E acrescenta: “Os empregadores não poderão aumentar os salários na mesma taxa de inflação – isso é um fato –, então é aqui que regalias e benefícios realmente têm a chance de fazer a diferença. Cada vez mais, vouchers de serviços públicos, cartões de viagem e assinaturas de streaming são oferecidos aos funcionários”
Se os senhores dizem que é facto, é porque é facto, quem somos nós meros mortais para pedir alguma referência ou demonstração prática de porque é um facto, de.me antes um cartão presente Lidl de 20€
Acho bem, pagam amendoins, têm macacos
Não vejo mal nenhum. As pessoas têm de trabalhar de forma proporcional ao seu salario, se o salário é mínimo o meu esforço vai ser mínimo.
Os jovens, felizmente, já não têm a mentalidade antiga dos seus avós e pais em que achavam normal ser escravos do trabalho e terem aquele sentimento de gratidão para com o seu patrão por terem emprego. lol
Ainda hoje, sempre que mudo de emprego tenho a minha mãe a refilar que não era assim que se fazia antigamente, sendo ela uma das escravas do trabalho, onde recebia o mínimo mas o esforço era máximo e assim ficou durante anos e anos até agora, que se reformou com uma reforma de merda.
ainda bem.. é incrível como os velhos andaram tão dormentes este tempo todo
Emigrem que em Portugal não se faz dinheiro
Os donos dos direitos adquiridos que vão trabalhar se querem.
“Fazer o mínimo possível” AKA (também conhecido por) “fazer simplesmente o que é pedido”
Os patrões fazem logo outro choradinho para trazer mais imigrantes, porque esta malta jovem não quere trabalhar de borla
Eu acho que o pior que os baixos salários ou a pouca progressão são os patrões que acham que pagam balurdios e que acham que existe progressão.
E bem. Acabaram-se os almoços grátis. Queres quem trabalhe para ti, paga para isso
Então na administração pública…… mas é compreensível e não crítico quem desmotiva e adota esta modalidade. Ora vejamos: avaliações ridículas, má gestão de recursos humanos, ninguém tem objetivos concretos sendo que estes apenas servem para preencher o formulário do ‘siadap’ e em certas carreiras nem valorizam a formação académica que tu tiras após ingressar na carreira. Muitas carreiras nem dão formação ao longo da carreira como deve ser e depois temos funcionários que não sabem mexer em office e acabam os superiores por acumular e deixar de delegar.
Edit: e ainda mais, quem trabalha em Lisboa tem o dobro quase dos custos para ir trabalhar e exigência diária no trabalho..
Não será fazer “o que está na descrição do emprego”?
Ahahah que novidade. Em Portugal era sempre.
Cá fora faço muito mais, sou muito mais feliz e trabalho menos horas. Ganho mais também. Oh pah, se puderem, emigrem. 99% de vocês nao se vão arrepender, nem que seja só pela experiência.
Jovens e não jovens! Por alma de que santo os empregadores tem de se matar a trabalhar agora os patrões? Estamos no século XXI…
Work your wage
Ao fim de 12 anos eu finalmente vou progredir.
E possivelmente sem reforma.
Provavelmente não se aplica a todos os sectores, mas o aumento de salário e progressão também se obtém a procurar outra empresa para trabalhar.
Os meus maiores aumentos salariais foram dessa forma.
Há uma música em que o título é “há quem queira”. Eu diria que, dependendo do sector, há quem pague. Melhor do que o quiet quiting, em que o colaborador está a estagnar-se em termos das suas skills e a estagnação a longo prazo é um veneno.
Houve gente que fazia mais que o mínimo possível? Porque?
Que novidade. Quem está mal, mais vale desistir de se esforçar e usar o resto do tempo para mandar cv’s para fora.
Não me venham com merdas. “Quiet quitting” é um termo de propaganda para pôr os trabalhadores a sentir-se culpados de cumprir o contrato que assinaram. Desde quando isso é “quitting”? Querem mais, paguem.
Tradução: os jovens abriram os olhos.
Sempre trabalhei com ordenados mínimos e dei o esforço mínimo.
