O Japão não um bom exemplo para Portugal (e para a Europa, em geral), considerando a eficiência infraestrutural do país. Uma eficiência que, em parte, resulta de uma “mentalidade insular” (por falta de uma expressão mais apropriada) baseada, fundamentalmente, no aproveitamento de todos os recursos disponíveis enquanto imperativo existencial.

Todavia, é importante saber que, enquanto uns promovem e investem em soluções duvidosas para problemas estruturais, outros pensam em soluções integradas e multidimensionais.

Uns constroem tubos glorificados, outros constroem redes de gestão logística da água das chuvas (https://en.wikipedia.org/wiki/Metropolitan_Area_Outer_Underground_Discharge_Channel).

Para já, parece que a culpa é do “Homem do Tempo” (https://www.rtp.pt/noticias/pais/mau-tempo-protecao-civil-fala-em-aviso-vermelho-tardio-do-ipma_v1452213).

(Já agora…) A realidade japonesa não é necessariamente aplicável a Portugal, obviamente, no entanto, a abordagem japonesa serve como referência daquilo que é possível.

11 comments
  1. planeamento urbano é coisa que não existe em Portugal. requer gente competente (que há, mas o tacho é quem mais ordena), requer dinheiro (que não há muito) e, além disso, requer vontade política (que é nenhuma), porque são soluções caras, impopulares e “invisíveis”, não dão votos nenhuns.

  2. E existem ribeiras que são incluidas na paisagem urbana em vez de serem tapadas, que acabam por servir como caminhos verdes e escoadores de água.

  3. Por cá as coisas funcionam de uma forma peculiar.
    Os projectos demoram décadas a sair do papel, quando saem do papel demoram décadas a serem concretizados porque algo embarga, seja por questões politicas ou financeiras.
    Basta olhar para outros projectos como Aeroporto (50anos?), TGV (ainda pensamos nisso?).
    Para mim, este das cheias dou “de borla”, acho sem duvida que os incêndios todos os anos nos consomem uma percentagem de area enorme e parece não existir ao longos de anos e anos uma solução para diminuir o impacto.

    Não sei ao certo o que difere da mentalidade deles para a nossa, mas certamente ha coisas que lá também não funcionaram tão bem.
    Assim de repente, tenho ideia que o Japão tem das taxas mais altas de suicidio, por exemplo. Por isso algo falha na parte do acompanhamento à sociedade.

  4. o problema é que Portugal nunca resolve e só desenrasca.

    ​

    não é resolve e por vezes desenrasca: é **só** desenrasca

    ​

    o nosso maior trunfo está a ser a nossa maior ruína.

  5. Isso que o Japão faz, também se faz em Portugal, a empresa onde trabalho numa urbanização que construiu já há algum tempo (antes de cá trabalhar) construiu um deposito para acumular as aguas dos picos da chuva e poder servir para rega de jardins, segundo o meu patrão abriu o deposito pouco tempo depois de o entregar à Câmara e estava cheio de areia.

    Actualmente estamos a construir uma urbanização e na rotunda a ser construida vai existir ao centro um reservatório para rega, com cerca de 500m3, desta vez irá ter uma caixa de retenção de detritos na entrada, vamos ver como será a limpeza.

    Podemos também olhar para as bocas de incêndio, é muito giro obrigar os construtores a colocarem, o que acho bem, mas depois de entregues as obras, ficam ao abandono em muitas zonas sem qualquer tipo de manutenção.

  6. No Japão (quase) toda a gente estaciona de marcha atrás; aqui quando tentas fazer isso (mesmo com pisca e luz de marcha atrás acesa) está logo alguém cheio de pressa colado a ti.

    Enquanto não mudarmos isso não vamos a lado nenhum

Leave a Reply