo para que apontou, de forma muito razoável e esperançosa, o senhor bastonário. Vai ser a surpresa, o inédito, o desconhecido, o ignoto. E vai ser como missão”.”

    “Fazer sopa da pedra. Fazer omeletes sem ovos. Vai ser muito a vossa vida”, notou.”

    “O juramento de Hipócrates não diz respeito a uma profissão, diz respeito a uma missão”, referiu Marcelo Rebelo de Sousa”

    Tio Marcelo a querer criar mártires.

  2. “É verdade que o ideal seria, como disse o senhor bastonário, que tivésseis horas para ir ao cinema, ao teatro, para estar com a família, para ter almoços e jantares que não fossem não almoços nem jantares, para não terdes que enfrentar aquilo que é totalmente imprevisível”, exemplificou Marcelo, acrescentando: “Tenho essa má notícia a confirmar-vos: a vossa vida vai ser o contrário daquele modelo para que apontou, de forma muito razoável e esperançosa, o senhor bastonário.“

    Que discurso vergonhoso. Depois admirem-se que as vagas fiquem vazias.

  3. Isto é só mais uma declaração, para quem ainda tinha dúvidas sob emigrar, emigrar! Para os portugueses, quando o presidente Marcelo precisar de cuidados, recorre ao privado…

    Estamos no caminho certo /s

  4. Quem tem de pegar na omelete é o estado, tem muito para melhorar no SNS, uma delas é valorizar os seus profissionais

  5. E o mais descarado é que tudo isso de mau que acontece aos medicos resulta do facto da falta de pessoal e instalações que é diretamente culpa do governo, mas pronto.

    Não é como se o presidente da república fosse um cargo com influência.

  6. Fodase, essa mentalidade do ‘tem que aguentar’, ‘carregar a cruz’, omeletes sem ovos’ e outras que tais, é nojenta e imoral face ao despesismo do Estado em taps e negociatas com os amigos. Não trabalho no sector da saúde mas estou solidária com todos. Este país não é para novos, nem médicos, nem coisa nenhuma. Só interessam expats e nómadas digitais. Pqp Marcelo!!

  7. “Há professores que se cansam a meio do percurso, que mudam a meio, que se projetam noutro tipo de missões. O médico é ontem, hoje e sempre”, rematou.

    “Ontem” e “hoje” em Portugal e amanhã no estrangeiro.

    Por que razão é que não haveriam de mudar de profissão se estiverem insatisfeitos com a mesma.

  8. O que leva um medico a trabalhar no publico? O vencimento? As condiçoes? Não…nada disso! A diversidade de casos e o adquirir experiencia … apenas isso!

    Se a esta equaçao tirarmos factores como vencimento e condiçoes de trabalho …. Basta juntar 2+2 e neste caso serão sempre 4! Adeus ao publico!

  9. Este gajo não diz nada de útil e mesmo assim metade dos tugas andam iludidos a chamar o incompetente de “melhor presidente de democracia portuguesa”

  10. O Marcelo tem sido êxito atrás de êxito. Começo a pensar que o homem só quer é chamar atenção.

  11. Mas esta best. não se cala ?

    Abre a boca só dizer asneiras !? Representa o epiteto da dizer popular:

    “Sempre que abre a boca, ou entra mosca, ou sai ~~merba~~ asneira.”

    Quantos anos ainda vamos ter de aturar este saco de carne de disparates ?

  12. Este homem está mesmo gagá. É o verdadeiro fungagá da bicharada esta merda.

    Fazer omeletes sem ovos? É fazer omeletes sem partir ovos caralho! Nem isto ele sabe!!

    E a sopa da pedra é mais com ele. Empolar o que há para parecer mais do que é!

  13. Mais nenhuma profissão se sujeita a fazer 24h de trabalho seguidas e mantêm horários horários 40 horas na função pública…
    Historicamente, os médicos são responsáveis pela situação em que se encontram. Só quando as gerações de médicos se renovarem é que a mentalidade muda nas cúpulas da profissão.
    Os sindicatos que negociaram todo este processo, agora dizem que está mal… vergonha.
    Quanto mais vagas de especialistas ficarem vazias mais valiosos serão os médicos existentes, pena que o mercado livre só sirva para um dos lados.
    Tenho dito.

  14. Se a saúde em Portugal estivesse bem, o mérito era dos médicos e enfermeiros. Como não está, o demérito parece ser do estado.

    Se calhar se os médicos de cá se dignassem a fazer as omeletes com os ovos que têm, em vez de estar a olhar para o Jaguar do chefe de cirurgia e a comprar o bilhete para o centro da Europa ou a fazer mais 10 hora por semana no privado a 500km de onde estão (a trabalhar a recibos verdes!), podiam perder um pouco mais de tempo a fazer as coisas com mais brio.

    Há médicos em Portugal bons, sem dúvida. Alguns até são portugueses.

  15. Pimenta no cu dos outros é refresco, mas deixa que te diga uma coisa, meu caro Marcelo e todos os da tua laia a quem aprouver ler este meu aforismo: pimenta no meu cu não meterás, mas podes crer que ta hei-de enfiar à força nas nalgas se alguma vez ficares dependente do meu juramento de Hipócrates.

  16. Daqui a 2 anos sou eu nessa posição. A cada ano que passa a merda aumenta e cada vez tenho menos razões para querer ficar em Portugal.

    No internato de ano comum, são 1200€ limpos e faz parte da nossa formação, até aí aceito.

    Depois, no internato da especialidade, o salário limpo apenas aumenta +/- 200€ para uma responsabilidade muito maior. Depende da especialidade, mas nunca são apenas as 40h que estão contratualizadas e fazem do interno um escravo pago a pouco mais de 8€/h, com o pretexto da “formação” durante 4 a 6 anos. Difícil de aceitar carregar o SNS nestas condições, mas se queremos ser médico especialista em Portugal não há grande alternativa.

    Finalmente, quando nos tornamos especialistas e já não há a desculpa da formação ou de não termos a responsabilidade toda, ficamos à espera do tão prometido salário chorudo de médico. Esse salário, que vem depois de 6 anos de curso, 1 ano de internato geral e 4 a 6 anos de ~~escravatura~~ internato específico a fazer omeletes sem ovos, é de 1900€ limpos para carregar o SNS às costas fazendo bem mais que 40h semanais.

    Há especialidades em que esta não é a realidade? Talvez, mas não devia ser em nenhuma

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