Este ano felizmente entrei numa empresa onde ganho 1.3k limpos. Agora trabalho o dobro e com vontade.
Só ver tanto dinheiro (pelo menos para a minha realidade) entrar na conta ou fim do mês dá me logo mais vontade de trabalhar. Juntando a boas condições de emprego também bom ambiente de trabalho e boa gestão e pela primeira vez na minha carreira profissional não me importo de fazer umas horas extra se necessário e ajudar a empresa e o pessoal.
Querem bons trabalhadores, paguem e dêem condições.
Quem paga amendoins, recebe macacos.
E assim é que está correcto. Parabéns ao pessoal mais novo.
Obviamente. Empresas pagam o mínimo, recebem o mínimo.
Plot-twist: fazes o mínimo, recebes o mínimo. Se as entidades patronais em questão foram do tipo explorador, só existe uma das partes que vai sair a perder, e é o colaborador.
Conheço empresas que fazem isto de forma sistemática e não faltam candidatos, porque a necessidade de trabalhar é maior. Faz sentido? Não. Mas a empresa continua a faturar milhões sem atrasos na produção.
Entram e entram muito bem, foda-se! Se tu pagas em amendoins vais atrair macacos por isso é bom que se as empresas querem que os empregados vistam a camisola é importante que façam o mesmo!
Este ano, em fevereiro, tive um A+ na minha avaliação e a única coisa que recebi foi uma palmadinha nas costas. O meu colega teve um A+ e recebeu um aumento. E não, ele não faz mais nem melhor que eu. A desculpa foi “Não podemos dar a todos”. Então comecei a fazer o mínimo – comecei a sair a horas, reuniões que podiam ser um e-mail passaram efetivamente a ser um e-mail, não atendo telemóvel fora de horas, etc. Já fui chamado várias vezes à atenção “Este ano estás mais preguiçoso”. Preguiçoso?? Caralho, eu faço o que me é pedido. Já que não tive direito a aumento, criei eu o meu: agora não penso em trabalho depois da hora e estou em paz.
Estes patrões estão mesmo muito mal habituados, espero que a nossa e as gerações que estão para vir continuem a exigir mais da burguesia e a perceber que a vida não pode ser só trabalho.
Viva o presentismo
O melhor é organizarem-se em grupos… ou seja, filiem-se nos sindicatos .
Juntos somos mais fortes
Só os jovens é que vai fazer? Eu já faço. Ao fim de 20 anos de exploração e de chefes imbecis e incompetentes, fartei-me de ser a peça exemplar na put. da engrenagem.
O mais caricato é que a empresa nao da aumentos..mas se te fores embora vao ter de ir ao mercado contratar mais caro
#RetençãoDeTalento
Em algumas áreas é claro
Bons ordenados fazem bons trabalhadores. Miguel Sousa Tavares
Adoro ver os jornais a se contercerem para inventar novas palavras para “luta de classes”
“Quiet quitting” aka fazer o trabalho para o qual foi contratado.
Se o pessoal emigrasse todo aí sim estariam a fazer “quiet quitting” e os patrões de merda ficariam fudidos…ou se calhar até agradeciam pq os migrantes fazem o inverso de “quiet quitting”: Slave working.
O facto é que os trabalhos pouco/não qualificados estão a ser preenchidos por migrantes e os trabalhos que requerem qualificações não estão a ser preenchidos pq ninguém com qualificações (nem migrantes) está disposto a trabalhar e a receber merda.
Quero ver o SNS daqui a 10 anos.
Há 12 anos atrás a empresa para a qual trabalhava (uma das mais famosas de IT, pelo menos na altura, depois perdeu imensos contratos com o governo e deixou de ser a empresa que era) deu lugar a um momento muito caricato.
Por volta das, digamos, 10 horas, recebemos um e-mail do nosso departamento a referir que iam ter dificuldades em pagar o nosso salário, que “estava muito mau e era altura de apertar o cinto”, nesse mesmo dia ás.. 14:00 horas recebemos um e-mail da sede “Estamos todos de parabéns, atingimos valores recordes de lucro este ano, o melhor ano desta empresa até agora”.
