Ricardo Araújo Pereira: deliberações da ERC ferem liberdade de expressão? “Só ferem o bom senso”

5 comments
  1. Deve achar que somos todos parvos ou ingénuos. Felizmente que a ERC às vezes ainda faz o seu trabalho.

  2. a erc está a fazer um trabalho interessante. acho que o mas, e os restantes micro-partidos, deviam fazer uma acusação qualquer pois ocupa 0 tempo de antena nos jornais nacionais. se é p’ra haver justiça que haja p’ra todos.

    quem não se lembra do tempo de antena desproporcional que o chega tem recebido?

  3. Gosto imenso do RAP, mas tenho duas opiniões em relação a isto.

    Em qualquer episódio normal, o RAP é livre de entrevistar quem quer no segmento da entrevista. Até pode fazê-lo à Mariana Mortágua ou ao Marinho e Pinto durante um ano inteiro. Cabe aos espetadores decidir se querem contribuir ou não para as audiências de um programa desta forma.

    Agora, durante qualquer programa durante uma campanha eleitoral, o enviesamento vem mais ao de cima. Após terem sido convocadas eleições, recordo-me de ver o António Costa na RTP e na SIC e na TVI em talk shows, mas não me lembro de ver esse privilégio estendido a outros líderes de partidos (por favor, corrijam-me se eu estiver errado).

    Quando o RAP faz especiais de eleições, acho que ele tem o dever (moral) de convidar, no mínimo, todos os partidos representados na AR. Em 2019 ele deu destaque ao Livre e à Iniciativa Liberal, partidos que nunca tinham sido eleitos e que tinham as mesmas percentagens em sondagens que o Chega. Em 2022, ele não convida o Chega, que está representado, mas convida o Livre, que tecnicamente não estava.

    O meu problema com isto não é o facto de ser o Chega. Vamos imaginar um Diogo Faro a ter a mesma notoriedade que o RAP e a excluir propositadamente a Iniciativa Liberal, partido que é mais que sabido que ele rejeita e coloca no mesmo patamar que o Chega. Ou alguém a recusar-se a ter o PCP devido à sua posição relativa à Ucrânia nas próximas eleições mas convidar todos os outros.

    Quando se abre esta brecha, é muito difícil fechá-la, porque há muitos que beneficiam em abrir mais estes “círculos sanitários”.

    Finalmente, se o RAP não quer o Ventura (que, mais uma vez, tem todo o direito) no programa dele, fazer de 40-60% do conteúdo de cada episódio segmentos a gozar (e quase sempre bem) com o Chega, só contribui para a narrativa de vitimização e silenciamento do mesmo e, consequentemente, para o seu crescimento.

  4. Isto deve ser especialmente trágico para o Ricardo, visto que ele é um defensor acérrimo da liberdade de expressão absoluta. A lei que vigora, apesar de equilibrada, tem falhas – a meu ver – mas isto é uma perversão dos parênteses que lhe dão esse tal equilíbrio.

    ML;NL: isto é estúpido

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