PAN quer faltas justificadas para trabalhadores por morte de animal de companhia

32 comments
  1. Só vos posso dizer isto, e não sei se serve como opinião parlamentar: Se o meu cão morresse, eu ia ter uns dias de merda que de certeza, no trabalho, não iam beneficiar nem a mim nem ao meu patrão. Por isso, como sempre, depende de muita coisa e de como é posto depois na lei. Mas, sim, se estamos a criar uma sociedade progressistas, que seja progressista em todos os aspectos.

  2. Nem gosto muito do pan por várias razões, mas esta medida parece me completamente sensata. Só quem passou por isto é que sabe o que custa

  3. MAS E A PRODUTIVIDADE? ESTA MALTA NÃO QUER É TRABALHAR, OS PORTUGUÊSES NÃO QUEREM TRABALHAR! /s

  4. Mmmm . Uma ninhada seria uma semana de fé…luto. Teriam que “partir” sequencialmente ? Ou um acidente colectivo bastaria ?

  5. Estando o cão, gato chipado existindo prova que esta com a pessoa a alguns anos não vejo nada de mal em ter algumas faltas justificadas.

    Custou me muito mais a morte de um cão que a de muitos familiares que poucas vezes vi durante a vida.

  6. Tendo passado por isto recentemente, faz todo o sentido.

    Quem sabe sabe, quem não sabe tenta fazer piadas, mas é facto que pode custar mais a morte de um animal de estimação que a de muitos familiares. Ter empatia nunca será a resposta errada.

  7. Tive de eutanasiar a minha gatinha de 2 anos com leucemia há duas semanas, tenho 30 anos, já perdi familiares, e foi o pior dia da minha vida.
    Obviamente que rendimento no trabalho foi 0 durante uns tempos.

  8. é terrível perder a companhia dos nossos animais de estimação. há dois anos perdi a minha amiga felpuda de 4 patas com mais de 16 anos – ela esteve comigo desde infância e custou-me muito mais a perda dela do que alguns familiares, só quem passa por esta dor é que entende

  9. A proposta de lei em questão, está disponível [aqui](https://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=152146).

    Em geral, não me parece errada a ideia, só acho que devia estar mais claro o limite legal de números possíveis de luto por falecimento de vários animais.

    Falam do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 314/2003, que indica o número de animais que uma pessoa pode ter dependendo do tipo de habitação, mas se tiver três cães num apartamento e hoje morrer um, amanhã posso arranjo outro e voltar a ter três. Da maneira que está redigida não fica claro que a ideia seria o limite de 3 por ano civil.

    Além disso, parece-me errado as propostas de alteração, em que em vez de criar novos pontos no código de trabalho, altera os existentes misturando luto por humanos “cônjuge, parente ou afim” com animal de companhia…

    Depois também risível citar um artigo de opinião do e-konomista, com frases que nem no artigo original estão corretamente justificadas e citadas para fazerem as afirmações.

    Não sou contra, mas acho o trabalho da redação da proposta de lei e da justificação fraco.

  10. 100% de acordo. Andei de um lado para o outro com a minha companheira em veterinários e só isso já me matou um bocado por dentro, não consigo imaginar perdê-la. Impossível trabalhar nos dias seguintes, ficaria desfeito.

  11. Há uns meses presenciei a eutanásia da minha gata e 1h depois estava a trabalhar… dps não querem que as pessoas andem lixadas da cabeça… Mesmo que seja só um dia off, esse dia faz muita falta, não podemos estar a programar a morte dos nossos melhores amigos consoante o nosso horario de trabalho, tal como é desumano ter de ir trabalhar imediatamente a seguir, qdo tudo o que precisamos é estar sozinhos/em família a processar todo o trauma pelo qual acabamos de passar. A saúde mental dos portugueses agradece.

  12. A quantidade de “gente” aqui que não sabe o que é um animal de companhia espanta-me.
    Não devia, eu sei. A inteligência média do português é o que é, e encontrada esta inteligência média, importa lembrar que isto significa que metade dos portugueses são mais burros ainda.

    E ainda assim, fico surpreendido.

    Não pessoal; formigas, patos e peixes por exemplo, não são animais de companhia.

  13. As baratas e formigas que às vezes aparecem aqui por casa também contam como animal de companhia ? E se for uma matança do porco ?

  14. Eu normalmente enfrento tudo sou forte e tento brincar com as piores situações.

    Mas quando o meu cão morreu foi uma tristeza horrível, eu chorava baba e ranho e andei ali dias que não falava para ninguém.

    Por isso acabo por concordar com isto. Mas sem abusos.

  15. A perda de um animal de companhia é complicada claro, mas como é que algo deste genro pode ser legislado de forma a que não seja facilmente abusado?

  16. Não me parece uma má medida, mas é preciso ter cuidado com outros efeitos secundários. Não esquecer que estamos em Portugal e pode haver muito animal a sofrer porque há gente que quer uns dias de “folga” extra.

    A intenção é boa, mas no final o que realmente interessa são os resultados.

  17. “Não gosto do PAN mas…”, “O PAN é uma merdam, no entanto…”

    … tipo, ninguém quer saber? Se gostam ou não é irrelevenante para o caso!?

    ​

    O que interessa aqui é a lei proposta – que por sua vez é daquelas coisas que nem deveria precisar de aprovação, no dia seguinte já devia estar em diário da república… E se tem amigos que são contra isto, arranjem amigos novos.

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