38 comments
já não há juventude e dinamismo como antigamente…
E acrescenta: “Os empregadores não poderão aumentar os salários na mesma taxa de inflação – isso é um fato –, então é aqui que regalias e benefícios realmente têm a chance de fazer a diferença. Cada vez mais, vouchers de serviços públicos, cartões de viagem e assinaturas de streaming são oferecidos aos funcionários”
Se os senhores dizem que é facto, é porque é facto, quem somos nós meros mortais para pedir alguma referência ou demonstração prática de porque é um facto, de.me antes um cartão presente Lidl de 20€
Acho bem, pagam amendoins, têm macacos
Não vejo mal nenhum. As pessoas têm de trabalhar de forma proporcional ao seu salario, se o salário é mínimo o meu esforço vai ser mínimo.
Os jovens, felizmente, já não têm a mentalidade antiga dos seus avós e pais em que achavam normal ser escravos do trabalho e terem aquele sentimento de gratidão para com o seu patrão por terem emprego. lol
Ainda hoje, sempre que mudo de emprego tenho a minha mãe a refilar que não era assim que se fazia antigamente, sendo ela uma das escravas do trabalho, onde recebia o mínimo mas o esforço era máximo e assim ficou durante anos e anos até agora, que se reformou com uma reforma de merda.
ainda bem.. é incrível como os velhos andaram tão dormentes este tempo todo
Emigrem que em Portugal não se faz dinheiro
Os donos dos direitos adquiridos que vão trabalhar se querem.
“Fazer o mínimo possível” AKA (também conhecido por) “fazer simplesmente o que é pedido”
Os patrões fazem logo outro choradinho para trazer mais imigrantes, porque esta malta jovem não quere trabalhar de borla
Eu acho que o pior que os baixos salários ou a pouca progressão são os patrões que acham que pagam balurdios e que acham que existe progressão.
E bem. Acabaram-se os almoços grátis. Queres quem trabalhe para ti, paga para isso
Então na administração pública…… mas é compreensível e não crítico quem desmotiva e adota esta modalidade. Ora vejamos: avaliações ridículas, má gestão de recursos humanos, ninguém tem objetivos concretos sendo que estes apenas servem para preencher o formulário do ‘siadap’ e em certas carreiras nem valorizam a formação académica que tu tiras após ingressar na carreira. Muitas carreiras nem dão formação ao longo da carreira como deve ser e depois temos funcionários que não sabem mexer em office e acabam os superiores por acumular e deixar de delegar.
Edit: e ainda mais, quem trabalha em Lisboa tem o dobro quase dos custos para ir trabalhar e exigência diária no trabalho..
Não será fazer “o que está na descrição do emprego”?
Ahahah que novidade. Em Portugal era sempre.
Cá fora faço muito mais, sou muito mais feliz e trabalho menos horas. Ganho mais também. Oh pah, se puderem, emigrem. 99% de vocês nao se vão arrepender, nem que seja só pela experiência.
Jovens e não jovens! Por alma de que santo os empregadores tem de se matar a trabalhar agora os patrões? Estamos no século XXI…
Work your wage
Ao fim de 12 anos eu finalmente vou progredir.
E possivelmente sem reforma.
Provavelmente não se aplica a todos os sectores, mas o aumento de salário e progressão também se obtém a procurar outra empresa para trabalhar.
Os meus maiores aumentos salariais foram dessa forma.
Há uma música em que o título é “há quem queira”. Eu diria que, dependendo do sector, há quem pague. Melhor do que o quiet quiting, em que o colaborador está a estagnar-se em termos das suas skills e a estagnação a longo prazo é um veneno.
Houve gente que fazia mais que o mínimo possível? Porque?
Que novidade. Quem está mal, mais vale desistir de se esforçar e usar o resto do tempo para mandar cv’s para fora.
Não me venham com merdas. “Quiet quitting” é um termo de propaganda para pôr os trabalhadores a sentir-se culpados de cumprir o contrato que assinaram. Desde quando isso é “quitting”? Querem mais, paguem.
Tradução: os jovens abriram os olhos.
Sempre trabalhei com ordenados mínimos e dei o esforço mínimo.
