Coliving. Um co-problema ou uma co-solução para a habitação?

30 comments
  1. Eu não me importo de ter um espaço com máquinas para lavar e secar roupa ou coisas assim.

    Mas porra partilhar a cozinha e o sítio para comer já é demais 😂

  2. coliving. marketing puro, novilingua. não é pobreza e incapacidade de acesso a recursos essenciais para o ser humano, é “coliving”. sai de casas dos teus pais, onde não é “coliving”, e vai viver com estranhos pagando renda, é “coliving”.

  3. Na USSR, com a crise habitacional, eram de 2 a 7 famílias por casa. Será que conseguimos fazer melhor?

  4. É só um estrangeirismo para servir de laço num presente repleto de mediocridade e desgraça alheia.

  5. Que no no cérebro. O artigo começa por salientar os problemas no mercado de arrendamento e gentrificação. Conclui que a solução passa por espaços em vida “comunitária”. De luxo, mas “comunitária”.

  6. Mais uma forma de disfarçar a pobreza, em vez de pobres bora dizer que gostam de viver com desconhecidos, e depois ainda há quem diga que hoje em dia estamos melhor que antes, já a minha avó diz sempre, antes tinha posto médico, agora tem de fazer uns 20 km.

    Eu cá fico em casa dos pais, ao menos já sei do que a casa gasta, agora com desconhecidos, ainda tenho amor à vida

  7. Co-Consequência. Co-tornar-isso-cool-para-quem-vive-assim-pensar-que-foi-uma-ideia-e-não-o-que-lhe-foi-imposto-devido-`a-maior-transferência-de-riqueza-da-história.

  8. Se a opção é entre partilhar casa com os pais e pagar renda, ou partilhar casa com perfeitos desconhecidos e pagar renda, ainda considero a primeira a menos má.

  9. Para que e que se tenta inventar e importar modas novas em vez de tentar recriar soluções que funcionam nos outros países.

    Portugal precisa de uma oferta habitacional entre privado e habitação social. Muitos países acabam por ter as cooperativas habitacionais que funcionam bem. Para que é que se vai andar a tentar inventar com a história do co-living?

    Os apartamentos em Portugal costumavam ser demasiado grandes. O mercado mudou bastante e já não há necessidade nem tanta procura para T3 e T4s. Tem de se apostar mais em T1 e T2. E cada unidade devia ser autónoma, incluindo cozinha ou kitchenette. Os espaços públicos podiam ser um componente, mas não obrigar uma pessoa a ter de ir para o espaço público para a vida diária. Lavandaria e alguns espaços de convívio fazem sentido.

    E os preços que estão nesta reportagem parece estar a gozar com o povo português. Noutros países existem ofertas de co-living ou micro estúdios em que o menos o preço é compatível com o salário do país. Aqui um quarto sem cozinha custar mais que um salário mínimo líquido e chamaram a isto a solução para a crise habitacional é no mínimo ridículo.

  10. Casernas comunitárias… Isto parece progresso? Parece algo que deve emergir numa sociedade que está a evoluir, que tem acesso a recursos e conhecimento que pareciam completamente impossíveis há meros 30 anos atrás?

  11. O artigo começa logo bem: “Apesar da inflação, os preços das casas em Portugal continuam a aumentar.” Com inflação a aumentar o preço de tudo, porque acha o autor que isso é contraditório ao aumento dos preços das casas? ![gif](emote|free_emotes_pack|facepalm)

  12. O coliving é muito benefico para o planeta em termos ambientais, e é mais uma maneira dos jovens combaterem as alterações climáticas.

  13. No tempo dos meus bisavós chamava-se alugar quartos porque não havia dinheiro para alugar uma casa sozinho (muito menos comprar porque créditos para a plebe não existiam).
    Agora tem um nome fino.

  14. A facilidade com que se arranja termos, em estrangeiro ou não, para esconder uma realidade completamente absurda… Daqui a pouco importamos a ideia das cápsulas japonesas e achamos normal.

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