Este ano felizmente entrei numa empresa onde ganho 1.3k limpos. Agora trabalho o dobro e com vontade.
Só ver tanto dinheiro (pelo menos para a minha realidade) entrar na conta ou fim do mês dá me logo mais vontade de trabalhar. Juntando a boas condições de emprego também bom ambiente de trabalho e boa gestão e pela primeira vez na minha carreira profissional não me importo de fazer umas horas extra se necessário e ajudar a empresa e o pessoal.
Querem bons trabalhadores, paguem e dêem condições.
Quem paga amendoins, recebe macacos.
E assim é que está correcto. Parabéns ao pessoal mais novo.
Obviamente. Empresas pagam o mínimo, recebem o mínimo.
Plot-twist: fazes o mínimo, recebes o mínimo. Se as entidades patronais em questão foram do tipo explorador, só existe uma das partes que vai sair a perder, e é o colaborador.
Conheço empresas que fazem isto de forma sistemática e não faltam candidatos, porque a necessidade de trabalhar é maior. Faz sentido? Não. Mas a empresa continua a faturar milhões sem atrasos na produção.
Entram e entram muito bem, foda-se! Se tu pagas em amendoins vais atrair macacos por isso é bom que se as empresas querem que os empregados vistam a camisola é importante que façam o mesmo!
Este ano, em fevereiro, tive um A+ na minha avaliação e a única coisa que recebi foi uma palmadinha nas costas. O meu colega teve um A+ e recebeu um aumento. E não, ele não faz mais nem melhor que eu. A desculpa foi “Não podemos dar a todos”. Então comecei a fazer o mínimo – comecei a sair a horas, reuniões que podiam ser um e-mail passaram efetivamente a ser um e-mail, não atendo telemóvel fora de horas, etc. Já fui chamado várias vezes à atenção “Este ano estás mais preguiçoso”. Preguiçoso?? Caralho, eu faço o que me é pedido. Já que não tive direito a aumento, criei eu o meu: agora não penso em trabalho depois da hora e estou em paz.
Estes patrões estão mesmo muito mal habituados, espero que a nossa e as gerações que estão para vir continuem a exigir mais da burguesia e a perceber que a vida não pode ser só trabalho.
Viva o presentismo
O melhor é organizarem-se em grupos… ou seja, filiem-se nos sindicatos .
Juntos somos mais fortes
Só os jovens é que vai fazer? Eu já faço. Ao fim de 20 anos de exploração e de chefes imbecis e incompetentes, fartei-me de ser a peça exemplar na put. da engrenagem.
O mais caricato é que a empresa nao da aumentos..mas se te fores embora vao ter de ir ao mercado contratar mais caro
#RetençãoDeTalento
Em algumas áreas é claro
Bons ordenados fazem bons trabalhadores. Miguel Sousa Tavares
Adoro ver os jornais a se contercerem para inventar novas palavras para “luta de classes”
“Quiet quitting” aka fazer o trabalho para o qual foi contratado.
Se o pessoal emigrasse todo aí sim estariam a fazer “quiet quitting” e os patrões de merda ficariam fudidos…ou se calhar até agradeciam pq os migrantes fazem o inverso de “quiet quitting”: Slave working.
O facto é que os trabalhos pouco/não qualificados estão a ser preenchidos por migrantes e os trabalhos que requerem qualificações não estão a ser preenchidos pq ninguém com qualificações (nem migrantes) está disposto a trabalhar e a receber merda.
Quero ver o SNS daqui a 10 anos.
Há 12 anos atrás a empresa para a qual trabalhava (uma das mais famosas de IT, pelo menos na altura, depois perdeu imensos contratos com o governo e deixou de ser a empresa que era) deu lugar a um momento muito caricato.
Por volta das, digamos, 10 horas, recebemos um e-mail do nosso departamento a referir que iam ter dificuldades em pagar o nosso salário, que “estava muito mau e era altura de apertar o cinto”, nesse mesmo dia ás.. 14:00 horas recebemos um e-mail da sede “Estamos todos de parabéns, atingimos valores recordes de lucro este ano, o melhor ano desta empresa até agora”.
Pois é..